sexta-feira, 3 de janeiro de 2020

John Lennon - Imagine

Um mulherão não precisa de mimimi's!

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Vivemos em um mundo cheio de autoafirmações e padrões que nos são impostos todos os dias. Nós, mulheres, somos escravizadas por nós mesmas ao nos impor modismos e regras absurdas. Para ser uma mulher com potencial, sexy, inteligente, gostosa, não precisa nada além de ter personalidade e gostar de si própria.
Chega dessas concepções que mulherão é ser gostosa, é ser percebida na multidão. Para ser qualquer "ão", tem que ser especial, fazer a diferença, sem qualquer dieta absurda, sem qualquer padrão imposto por uma sociedade que nos diz que para ser ideal, é preciso ter tantos centímetros disso ou daquilo de acordo com altura. Devemos ser felizes do jeito que somos, pois pessoas que se aceitam, que se amam, não diz "amém" para imposições e suposições.
Ser um "mulherão" é ter charme para dizer não na hora certa e sim para se sentir plena. Ser independente de corpo e alma. Não são apenas o dinheiro e o trabalho que nos libertam, mas a autenticidade de sermos nós mesmas. Nenhuma mulher que se preze, vai permitir que "tem que ser assim ou assado", porque ela tem personalidade própria, se ama antes de qualquer restrição e não se acata a ditaduras alheias.
Basta de tantas discrepâncias que levam muitos mulherões a neuroses diversas: emagrecer milhares de quilos em uma semana, comprar sapatos e roupas de marcas sem muita condição financeira, comprar no cartão de crédito em duzentas mil vezes porque está na moda. O bom da vida é ser mulherão mesmo que com pouco dinheiro, desempregada, poucas roupas para sair, porque o que mais importa é o carisma, e isto ninguém pode comprar ou precisa de modismos.
Não precisamos de autoafirmações, porque já somos autoafirmações em pessoa. Não precisamos o que nos escraviza. Não precisamos de marcas caras, restaurantes internacionais e nem limusine na porta, a verdade é que precisamos de liberdade para sermos quem somos, mesmo que seja em uma camisola de bolinha, cabelos para lá e para cá e chinelo Havaina. É o contexto que nos define e não o título.
Ser um mulherão é ser livre, é se amar por inteira, mesmo se alguns quilos sobram. Ser um mulherão é se sentir gostosa dentro de uma calça de jeans e camiseta. Somos um mulherão quando nos desdobramos para a família e paramos de trabalhar por um tempo para nos dedicarmos aos filhos. Somos um mulherão quando olhamos para o nosso corpo flácido, com estrias, com celulites, alguns pés de galinhas, e mesmo assim, está tudo muito bem, porque são marcas registradas da vida, das experiências, do tempo.
Não há necessidade de unhas e cílios postiços. Não há necessidade de exibir decotes e pernas invejáveis. Não há necessidade de se matar na academia para queimar gordurinhas extras e ficar sequinha. Não há necessidade de cabeleireiro todas as semanas e nem fazer as unhas. Não há nenhuma necessidade, se você não se ama, não consegue se sentir importante para quem está ao seu lado e está vivendo apenas de fachada. Não há necessidades em se fazer melhor ou mais bonita, quando a alma está cheia de obrigações e aparências. Não tem necessidade alguma, se por dentro, você está se sentido qualquer coisa, menos um mulherão.
É importante ter uma aparência, mas que seja de verdade, sem ser fingimento com você mesma. Um vestido novo, uma ida ao salão de beleza, algumas aplicações de botox, fazer atividade física, comprar o sapato mais caro, são necessários também, porém que não seja escravidão imposta, compulsão causada por decepção e solidão, mas que sejam opções para nos sentirmos mulherões de fato.
Um "mulherão" é aquela que se sente livre, sem ter uma vida embasada em superficialidades e ditaduras para sobreviver o dia a dia. Quer ser um mulherão? Seja você mesma sem qualquer "mimimi" de uma sociedade que te seduz e depois nem te percebe.
Seja apenas um mulherão do seu jeito, nem que seja às avessas! O mais importante está nas entrelinhas da sua beleza interior e na delícia de se viver livre.


