Assisti essa clássica comédia dos anos 90 e cada vez mais fico impressionado como evoluímos diariamente a uma velocidade impressionante. Assisti esse filme já pelo menos umas 8 vezes e sempre numa frequência de evolução diferente, num “time” diferente. Dessa última vez pude perceber alguns aspectos e detalhes nunca antes percebidos, como por exemplo o quanto a equipe da Jamaica, age com a alma. Alma essa, a mesma com que a torcida e suas famílias também possuem, ou seja, a alma do amor pelos seus ideias e objetivos.
Leon (Derice Bannock) é um atleta de elite em seu país, a Jamaica. Ele é filho de um ex-corredor velocista daquela nação que chegou às Olimpíadas e conseguiu chegar ao pódio. Como seu pai, Leon está se preparando para as seletivas nacionais jamaicanas e deve também chegar ao mais prestigiado evento esportivo da humanidade. Afinal de contas ele é o melhor corredor do país como comprovado em várias competições dos últimos meses.
Mas, o destino pode ser cruel até mesmo com os melhores e mais preparados. Ao partir para a sua prova de cem metros rasos, clássica disputa do atletismo mundial, Leon tropeça num dos competidores e vê suas chances de chegar aos Jogos Olímpicos irem literalmente para o espaço. O jeito, lhe dizem os dirigentes de seu país, é se preparar para os próximos eventos olímpicos, que irão ocorrer daqui a mais quatro anos. Inconformado e sabedor de suas condições de chegar às Olimpíadas, Leon busca inspiração em seu pai (já falecido) e descobre que um dos amigos olímpicos (e medalhista) da época em que seu progenitor disputava tais competições não só está vivo, mas mora muito próximo a ele, na própria Jamaica.
Trata-se de Irwin Blitzer (John Candy), especialista em esportes no gelo, medalhista olímpico no Bobslead (uma espécie de trenó que corre numa pista fechada, conduzido por quatro atletas velocistas e que tem como objetivo a conclusão do percurso no menor tempo), que aposentou-se e abriu um bar naquela ilha caribenha. Qual a missão de Leon? Convencer Blitzer a treinar uma nova equipe de Bobslead, formar um grupo de atletas velocistas capazes de enfrentar essa modalidade, conseguir equipamentos para treinar e competir, obter o índice olímpico e, pela primeira vez na história, levar um país tropical, onde não neva, a participar de uma Olimpíada de Inverno.
O que se vê a partir daí é uma emocionante luta, em equipe, pela superação das barreiras mentais, do preconceito externo e das dificuldades inerentes a qualquer equipe que queira chegar em uma Olimpíada. Cada integrante tem sua parcela de contribuição para que juntos e com alma superem todos os obstáculos em busca do seu objetivo, levar a Jamaica à primeira Olimpíada de Inverno. Em 1988 a Equipe da Jamaica chega a Calgary – Canadá.
Com doses de humor cada integrante busca sua inspiração de superação formando atingindo o índice para a Olimpíada e num gesto de muita emoção chegar a linha de chegada na última etapa não em primeiro mas sim com o trenó nas mãos, carregando com muita honra e gratidão o nome de seu país até a linha de chegada.
Estamos em ano de Olimpíada – Londres 2012 já está aí! Vale nesse momento uma reflexão exatamente das nossas ações diárias em busca dos nossos objetivos. Atletas Olímpicos treinam diariamente, 12 ou 14 horas em busca, muitas vezes de segundos de competição e de realização. Esperam 4 anos para superar seus limites em busca da tão sonhada medalha de ouro.
E você? O que busca diariamente está tão claro como uma medalha de ouro para um atleta? Você busca incansavelmente, na rotina diária o seu sonho? Se sim, ótimo! Continue em busca da realização dos seus sonhos. Agora se a resposta for não… preocupe-se e busca sempre o que chamo de “ZONA DE DESCONFORTO”. Pois desconheço uma pessoa que teve sucesso e alcançou seus sonhos e objetivos que não passou por dor, desconforto e persistência para alcançá-los.

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