quinta-feira, 25 de julho de 2019

Redação do concurso da Volkswagem

No processo de seleção da Volkswagen do Brasil, os candidatos deveriam responder a seguinte pergunta: 'Você tem experiência'? A redação abaixo foi desenvolvida por um dos candidatos. Ele foi aprovado e seu texto tem feito muito sucesso, e com certeza será sempre lembrado por sua criatividade, sua poesia, e acima de tudo por sua alma.

REDAÇÃO VENCEDORA

Já fiz cosquinha na minha irmã pra ela parar de chorar.
Já me queimei brincando com vela.
Eu já fiz bola de chiclete e melequei todo o rosto.
Já conversei com o espelho, e até já brinquei de ser bruxo.
Já quis ser astronauta, violonista, mágico, caçador e trapezista.
Já me escondi atrás da cortina e esqueci os pés pra fora.
Já passei trote por telefone.
Já tomei banho de chuva e acabei me viciando.
Já roubei beijo.
Já confundi sentimentos.
Peguei atalho errado e continuo andando pelo desconhecido.
Já raspei o fundo da panela de arroz carreteiro.
Já me cortei fazendo a barba apressado.
Já chorei ouvindo música no ônibus.
Já tentei esquecer algumas pessoas, mas descobri que eram as mais difíceis de esquecer.
Já subi escondido no telhado pra tentar pegar estrelas.
Já subi em árvore pra roubar fruta.
Já caí da escada de bunda.
Já fiz juras eternas.
Já escrevi no muro da escola...
Já chorei sentado no chão do banheiro.
Já fugi de casa pra sempre, e voltei no outro instante.
Já corri pra não deixar alguém chorando.
Já fiquei sozinho no meio de mil pessoas sentindo falta de uma só.
Já vi pôr-do-sol cor-de-rosa e alaranjado.
Já me joguei na piscina sem vontade de voltar.
Já bebi uísque até sentir dormente os meus lábios.
Já olhei a cidade de cima e mesmo assim não encontrei meu lugar.
Já senti medo do escuro, já tremi de nervoso.
Já quase morri de amor, mas renasci novamente pra ver o sorriso de alguém especial.
Já acordei no meio da noite e fiquei com medo de levantar.
Já apostei em correr descalço na rua,
Já gritei de felicidade,
Já roubei rosas num enorme jardim.
Já me apaixonei e achei que era para sempre, mas sempre era um 'para sempre' pela metade.
Já deitei na grama de madrugada e vi a Lua virar Sol.
Já chorei por ver amigos partindo, mas descobri que logo chegam novos, e a vida é mesmo um ir e vir sem razão.
Foram tantas coisas feitas.
Tantos momentos fotografados pelas lentes da emoção e guardados num baú, chamado coração.
E agora um formulário me interroga, me encosta na parede e grita:
'Qual sua experiência?' .
Essa pergunta ecoa no meu cérebro: experiência...experiência...
Será que ser 'plantador de sorrisos' é uma boa experiência?
Sonhos!!! Talvez eles não saibam ainda colher sonhos!
Agora gostaria de indagar uma pequena coisa para quem formulou esta pergunta: Experiência?


"Quem a tem, se a todo momento tudo se renova?"