- Simone Guerra

Hábitos e comportamentos que o verão exige

Passarinhos cantam junto à janela. A escuridão se despede sem resistência e o dia chega manso, cada vez mais cedo. É o verão! As tardes serão infinitas, as noites, cheirosas, o pé ficará descalço, e o cabelo molhado secará naturalmente.
As estações começam não com datas, mas com estados de espírito. Com vontades nascidas dos nossos cinco sentidos. Você vê uma flor que não estava ali, percebe o perfume da melancia na feira, saboreia um picolé, ouve os passarinhos e sente o sol na pele mesmo quando ele já se foi. Em algum momento, o verão chega. Não pelo calendário, mas dentro de você. Através do que você vê, ouve, sente ou prova.
Conheça uma série de rituais para sacudir a poeira e dar as boas-vindas à estação mais luminosa do ano - todos sugeridos por escritores, músicos, artistas e gente com sensibilidade.

Limpar a casa

Parece que, ao escancarar as janelas para receber o verão, os lares pedem um banho de alma, como o feito pela professora de história da arte Paula Ramos: "Entre minhas manias de verão está uma boa limpeza no escritório, na casa, em tudo. Começo separando papéis e escolho o que será descartado. Depois, consigo entrar no meu escritório com mais liberdade de movimentos. Aí, vou para o restante da casa: lavo cortinas e faço a faxina pesada", relata. A figurinista Rô Cortinhas não poupa nem cobertores e edredons: "Também limpo e guardo o tapete da sala, e voltamos a pisar de pés descalços no piso de madeira".

Descalçar os pés

Se tiver de escolher um objeto para dar adeus ao inverno, um forte candidato é o sapato fechado. Exibir os pés e rever seus dez dedos depois de tanto tempo é uma sensação indescritível.

Revirar o armário

A cada verão, o ritual se repete no quarto da professora Paula: "Abro o roupeiro e separo tudo o que não usei nos últimos três anos. Caso não tenha uma relação afetiva com a roupa ou o sapato, passo adiante. Minha casa é cheia de coisas, então, o verão representa efetivamente um período de limpeza, de tirar do meio do caminho o que não serve mais".

Usar pouca roupa

No verão, muita roupa atrapalha. Limita os movimentos. E verão é movimento. Tem roupa cujo tecido você não quer nem encostar quando o calor urge lá fora.

Sentir os aromas

Talvez o olfato sinalize mais fortemente o potencial sensorial do verão. O vizinho molha a grama e você sente o cheiro antes de ver a cena. Na caminhada diária, sente o perfume de uma flor onde antes só havia galhos e folhas. Além do cheiro de maresia na estrada rumo à praia. E o mais impressionante: "Sentir o sol na pele quando já é noite", lembra a filósofa Viviane Mosé.

Beber muita água

Repare nas esquinas, junto aos semáforos. Mais sensíveis à oportunidade de lucro do que ao calor, os ambulantes oferecem o que parece ser a bebida dos deuses: água. Pode ser de coco, com hortelã, com gelo e limão. A artista plástica Lou Borghetti tem uma receita: "Num copo bonito, coloco água gelada com uma folhinha de manjericão ou um pauzinho de canela. No verão, adoro também apreciar o sabor da água pura e simples".

Ler sob a brisa

Pode ser na varanda de casa, no jardim ou num cantinho adaptado, na poltrona, na espreguiçadeira, na rede ou no chão. O fato é que ler sentindo a brisa fresca no rosto é um prazer diferente de ler debaixo do cobertor em frente à lareira. "Ler sob a sombra de uma árvore no verão é como levar sua alma para um piquenique", define a jornalista Cláudia Laitano.

Reverenciar o sol

O ritual pode ser de manhã ou no final da tarde: a perspectiva de apreciar o sol antes ou depois do trabalho torna a labuta mais leve.

Fazer sua hora feliz

As happy hours não dependem de estação para ocorrer. Mas o verão exige outro cardápio e garante sempre a alternativa da mesa ao ar livre. O que importa mesmo é a companhia, a cumplicidade do momento.

