sábado, 17 de maio de 2014

Frutas X saúde

O consumo de frutas é muito importante para uma alimentação equilibrada. Quanto maior a variedade delas, melhor para a nossa saúde, já que suas diferentes cores garantem uma quantidade maior e mais variada de fitoquímicos, elementos que fazem bem para a nossa saúde. "As frutas possuem cores diferentes, pois tem vitaminas e minerais em diferentes quantidades", explica o nutricionista Israel Adolfo. Porém, essas propriedades variadas garantem efeitos específicos em alguns casos, o que faz com que algumas frutas sejam muito importantes para o dia a dia. O ideal é consumir de três a cinco porções diárias para obter a quantidade de vitaminas, nutrientes e fibras que o organismo necessita para funcionar. Mas já que a ideia é otimizar os benefícios dessa turma para a sua saúde e para a dieta, está na hora de fazer as escolhas certas. Veja que frutas você não pode deixar de incluir no cardápio, de acordo com a necessidade:

Maçã para dar saciedade e reduzir o inchaço

A chave para o emagrecimento está em reduzir as calorias ingeridas e aumentar as gastas. Para ter sucesso na primeira empreitada, aumentar a saciedade é essencial, e as frutas em sua maioria oferecem essa característica. "Todas são muitos importantes no processo de diminuição da gordura corporal, pois são ricas em fibras e proporcional uma grande oportunidade de mastigar. Para isso, índico frutas mais duras, como a maçã", classifica o nutricionista Israel Adolfo.

Para completar o combo, a maçã oferece outras vantagens, como a presença de pectina. "Esse é um tipo de fibra solúvel que se transforma em gel no estômago e arrasta a gordura para fora do organismo", ensina a nutricionista e clínica Daniela Jobst, membro do Centro Brasileiro de Nutrição Funcional no Brasil. Suas fibras insolúveis da casca ficam no estômago por mais tempo, retardando mais ainda a fome. E fechando o currículo da fruta, ela ainda tem uma boa quantidade de potássio, nutriente que elimina o sódio extra do corpo, reduzindo a retenção de líquidos, e, com ele, parte do inchaço.
Abacate - Foto: Getty Images

Abacate para reduzir o colesterol

Essa fruta é rica em gordura monoinsaturada, aquela considerada amiga do nosso organismo. "O ácido oleico, a mesma gordura do azeite de oliva, protege os vasos sanguíneos e o coração contra infartos, tromboses, entupimento das veias, doenças cardíacas e bloqueia a ação do LDL, chamado de colesterol ruim", explica a nutricionista Daniela. Por isso, o consumo regular do abacate reduz os níveis de colesterol total e eleva os de HDL, o chamado colesterol bom. Mas vale um alerta, já que a fruta tem muitas calorias. "Para apresentar apenas os benefícios, deve ser consumida na quantidade de uma colher de sopa ao dia", ressalta Israel Adolfo. E nada de consumi-lo com açúcar, prefira o cacau em pó se há necessidade de incrementar o gosto, como sugere a nutricionista clínica Nicole Trevisan.
Banana - Foto: Getty Images

Banana para diminuir a queimação

A banana, principalmente quando está verde, tem substâncias que protegem as paredes estomacais, favorecendo quem sofre com gastrite e azia. "Um estudo preliminar cita que a fruta possui um flavonoide conhecido como leucocianidina, que previne contra o desenvolvimento de úlceras estomacais", explica o nutricionista Israel Adolfo. Além disso, antes de amadurecer ela tem mais amido, que é digerido primeiramente na boca, o que faz com que o estômago produza menos ácido para efetuar a digestão e irrite menos as paredes estomacais, como ressalta Daniela Jobst. Com o processo de maturação, esse amido vai se convertendo em frutose. Mas é preciso cuidado com um tipo em específico. "A banana nanica é ácida, não sendo indicada para quem tem gastrite", alerta a nutricionista Nicole Trevisan.
Limão - Foto: Getty Images

Limão para quem tem diabetes

A maior parte dos benefícios da fruta é voltada para a saúde do coração, que não deixa de ser prejudicada quando a pessoa tem diabetes, já que a alta da glicose no sangue desgasta e prejudica as artérias e veias. "A alta concentração de ácido nicotínico no limão protege as artérias, prevenindo problemas cardiovasculares, uma tendência para quem tem a doença. O alimento também diminui a viscosidade do sangue, o que é essencial, uma vez que, junto com o diabetes, existem alterações que predispõe a um maior risco de trombose", ensina a nutricionista Daniela Jobst.