10 caminhos para o consumo consciente

A transição da sociedade de consumo para a sociedade do bem-estar passa pela atitude inteligente ao consumir, o que inclui também o Consumo Colaborativo. Para facilitar o entendimento sobre essa nova sociedade, o Instituto Akatu elaborou o “Decálogo do Consumo Consciente”, que indica o caminho para a sustentabilidade na produção e no consumo
Está claro que o ritmo de consumo atual cresce muito além do que a Terra é capaz de oferecer. Segundo o último relatório Living Planet, da WWF (leia Humanidade precisará de ‘três planetas’ em 2050) a população mundial consome 50% mais recursos naturais do que o planeta renova e, se a demanda continuar aumentando como nos últimos vinte anos, em 2050 precisaríamos de três planetas para suprir esse consumo.
Soma-se a isso o fato de que 76% de todo o consumo mundial vem de apenas 16% da população, como apontado pelo documento O Estado do Mundo, publicado pelos institutos WWI* e Akatu. Ou seja, uma minoria mais rica é responsável pela maior pressão exercida sobre os recursos naturais. Com a expansão da classe média e a retirada de pessoas da pobreza – que é um dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio e uma grande discussão quando se fala em economia verde – aumentar a demanda colocaria em risco a sobrevivência não do planeta, mas da humanidade.
Por conta do limite planetário, seria preciso um enorme ganho de produtividade para suprir a necessidade mundial. “Precisaríamos fazer com que cada produto passasse a ser produzido com 80% menos recursos naturais. Mas isso não vai acontecer no curto prazo. Só a mudança tecnológica não consegue dar conta. Logo, nós precisamos de uma mudança muito significativa do lado do consumo”, afirma Helio Mattar, presidente do Instituto Akatu pelo Consumo Consciente*.
Daí vem a urgência por um novo modelo de economia, em que prevalece o consumo inteligente – aquele que valoriza a compra do necessário e não do supérfluo e que é consciente do impacto ambiental que gera. E, é claro, modelos de produção mais sustentáveis. “Precisamos de uma economia bem diferente da que temos hoje, que muda o paradigma da sociedade. Eu chamaria esta de civilização do bem-estar e não do consumo”, propõe Mattar.
A partir desta reflexão o Instituto Akatu elaborou o Decálogo do Consumo Consciente. São dez indicações para a sustentabilidade na produção e no consumo, direcionadas a cidadãos, governos e indústria, para que se alcance mais equidade, justiça e bem-estar. Veja o que o Decálogo valoriza:
1. os produtos duráveis mais do que os descartáveis ou de obsolescência acelerada;
2. a produção e o desenvolvimento local mais do que a produção global;
3. o uso compartilhado de produtos mais do que a posse e o uso individual;
4. a produção, os produtos e os serviços social e ambientalmente mais sustentáveis;
5. as opções virtuais mais do que as opções materiais;
6. o não-desperdício dos alimentos e produtos, promovendo o seu aproveitamento integral e o prolongamento da sua vida útil;
7. a satisfação pelo uso dos produtos e não pela compra em excesso;
8. produtos e escolhas mais saudáveis;
9. as emoções, as ideias e as experiências mais do que os produtos materiais, e
10. a cooperação mais do que a competição.
“Dizer para a classe média, recém-chegada ao mercado do consumo, que ela não pode consumir, além de idiotice, é injusto. Mas é possível dizer para essas pessoas que existe um consumo mais inteligente. É preciso informação para se consumir de outra forma e que a população seja estimulada para isso. É disso que se trata essa transformação que os dez itens propõem”, finaliza Helio Mattar.


Estas informações foram extraídas do bate-papo “Como podemos crescer dentro de uma economia de consumo consciente?” entre Helio Mattar e Lúcia Barros, diretora da revista Máxima (parceira do Planeta Sustentável), promovido no dia 23/05, na Editora Abril.

Por que ficar aí sozinho, se juntos podemos mais?