Retomar ideias

A estação parece curta para tantas ideias que você tirou da gaveta só porque o dia amanheceu cedinho e a noite demora pacas para voltar. O verão nos estimula mesmo - mas cria também as distrações no caminho entre a vontade e a execução daquele projeto. "No verão, penso seriamente em fazer uma dieta, mas aí o desejo de tomar uma cervejinha põe tudo a perder", confessa a professora de história da arte Paula Ramos.

Dispensar o carro

Aproveitar a luz natural e o clima ameno para andar a pé ajuda a desafogar o trânsito, faz bem ao coração e colabora com a redução de emissão de gás carbônico na atmosfera. "No verão, vou sem carro para o trabalho no turno da tarde e trago um sapato leve, uma sapatilha ou um chinelinho na bolsa. No final do dia, troco o calçado e caminho até minha casa. São cerca de 30 minutos, em que aproveito para relaxar, ouvir música e fazer planos. É uma espécie de meditação em movimento", afirma a jornalista Liège Alves.

Eleger uma música

Todo ano tem uma música tema do verão. Aquela que toca em todos os lugares, no quiosque da praia, no supermercado, em todas as rádios. Em geral, algo com um refrão que gruda como chiclete e você não sabe explicar por que está repetindo também. Mas dá para eleger seu próprio hit. E daí, para virar trilha sonora, pode ser um pulo. De Beach Boys a Los Hermanos, a escolha tem que ser natural e cheia de bossa.

Fazer nada

O verão é a época ideal para desligar a mente olhando para o céu, aposta a artista plástica Lou Borghetti. "Adoro me deitar sobre uma toalha no pátio e ficar olhando o céu, os desenhos que as nuvens vão formando, aquela sensação de infinito. Isso também é meditar", filosofa.

Férias saudáveis

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Férias é tempo de relaxar. Mas isso não significa deixar de lado cuidados essenciais com a saúde e a alimentação. "Manter a dieta, escolher bem os seus alimentos e dormir bem devem aparecer entre as suas prioridades", afirma o nutrólogo Roberto Navarro. O especialista, no entanto, dá espaço para alguns deslizes. Só não dá para passar as férias inteiras nos exageros. O corpo pode sofrer com essas alterações bruscas de rotina e dar trabalho para retomar o ritmo normal ou, pior ainda, sofrer com a baixa imunidade. A seguir, uma equipe de especialistas ensina como você faz para aproveitar os dias de folga sem prejudicar a saúde ou alimentar preocupações exageradas.
Se as mudanças não forem bem planejadas, seu organismo pode sofrer vários tipos de desequilíbrio. "A falta de atividades físicas e os excessos na alimentação levam ao aumento de insulina circulando no sangue. A curto prazo, isso provoca o aumento de peso e, sem o controle adequado, casos de diabetes", afirma o nutrólogo Roberto Navarro, da Associação Brasileira de Nutrologia. O cuidado é para que as mudanças sejam positivas, com horas a mais de sono e de descanso, além de mudanças para tornar a alimentação mais saudável.
Almoço - foto: Getty Images
Comer fora
A nutricionista Andréia Ceschin, especialista do Minha Vida, afirma que a variedade de opções dos restaurantes não deve ser vista como uma ameaça à dieta. "O melhor é buscar um restaurante por quilo, self-service, com muitas opções de salada, legumes e grelhados". Planeje seu prato antes de montá-lo e evite pegar pequenas porções de tudo o que é oferecido, cuidando para restringir ao máximo o consumo de frituras.
 Café da manhã - foto: Getty Images
Acordar tarde e pular o café da manhã
A primeira refeição do dia é a mais importante, por isso nunca deve ser deixada de lado. "O organismo tem o dia inteiro pra metabolizar o café da manhã. Você ganha mais energia e disposição com uma refeição balanceada", afirma o nutrólogo. O especialista recomenda compor, especialmente, o jantar com uma salada e uma proteína, como uma carne ou ovo. E nada de exageros: o metabolismo do jantar acontece, em parte, durante o sono. Nesta fase, todas as funções são mais lentas e a digestão pode ser prejudicada.
Sol - foto: Getty Images
Protetor solar na sombra
A dermatologista Flávia Toledo Piza, diretora do espaço Guedala, recomenda o uso de protetor solar com FPS 30, no mínimo, a cada três horas. "Muitos ambientes na sombra refletem os raios ultravioletas. Por isso, mesmo que a pele não sofra com as queimaduras, há o risco de envelhecimento precoce".
Comendo na rua - foto: Getty Images
Barraquinhas de comida
É melhor evitar o consumo de alimentos de barraquinhas e ambulantes. Normalmente, nenhum dos dois oferece higiene ideal ou tem preocupação adequada com a conservação dos alimentos. A maionese, por exemplo, deve ficar na geladeira e não em temperatura ambiente. E o manuseio dos alimentos pede luvas e toucas descartáveis, nem sempre usadas. "Muitos desses alimentos ficam em contato com a poluição, fumaça do trânsito e insetos, o que pode gerar contaminação e levar a uma intoxicação alimentar, cujos sintomas mais comuns são a diarréia, os vômitos e as dores abdominais", afirma a nutricionista Andréia.
Cerveja - foto: Getty Images
Consumo de álcool na medida
Uma dose de bebida alcoólica por dia pode ser ingerida sem lesar o sistema digestivo. No caso dos destilados, uma dose são 30 ml. Para os vinhos, a medida é uma taça pequena e uma lata é sua cota de cerveja (300ml). O nutrólogo Roberto Navarro enfatiza que a cerveja tem muitas calorias e deve ser evitada se você quer emagrecer. Uma dica é escolher os dias de festa para ingerir bebidas alcoólicas, e procurar alternar os drinks com copos de água ou sucos, reduzindo naturalmente o consumo de álcool.