Uma rede global que decifrou todo o DNA humano, uma enciclopédia virtual escrita continuamente por milhões de pessoas, um grupo de profissionais independentes que se juntaram em um mesmo espaço para reduzir custos, um projeto financiado por quem vai usufruir dele. Definitivamente, a wikieconomia já começou.
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Em 2006, os pesquisadores Don Tapscott e Anthony D. Williams – com o livro Wikinomics: how mass collaboration changes everything (no Brasil, Wikinomics: como a colaboração em massa pode mudar o seu negócio) – chamaram para si a atenção do mundo, ao afirmarem que a colaboração estava transformando profundamente a forma como as economias funcionam, mesmo sem nós percebermos claramente. Na época, houve quem visse com descrença ou sequer conseguisse compreender o significado daquilo. Naquele mesmo momento, entretanto, algumas das maiores empresas do mundo já estavam testando o modelo, que hoje é o motor do sucesso de grandes companhias, como Google e Facebook.
A colaboração na economia é mais antiga do que se pensa. Com origens na pré-história, ela atravessou milênios e hoje está presente de forma muito orgânica, por exemplo, nos chamados softwares livres, que nasceram sob uma bandeira libertária e acabaram conquistando até mesmo as grandes empresas, como a IBM, que atualmente trabalha baseada fortemente em sistemas operacionais Linux, que têm código aberto e podem ser manipulados independentemente dos seus desenvolvedores.
Na internet, a iniciativa colaborativa mais conhecida como tal é a Wikipedia, uma grande enciclopédia virtual multilíngue atualizada diariamente por pessoas de todas as partes do mundo e que, em algum momento da sua vida, você já deve ter utilizado.
O potencial da colaboração para os negócios, entretanto, não é exclusividade de grandes companhias ou dos grandes projetos. Na verdade, muito pelo contrário. É através das pequenas iniciativas que a ideia tem se difundido e ganhado adeptos em todo o mundo.Há ainda casos emblemáticos, como o do Projeto Genoma Humano, que decifrou o nosso DNA reunindo pesquisadores de vários países, e o da Procter & Gamble, que resolveu criar um centro de pesquisas virtual em que pede a colaboração de profissionais e estudantes do mundo todo e, caso as ideias sejam aproveitadas, remunera seus autores.
Sós, porém juntos
Todos juntos, mas cada um no seu lugar. É mais ou menos essa a ideia dos chamados coworkers – profissionais que se unem para dividir um mesmo espaço, como em uma empresa comum, mas todos são, na verdade, autônomos. “Em uma descrição mais formal, coworking é um espaço físico para trabalho onde as pessoas compartilham toda a estrutura e recursos disponíveis no local, como mesas, cadeiras, computadores, impressoras etc.”, explica Jadson Costa, integrante da agência Usina Interativa, que adota essa proposta.
O fato de cada profissional realizar o seu trabalho de forma independente, entretanto, não significa isolamento. “Se fizéssemos uma tradução livre, quase literal, poderíamos dizer que coworking é ‘trabalho em conjunto’. Só que, na prática, esse conceito não para por aí. Coworking agrega a ideia de convívio em grupo, troca de experiências, descoberta de afinidades, união, interação entre pessoas que compartilham não só seu espaço de trabalho, mas também ideias, projetos, conquistas”, complementa Jadson.
Reunidos, todos reduzem custos e, principalmente, viabilizam a interação entre pessoas de áreas distintas que acabam compartilhando experiências e aprendizados de fora da própria área de atuação. “A interatividade e o networking são os pontos mais importantes do coworking. Eles tornam a experiência muito válida, afinal, somos seres sociais e precisamos interagir com outros”, destaca Karin Keller, outra integrante da Usina.
Jornalismo colaborativo
Você nunca parou para se perguntar sobre como os repórteres encontram, por exemplo, pessoas que possam falar acerca da experiência de ficarem presas no elevador para uma matéria sobre Síndrome do Pânico? Pois bem. Isso não é mesmo tarefa fácil e, muitas vezes, demanda até alguns meses de pesquisa. Mas isso ficou mais fácil depois do Ajude um Repórter, um perfil no Twitter que virou site e hoje une jornalistas e fontes numa mesma base mediante um cadastro simples.
“O Ajude um Repórter surgiu após observar iniciativas semelhantes de crowdsourcing (algo, mais ou menos, como “trabalho em massa”) nos Estados Unidos. O que me impressionou é que uma ideia tão simples, de unir o jornalista à fonte, poderia fazer uma enorme diferença para diversos profissionais”, conta Gustavo Carneiro, idealizador do projeto.
A migração do Ajude um Repórter do Twitter para uma plataforma própria, com funcionalidades mais eficientes se deu com a ajuda de uma outra iniciativa colaborativa, o Catarse.me. Nessa outra plataforma, é possível apresentar projetos e tentar angariar apoios financeiros de pessoas que você nem conhece para torná-los realidade. É o chamado crowdfunding. Disso uso, disso cuido
Para a jornalista Melina Pockrandt, a plataforma tem sido uma grande aliada. “Sou de Curitiba e escrevo para uma revista nacional de educação. Então, preciso de fontes de todo o Brasil. Mas, a cada edição, eu entrevisto pelo menos duas escolas e não posso ficar repetindo fonte. Em determinado momento, nossos contatos se esgotam e o Ajude um Repórter ajuda a encontrar novas fontes”, afirma Melina.
Fundado por dois estudantes de Administração da FGV de São Paulo, em parceria com uma empresa de softwares gaúcha, o portal foi inspirado em modelos da wikieconomia já implementados no exterior e que vinham dando certo. “Ficamos encantados pelo modelo, pois tinha tudo a ver com a forma que pensávamos que um negócio deveria ter: colaborativo, conectado às mídias sociais e capaz de promover mudanças na sociedade”, conta Diego Reeberg, um dos sócios do Catarse.me.
“Diversas iniciativas estão se realizando com dinheiro coletivo, recolhido de suas comunidades e potencializadas pelas redes sociais. São projetos que talvez não conseguissem recursos de outras formas e a tecnologia diminuiu as barreiras para a arrecadação, tornando possível o que era impossível no cenário anterior”, afirma Gustavo Carneiro, do Ajude um Repórter.
“No crowdfunding você testa uma ideia, se arrisca antes, tem o dinheiro com rapidez na mão e realiza já alguma coisa do seu trabalho. É uma maneira diferente de se produzir e de se pensar o seu próprio mercado”, explica Vanessa Oliveira, coordenadora de outro site de financiamento colaborativo, o Movere.me.
“Os financiadores são, na maioria, pessoas da rede do autor do projeto. Mas, lógico, muitas outras pessoas que apoiam são desconhecidos do realizador que acabaram se identificando com a ideia, com a causa daquele projeto e resolveram apoiar. Outra razão para colaborar são as recompensas (obrigatoriamente, o autor de um pedido de financiamento tem de oferecer contrapartidas aos apoiadores)”, complementa Diego.
A educomunicadora Evelyn Araripe é uma financiadora assídua do Catarse.me e diz que apoia projetos com os quais tem algum tipo de aproximação. “Até agora apoiei quatro projetos, todos porque eu tinha alguma relação com a temática e conhecia participantes do projeto. Dos que apoiei, em todos eu vi possibilidades de transformação social e pessoal, tanto minha quanto dos envolvidos no projeto. Por isso me motivei a ajudar”, conta.
A relação, entretanto, nem sempre é tranquila e, assim como em negócios tradicionais, há sempre espaço para a frustração e negócios mal feitos. Evelyn, por exemplo, conta que nunca recebeu as recompensas de um dos projetos que apoiou. “Dá a impressão de que eles ‘se aproveitaram’ das pessoas, que fizeram uma super mobilização para arrecadar o dinheiro e depois sumiram. Nesse caso parece que a grana era o mais importante e não o projeto – ou as pessoas – em si”, conta.
A massa vai às compras
A ação em grupo tem se mostrado uma forte arma também para quem consome. Febre no Brasil, as compras coletivas, mesmo dividindo opiniões quanto à sua real eficiência e a durabilidade do seu modelo, têm movimentado o mercado e criado novos hábitos de consumo junto ao público que utiliza o serviço.
Compra coletiva, entretanto, não significa apenas adquirir um produto com baixo custo em um dos tantos sites de ofertas existentes por aí. Um pouco menos populares, as mobilizações para consumo por demanda têm ganhado espaço, abrindo mercados antes vistos como inviáveis. O funcionamento é simples e bem parecido com o de sites como o Peixe Urbano e o Groupon. A diferença é que, em vez de o site mobilizador negociar primeiro com a empresa fornecedora e em seguida divulgar uma oferta, ele abre espaço para os usuários demandarem um produto ou serviço e, em seguida, negocia com a outra parte.
No Brasil, um exemplo desse tipo de iniciativa é o Mobz, site voltado para o mercado de cinemas. Nele, os usuários se cadastram e podem votar em filmes que querem ver na sua cidade. Caso o público mínimo estipulado seja atingido, as salas integrantes do circuito são contatadas e a exibição é negociada.
Mudança de hábitos na grande feira virtual
Uma grande feira, onde há gente vendendo, comprando e trocando produtos. Poderia ser um mercado de escambo na Europa medieval. Mas é a Internet mesmo. Afinal, não é isso que fazemos em sites como Mercado Livre e eBay? Iniciativas como a desses dois sites são a materialização mais clara do que é o chamado consumo colaborativo, uma forma de reduzir custos e mudar hábitos.
“O consumo colaborativo permite que as pessoas, além de perceberem os benefícios enormes do acesso a produtos e serviços em detrimento da propriedade, economizem dinheiro, espaço e tempo”, destacam Rachel Botsman e Roo Rogers no livro “O que é meu é seu – Como o consumo colaborativo vai mudar o nosso mundo”.
“Redes sociais, redes inteligentes e tecnologias em tempo real também estão conseguindo superar modos ultrapassados de hiperconsumo, criando sistemas inovadores baseados no uso compartilhado”, complementam os autores.