Atacando a geladeira - foto: Getty Images
Depois de atacar a geladeira
O nutrólogo Roberto Navarro frisa que, ao comer e em seguida dormir, muita glicose fica armazenada. Quando isso acontecer, entretanto, o ideal é começar o dia seguinte com um café da manhã balanceado e a prática de exercícios físicos, estimulando o organismo a gastar a energia acumulada e acelerando o metabolismo. 

Sete passos para relaxar nas férias

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"Como tudo está a um clique de distância hoje, é difícil abandonar tudo e simplesmente relaxar", explica o profissional. Pensando nisso, o Minha Vida conversou com especialistas que sugeriram sete passos para conseguir relaxar nas férias e deixar o trabalho de lado. Confira.
1. Organize a sua saída
Lembre-se de que, enquanto você estiver de férias, outras pessoas podem estar trabalhando. Por isso, é fundamental liquidar pendências, avisar o que não pôde ser feito e organizar pastas e arquivos de maneira que qualquer um possa encontrar o que procura sem precisar do seu auxílio, como explica a psicóloga Adriana Araújo. "Além disso, explique as suas tarefas diárias para um colega, deixando-o responsável por sua área enquanto estiver fora, e lembre-se de salvar uma mensagem automática de e-mail informando sua ausência", complementa.
Homem falando no celular na praia - Foto Getty Images
2. Desligue-se do celular
"Férias são um período de relaxamento e criatividade, um momento para deixar a mente aberta a novas possibilidades, sem amarras que te levem de volta à rotina. Por isso, o ideal seria não receber ligações do trabalho".
Dependendo do cargo que a pessoa ocupa e do que for combinado, pode ser até que tenha que prestar contas a um superior ou tomar decisões importantes mesmo no período de descanso. Se for o seu caso, reserve um período do dia para resolver essas tarefas, de modo que isso não interrompa os momentos de relaxamento.
Homem com notebook na cama - Foto Getty Images
3. Não se prenda ao e-mail
De acordo com Adriana, o problema não é ler e-mails do trabalho ou deixá-los de lado, mas a maneira como a pessoa encara essa atitude. "Algumas pessoas não conseguem acompanhar os seus e-mails sem ficar estressadas e outras ficam ansiosas por ignorá-los", afirma psicóloga.
A solução, portanto, é decidir com a empresa o que poderá ser feito e, se ficar combinado que, por exemplo, seus e-mails novos serão encaminhados para um colega, policie-se para não abri-los.
Calendário - Foto Getty Images
4. Não conte os dias
Algumas pessoas mal entraram de férias e já imaginam como o período vai passar rápido. Para combater essa ansiedade, Adriana recomenda preencher os dias com atividades que exijam total concentração e dedicação. "Quando estamos ocupados não ficamos presos ao tempo", diz a profissional. Evite riscar os dias do calendário ou anotar na agenda o dia em que as férias chegarão ao fim. Aproveite com calma, focando um dia de cada vez.
Mulher escrevendo - Foto Getty Images
5. Monte um cronograma
Algumas pessoas passam as férias fazendo nada de diferente, o que cria a sensação de que elas não foram aproveitadas. Para evitar essa sensação, a psicóloga Giovana Tessaro, aconselha criar um cronograma de atividades que serão realizadas ao longo dos dias, para que as férias sejam preenchidas produtivamente. "O tédio nos faz pensar que estamos desperdiçando tempo, mas, quando estamos fazendo alguma atividade, a sensação costuma ser a oposta", alega a profissional.
Mulher olhando o relógio - Foto Getty Images
6. Desvincule-se do relógio
Durante o ano todo, seguimos uma rotina com hora para entrar no serviço, hora para almoçar, hora para reunião e hora para sair. O corpo se acostuma a esse cronograma e, ao entrar de férias, é comum continuar acordando no mesmo horário de sempre e sentir fome no mesmo período em que se costumava comer. "O importante é adaptar tudo às férias" aconselha a psicóloga Adriana. "Se você continua acordando cedo, por exemplo, utilize esse tempo para fazer algo produtivo".