Enfim, o mundo mudou e, mesmo que muita gente ainda não tenha percebido como estão se dando as transformações, elas parecem irreversíveis. Pode até ser que alguma dessas novas ideias não dure muito e algumas se tornem obsoletas em pouco tempo. Mas uma coisa é certa: há cada vez menos espaço para as velhas maneiras de se fazer negócios.

10 erros que fazem seu currículo ir para o lixo

O currículo é o primeiro contato do empregador com o candidato. Se há problemas com esse documento básico, mesmo um bom profissional pode ser desqualificado para uma entrevista.
Com a ajuda de especialistas em RH, listamos alguns equívocos frequentes em CVs que espantam os recrutadores. Veja abaixo o que evitar no seu “cartão de visitas” profissional:
1. Falta de dados pessoais
A ausência de informações importantes como idade, contatos ou endereço residencial no CV pode atrapalhar um candidato.
“Se não possuir logo de cara dados básicos sobre o candidato, é provável que o recrutador passe logo para o próximo”, afirma Ricardo Karpat, diretor da Gábor RH.
2. Excesso de dados pessoais
Incluir informações demais sobre você é tão ruim quanto apresentar poucas. “É completamente desnecessário apresentar no currículo números de documentos como CPF e RG”, diz Erica Isomura, especialista em RH no Vagas Tecnologia. Sua foto pessoal também é dispensável, com raras exceções.
3. Lacunas sem explicações
Na descrição das experiências profissionais, é importante não deixar nenhum período descoberto. “Por exemplo, se você escreve que trabalhou numa empresa de 2000 a 2002, e só menciona o próximo vínculo empregatício em 2006, o recrutador vai se perguntar o que aconteceu nesses 4 anos da sua vida”, diz Karpat.
4. Mentiras
Escrever no currículo que você fala inglês fluentemente se o seu nível é intermediário, por exemplo, é um tiro no pé.
De acordo com Paulo Dias, diretor da unidade de recrutamento e seleção da Mariaca, transparência é essencial. “Se você mentir no currículo, será desmascarado na entrevista, e vai ser muito pior”, explica.
5. Erros de português e falta de revisão
Os três especialistas ouvidos foram unânimes e enfáticos sobre a impressão negativa causada por um currículo escrito fora da norma culta da língua.
O mesmo vale para problemas de digitação. “Não basta passar o corretor ortográfico, é preciso revisar atentamente os textos que você escreve”, alerta Erica Isomura, do Vagas Tecnologia.
6. Tamanho exagerado
Para um candidato em início de carreira, uma página é suficiente para o CV. No caso de profissionais mais experientes, o limite pode ser de duas a três páginas, na opinião de Paulo Dias, da Mariaca.
“Currículos muito longos e prolixos dificultam a localização de informações importantes”, explica.
7. Autoavaliação sobre comportamento
Não é recomendável usar qualificações elogiosas a sua maneira de ser no currículo. “Gabar-se sobre o quão ousado você é pode até irritar o recrutador”, afirma Dias.
O ideal é deixar esse julgamento para quem vai entrevistar você. Ainda assim, vale usar adjetivos mais concretos, como “sólida experiência” ou “intenso contato com a atividade X” na síntese de qualificações.
8. Formatação “criativa demais”
Para a esmagadora maioria dos profissionais, o texto do CV deve vir em fontes clássicas como Times New Roman e Arial, em tamanho legível e na cor preta. Usar negrito, itálico ou sublinhado também é permitido.
“Para cores, no máximo uma, e de preferência sóbria, como cinza ou azul”, explica Karpat, da Gábor RH. A exceção existe para designers e outros profissionais ligados a criação e arte.
9. Derrapar na versão em inglês do currículo
“CVs mal traduzidos deixam uma péssima impressão no recrutador”, afirma Paulo Dias, da Mariaca. Segundo ele, usar ferramentas como o Google Tradutor, por exemplo, transmite descaso ou falta de domínio da língua estrangeira.
10. Ser evasivo e/ou ambíguo
“Às vezes recebemos currículos que não esclarecem o nível de experiência, o objetivo e nem sequer a área em que o candidato pretende trabalhar”, conta Erica Isomura, do Vagas.


Outro erro comum é ser vago na descrição das suas experiências ou não mencionar todos os cargos ocupados em cada passagem profissional.

Viajar deixa as pessoas mais felizes do que bens materiais

A única resolução que fiz para esse ano foi não comprar roupas e supérfluos. Ou seja, não comprar nada que realmente não precise. O motivo é guardar dinheiro para viajar.
Como não sou rica, não dá pra ter tudo – viajar e comprar qualquer coisa. Mas não vou negar que já enjoei daquele colar comprado no ano passado, que seria ótimo comprar um sofá novo e andar de ônibus em São Paulo cansa mesmo. No entanto, quando me volto para o real objetivo dessa pão durice toda, vejo que faz sentido. Viajar me deixa mais feliz do que roupas novas e carro.
E acredito que isso aconteça com você também.
O site Salon.com até relatou uma pesquisa do psicólogo Thomas Gilovich sobre o assunto. A pesquisa mostra que viajar traz mais felicidade do que bens materiais pelas experiências individuais que temos quando viajamos. Ou seja, fazer coisas invés de comprar coisas nos deixa mais felizes. Veja se você concorda:
1. É mais difícil comparar viagens do que coisas. Você fica feliz quando compra um carro mas a felicidade pode passar assim que você vê que o seu vizinho comprou um melhor que o seu. Já numa viagem, sua experiência é tão única que chega a ser incomparável. E mesmo que o seu vizinho tenha passado as férias na Europa e você no litoral paulista, não significa que ele estava realmente feliz e se divertindo tanto quanto você na praia.
2. Viajar nos aproxima mais das pessoas e isso tende a nos deixar mais felizes. É só lembrar das viagens que fiz com a minha família, com uma amiga e até aquelas em que fui sozinha e fiz grandes amizades. Esse tipo de experiência tende a aproximar e conectar pessoas, enquanto comprar coisas nem tanto.
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3. Coisas enjoam e viajar é uma experiência que fica para sempre. Lembra do carro que você comprou no fim do ano? Já enjoou e quer trocar por um novo, né? Mas aquela viagem que você fez nunca será esquecida ou trocada.
4. Contar sobre uma viagem deixa as pessoas mais felizes do que contar sobre a roupa nova que comprou. Daqui cinco anos você vai contar sobre a sua viagem com a mesma empolgação e felicidade de sempre. Além disso, as pessoas também ficarão mais felizes ouvindo as histórias de uma viagem do que sobre a sua roupa.


Mas a minha razão favorita é que experiências definem quem você é muito melhor que qualquer badulaque que um dia você comprou. E durante uma viagem fica mais fácil se libertar para fazer coisas que você nunca fez como aprender um novo idioma, voar de balão mesmo com medo de altura, se enfiar numa jaula com tubarões em volta, escalar montanhas e até passar horas de frio porque queria conhecer a neve. Todas essas experiências vão formando a sua identidade de forma que depois de viajar você já não é a mesma pessoa. É como se durante e depois de uma viagem você sempre tivesse chance de recomeçar. E recomeçar sendo mais feliz.

Como uma boa oratória pode mudar a sua vida

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A oratória pode ser resumida em: a arte de falar em público, mas ela abrange muito mais questões do que qualquer um pensa. Saber se expressar bem, com palavras, na frente dos outros, é uma característica desejada por praticamente todas as pessoas, mas, para isso ser realidade, é preciso unir um conjunto de habilidades – seja sozinho, ou com a ajuda de um profissional.
Segundo Michel Soares, especialista em oratória, aqueles que não possuem uma boa oratória apresentam várias reclamações em comum. “Muitos reclamam da parte profissional, pois perdem oportunidades de expor suas idéias e de se apresentar de forma adequada em entrevistas de emprego. Outros reclamam da parte social, já que não conseguem fazer o primeiro contato com uma pessoa pois não se sentem seguros ao apresentarem-se e, portanto, de desenvolverem uma boa comunicação com ela. E por aí vai”, comenta o especialista.