Mulher na praia - Foto Getty Images
7. Relaxe
"Mesmo programando as férias, é possível que aconteçam imprevistos, mas o importante é não se deixar levar pelo estresse, sabendo contornar os problemas que podem aparecer". Por isso, procure não levar tudo muito a sério e também tenha consciência de que algumas coisas podem dar errado. Frustrações fazem parte de qualquer plano, mas a possibilidade de relaxar vai depender de como você encara tudo.

Férias, período de descanso

As férias são um dos direitos fundamentais mais importantes do trabalhador, é o que lhe assegura um descanso anual para que possa cuidar de sua saúde física e mental, repor as energias, ter o lazer que merece e usufruir do convívio social com familiares e amigos. No Brasil esse direito é consagrado pela Constituição da República que assegura a todo trabalhador o gozo de descanso anual remunerado com pelo menos um terço a mais que seu salário normal. Significa dizer que, após trabalhar por um ano em favor do mesmo empregador, o empregado passa a ter direito de descansar por 30 dias, recebendo a mais por isso.
Apesar de o direito estar previsto na Constituição, sua regulamentação é feita pela Consolidação das Leis do Trabalho a qual, conforme texto vigente após mudanças realizadas pela chamada “reforma trabalhista” (Lei 13.467/2017), estabelece que os trinta dias de férias podem ser parcelados, ao longo do ano, em até três vezes, cada período será pago de forma proporcional, também acrescidos do terço constitucional.
Com a nova lei, o empregado poderá fracionar os trinta dias de descanso que possui em até três pausas remuneradas ao longo do ano, desde que uma delas não seja inferior a quatorze e as outras duas a cinco dias corridos sendo vedado, em todo caso, que a fruição dos períodos de férias se inicie nos dois dias que antecedem feriado ou repouso semanal remunerado.
Para que tenha direito às férias, o empregado precisa trabalhar durante um ano inteiro, chamado período aquisitivo, e terá direito ao gozo de férias durante o próximo ano, chamado período concessivo. Dentro do período concessivo, quem determina a época de gozo de férias é o próprio empregador, de acordo com a conveniência de seus negócios, mas deve comunicar o fato ao empregado com no mínimo trinta dias de antecedência e efetuar o pagamento em até dois dias antes. Assim, o trabalhador terá tempo e dinheiro para se preparar adequadamente.
Esses prazos são muito importantes de serem conhecidos e observados, afinal, caso o empregador extrapole o período concessivo para marcação das férias do empregado, ou seja, se demorar mais de um ano para marcá-las, diz-se que as férias estão vencidas e o empregador terá que remunerá-las em dobro, inclusive quanto ao adicional de um terço. Se apenas uma fração das férias for marcada após o final do período concessivo, esse lapso será remunerado de forma dobrada.
Caso o empregador não efetue a marcação das férias nem mesmo após o período concessivo, é assegurado ao empregado ajuizar ação requerendo a marcação das mesmas por sentença judicial, as quais serão pagas em dobro.
O empregador que efetuar a marcação das férias no prazo correto, mas perder o prazo para realização do pagamento respectivo, ou seja, não realize o pagamento nos dois dias que antecedem o período das férias, também terá que realizar o pagamento em dobro, é o que dispõe a Súmula 450, do Tribunal Superior do Trabalho.
As férias são tão importantes, que nem mesmo o próprio empregado poderia decidir não usufruir desse benefício. No máximo, é permitido que abra mão de um terço do período de descanso que tem direito. Assim, o empregado que não quiser gozar da totalidade dos dias de repouso tem o direito de converter um terço do período respectivo em pecúnia, ou seja, gozar apenas vinte dias de descanso “vendendo” os outros dez dias.
Finalmente, caso o empregado seja dispensado antes que tenha tido a oportunidade de usufruir das férias, estas serão pagas no acerto rescisório, se ainda não vencidas, de forma proporcional inclusive quanto ao terço constitucional e, se vencidas, remuneradas em dobro.
As férias são importante conquista do trabalhador e sua não fruição ou fruição parcial pode gerar prejuízos à saúde empregado e até mesmo à qualidade do serviço prestado ao empregador. Com efeito, a não concessão ou concessão parcial das férias pode ensejar, além das penalidades acima mencionadas, o ajuizamento de ações judiciais requerendo a reparação pelos danos materiais (por exemplo, pelo custeio de tratamento de saúde) e morais eventualmente existentes.

Leitura nas férias

A leitura é uma boa oportunidade de viajar e conhecer mundo ainda não imaginados. Desde pequenos, somos incentivados pelas nossas professoras a ler. “Ler é preciso!” – dizia minha professora de 1ª Série do Ensino Fundamental. A leitura abre novos horizontes, faz-nos criar mundos diferentes, imaginar novas possibilidades, nos enreda em situações que até então nem tínhamos ideia de um dia poder se envolver. Enfim, a leitura é maravilhosa!
Existem àqueles que leem em qualquer canto, seja na sala de estar, no quarto, nas rodoviárias (inclusive enquanto esperam), nas praças, tomando chimarrão… não existe lugar para leitura. Todo lugar é um bom lugar; todo momento, é um bom momento!
Com a inserção das tecnologias no mundo dos leitores, criou-se outro tipo de leitura: a digital. O mundo digitalizado criou inúmeras possibilidades de ler: são blogs, sites, notícias, livros digitalizados, enfim, mundos nem antes imaginado. Alguns professores criticam essa inserção da tecnologia afirmando que a mesma criou a mentalidade do “ctrl + c” e do “ctrl + v”, ou seja “copiar” e “colar”. Nesse sentido, é preciso pensar até que ponto as práticas pedagógicas tradicionais são de fato, efetivas.
Mas em um mundo de interesses diferentes, ler parte do interesse e da cultura de cada um. E em época de férias, cabe também a cada um visitar sites, comprar livros, participar de blogs, levar à beira do rio, no acampamento o seu melhor amigo: o livro (seja ele impresso ou digital). O que não pode é ficar sem ler!
Outra dica, é cuidar da qualidade do que se lê. Não é tudo que lemos que contribui com nosso conhecimento. Existem vícios na leitura que nos condicionam a ler o superficial, também formando uma concepção superficial de mundo. O que quero dizer, é que uma leitura para ignorantes também cria uma massa de ignorantes políticos. A leitura é uma forma de comunicação que também merece ser filtrada e extraída sua essência: a verdade! Sabemos que muito se usa de leituras para controle da inteligência das pessoas, no entanto, podemos também utilizar a leitura como forma de problematizar o mundo em que vivemos, criando novas formas de melhorá-lo.
Assim, te desejo boas leituras! Visite uma biblioteca. Se tiver condições, compre livros.
Boas férias e ótimas leituras.