Esses são apenas alguns dos pontos os quais Soares cita quando diz que “uma boa oratória pode mudar a vida de qualquer um”. Para vendedores, por exemplo, ter uma boa oratória e poder de persuasão é quase uma característica necessária. “Muitas pessoas com currículo menos expressivo se dão melhor na vida por conseguirem falar suas ideias e qualificações de forma convincente. A confiança é o que faz a diferença em tudo na vida”, exalta Soares.
Conquistar as habilidades da oratória é um passo indispensável para o sucesso pessoal e profissional. Se você tem dificuldades para se apresentar, provavelmente está perdendo oportunidades. Prova disso é a pesquisa feita pelo “Wall Street Journal” com executivos de recrutamento e seleção. Após o estudo foi indicado que tanto a oratória quanto a capacidade de se relacionar são competências fundamentais para uma carreira executiva e empresarial de sucesso – 89 % dos executivos entrevistados concordaram com essa afirmação.
“Para mim, a oratória é uma habilidade essencial e deveria ser ensinada como disciplina obrigatória nas escolas. Você aprende bastante teoria quando vai para a escola, mas a prática é, muitas vezes, deixada de lado. E a oratória é uma questão de prática. É preciso ensinar as crianças desde cedo que comunicação é poder – e não dinheiro ou qualquer outra coisa”, conclui Soares.

15 coisas que você precisa abandonar para ser feliz

Essa lista é uma tradução do texto original e em inglês é do World Observer Online.
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1. Desista da sua necessidade de estar sempre certo
Há tantos de nós que não podem suportar a ideia de estarem errados – querem ter sempre razão – mesmo correndo o risco de acabar com grandes relacionamentos ou causar estresse e dor, para nós e para os outros. E não vale a pena, mesmo. Sempre que você sentir essa necessidade “urgente” de começar uma briga sobre quem está certo e quem está errado, pergunte a si mesmo: “Eu prefiro estar certo ou ser gentil?” (Wayne Dyer) Que diferença fará? Seu ego é mesmo tão grande assim?

2. Desista da sua necessidade de controle
Estar disposto a abandonar a sua necessidade de estar sempre no controle de tudo o que acontece a você e ao seu redor – situações, eventos, pessoas, etc. Sendo eles entes queridos, colegas de trabalho ou apenas estranhos que você conheceu na rua – deixe que eles sejam. Deixe que tudo e todos sejam exatamente o que são e você verá como isso irá o fazer se sentir melhor.
“Ao abrir mão, tudo é feito. O mundo é ganho por quem se desapega, mas é necessário você tentar e tentar. O mundo está além da vitória.” Lao Tzu

3. Pare de culpar os outros
Desista desse desejo de culpar as outras pessoas pelo que você tem ou não, pelo que você sente ou deixa de sentir. Pare de abrir mão do seu poder e comece a se responsabilizar pela sua vida.

4. Abandone as conversinhas auto-destrutivas
Quantas pessoas estão se machucando por causa da sua mentalidade negativa, poluída e repetidamente derrotista? Não acredite em tudo o que a sua mente está te dizendo – especialmente, se é algo pessimista. Você é melhor do que isso.
“A mente é um instrumento soberbo, se usado corretamente. Usado de forma errada, contudo, torna-se muito destrutiva.” Eckhart Tolle

5. Deixe de lado as crenças limitadoras sobre quem você pode ou não ser, sobre o que é possível e o que é impossível. De agora em diante, não está mais permitido deixar que as suas crenças restritivas te deixem empacado no lugar errado. Abra as asas e voe!
“Uma crença não é uma ideia realizada pela mente, é uma ideia que segura a mente.” Elly Roselle

6. Pare de reclamar
Desista da sua necessidade constante de reclamar daquelas várias, várias, váaaarias coisas – pessoas, momentos, situações que te deixam infeliz ou depressivo. Ninguém pode te deixar infeliz, nenhuma situação pode te deixar triste ou na pior, a não ser que você permita. Não é a situação que libera esses sentimentos em você, mas como você escolhe encará-la. Nunca subestime o poder do pensamento positivo.

7. Esqueça o luxo de criticar
Desista do hábito de criticar coisas, eventos ou pessoas que são diferentes de você. Nós somos todos diferentes e, ainda assim, somos todos iguais. Todos nós queremos ser felizes, queremos amar e ser amados e ser sempre entendidos. Nós todos queremos algo e algo é desejado por todos nós.

8. Desista da sua necessidade de impressionar os outros
Pare de tentar tanto ser algo que você não é só para que os outros gostem de você. Não funciona dessa maneira. No momento em que você pára de tentar com tanto afinco ser algo que você não é, no instante em que você tira todas as máscaras e aceita quem realmente é, vai descobrir que as pessoas serão atraídas por você – sem esforço algum.

9. Abra mão da sua resistência à mudança
Mudar é bom. Mudar é o que vai te ajudar a ir de A a B. Mudar vai melhorar a sua vida e também as vidas de quem vive ao seu redor. Siga a sua felicidade, abrace a mudança – não resista a ela.
“Siga a sua felicidade e o mundo abrirá portas para você onde antes só havia paredes” Joseph Campbell

10. Esqueça os rótulos
Pare de rotular aquelas pessoas, coisas e situações que você não entende como se fossem esquisitas ou diferentes e tente abrir a sua mente, pouco a pouco. Mentes só funcionam quando abertas.
“A mais extrema forma da ignorância é quando você rejeita algo sobre o que você não sabe nada” Wayne Dyer

11. Abandone os seus medos
Medo é só uma ilusão, não existe – você que inventou. Está tudo em sua cabeça. Corrija o seu interior e, no exterior, as coisas vão se encaixar.
“A única coisa de que você deve ter medo é do próprio medo” Franklin D. Roosevelt

12. Desista de suas desculpas
Mande que arrumem as malas e diga que estão demitidas. Você não precisa mais delas. Muitas vezes nos limitamos por causa das muitas desculpas que usamos. Ao invés de crescer e trabalhar para melhorar a nós mesmos e nossas vidas, ficamos presos, mentindo para nós mesmos, usando todo tipo de desculpas – desculpas que, 99,9% das vezes, não são nem reais.

13. Deixe o passado no passado
Eu sei, eu sei. É difícil. Especialmente quando o passado parece bem melhor do que o presente e o futuro parece tão assustador, mas você tem que levar em consideração o fato de que o presente é tudo que você tem e tudo o que você vai ter. O passado que você está desejando – o passado com o qual você agora sonha – foi ignorado por você quando era presente. Pare de se iludir. Esteja presente em tudo que você faz e aproveite a vida. Afinal, a vida é uma viagem e não um destino. Enxergue o futuro com clareza, prepare-se, mas sempre esteja presente no agora.

14. Desapegue do apego
Este é um conceito que, para a maioria de nós é bem difícil de entender. E eu tenho que confessar que para mim também era – ainda é -, mas não é algo impossível. Você melhora a cada dia com tempo e prática. No momento em que você se desapegar de todas as coisas, (e isso não significa desistir do seu amor por elas – afinal, o amor e o apego não têm nada a ver um com o outro; o apego vem de um lugar de medo, enquanto o amor… bem, o verdadeiro amor é puro, gentil e altruísta, onde há amor não pode haver medo e, por causa disso, o apego e o amor não podem coexistir), você irá se acalmar e se virá a se tornar tolerante, amável e sereno… Você vai alcançar um estado que te permita compreender todas as coisas, sem sequer tentar. Um estado além das palavras.

15. Pare de viver a sua vida segundo as expectativas das outras pessoas 
Pessoas demais estão vivendo uma vida que não é delas. Elas vivem suas vidas de acordo com o que outras pessoas pensam que é o melhor para elas, elas vivem as próprias vidas de acordo com o que os pais pensam que é o melhor para elas, ou o que seus amigos, inimigos, professores, o governo e até a mídia pensa que é o melhor para elas. Elas ignoram suas vozes interiores, suas intuições. Estão tão ocupadas agradando todo mundo, vivendo as suas expectativas, que perdem o controle das próprias vidas. Isso faz com que esqueçam o que as faz feliz, o que elas querem e o que precisam – e, um dia, esquecem também delas mesmas. Você tem a sua vida – essa vida agora – você deve vivê-la, dominá-la e, especialmente, não deixar que as opiniões dos outros te distraiam do seu caminho.