Ele também evita hemorragias, devido à presença de ácido cítrico e ácido ascórbico, o que é vantajoso ao paciente com diabetes devido a sua dificuldade de cicatrização. Por fim, a parte branca do limão e a casca também contém pectina, "quando ela é dissolvida em água, produz uma massa viscosa que auxilia no trânsito intestinal e na saciedade, retardando a absorção dos açúcares", desvenda Nicole Trevisan. Isso evita picos glicêmicos, inimigos de quem tem diabetes.
Uva - Foto: Getty Images

Uva para proteger o envelhecimento celular

Frutas de cores avermelhadas são ricas em antioxidantes. "Eles são compostos necessários para neutralizar os radicais livres, evitando assim que reajam com alguma célula e as destruam. Eles são naturalmente formados em nosso organismo nas reações metabólicas habituais e em situações como estresse, consumo de álcool, tabagismo, entre outros", define Israel Adolfo. Normalmente, os radicais livres são causadores de lesões nas células e tecidos, o que pode provocar diversas doenças à longo prazo. A uva é uma fruta rica em antioxidantes, principalmente na casca e na semente. "As pró-antocianidinas, presente nas cascas e sementes da fruta, são considerados super antioxidante, 20 vezes mais potente que a vitamina C e 50 vezes mais que a vitamina E", explica a nutricionista Daniela Jobst.
Acerola

Acerola para aumentar a imunidade

A laranja que nos perdoe, mas não há fruta com mais vitamina C do que a acerola. De acordo com a Tabela Brasileira de Composição dos Alimentos (TACO) da Unicamp, uma laranja tem cerca de 57 mg de vitamina C, contra 104 mg, aproximadamente, de uma única acerola. E o nutriente é muito importante para o sistema imunológico, pois participa da produção das células de defesa do organismo além de modular o funcionamento da nossa proteção natural. "Encontramos vários artigos que ressaltam a importância desta vitamina no aumento e manutenção da atividade de células do sistema imunológico, como, por exemplo, os mastócitos e macrófagos", considera o nutricionista Israel Adolfo.
Morango - Foto: Getty Images

Morango para blindar o coração

Um estudo conduzido pela Harvard School of Public Health em Boston (Estados Unidos) em 2013 demonstrou que mulheres que consumiam morangos e mirtilos tinham menos chances de infartos do miocárdio. A grande responsável pelo benefício é uma substância chamada antocianina, presente em frutas de coloração vermelha e azul. "Ele também ajuda a reduzir a pressão graças à procianidina", acrescenta Daniela Jobst, nutricionista funcional a clínica. 

Obesidade _ ABC da saúde

O que é?
Denomina-se obesidade uma enfermidade caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura corporal, associada a problemas de saúde, ou seja, que traz prejuízos à saúde do indivíduo.
Como se desenvolve ou se adquire?
Nas diversas etapas do seu desenvolvimento, o organismo humano é o resultado de diferentes interações entre o seu patrimônio genético (herdado de seus pais e familiares), o ambiente sócioeconômico, cultural e educativo e o seu ambiente individual e familiar. Assim, uma determinada pessoa apresenta diversas características peculiares que a distinguem, especialmente em sua saúde e nutrição.
A obesidade é o resultado de diversas dessas interações, nas quais chamam a atenção os aspectos genéticos, ambientais e comportamentais. Assim, filhos com ambos os pais obesos apresentam alto risco de obesidade, bem como determinadas mudanças sociais estimulam o aumento de peso em todo um grupo de pessoas. Recentemente, vem se acrescentando uma série de conhecimentos científicos referentes aos diversos mecanismos pelos quais se ganha peso, demonstrando cada vez mais que essa situação se associa, na maioria das vezes, com diversos fatores.
Independente da importância dessas diversas causas, o ganho de peso está sempre associado a um aumento da ingesta alimentar e a uma redução do gasto energético correspondente a essa ingesta. O aumento da ingesta pode ser decorrente da quantidade de alimentos ingeridos ou de modificações de sua qualidade, resultando numa ingesta calórica total aumentada. O gasto energético, por sua vez, pode estar associado a características genéticas ou ser dependente de uma série de fatores clínicos e endócrinos, incluindo doenças nas quais a obesidade é decorrente de distúrbios hormonais.
O que se sente?
O excesso de gordura corporal não provoca sinais e sintomas diretos, salvo quando atinge valores extremos. Independente da severidade, o paciente apresenta importantes limitações estéticas, acentuadas pelo padrão atual de beleza, que exige um peso corporal até menor do que o aceitável como normal.
Pacientes obesos apresentam limitações de movimento, tendem a ser contaminados com fungos e outras infecções de pele em suas dobras de gordura, com diversas complicações, podendo ser algumas vezes graves. Além disso, sobrecarregam sua coluna e membros inferiores, apresentando a longo prazo degenerações (artroses) de articulações da coluna, quadril, joelhos e tornozelos, além de doença varicosa superficial e profunda (varizes) com úlceras de repetição e erisipela.
A obesidade é fator de risco para uma série de doenças ou distúrbios que podem ser:
DoençasDistúrbios
· Hipertensão arterial · Distúrbios lipídicos
· Doenças cardiovasculares · Hipercolesterolemia
· Doenças cérebro-vasculares · Diminuição de HDL ("colesterol bom")
· Diabetes Mellitus tipo II · Aumento da insulina
· Câncer · Intolerância à glicose
· Osteoartrite · Distúrbios menstruais/Infertilidade
· Coledocolitíase · Apnéia do sono
Assim, pacientes obesos apresentam severo risco para uma série de doenças e distúrbios, o que faz com que tenham uma diminuição muito importante da sua expectativa de vida, principalmente quando são portadores de obesidade mórbida (ver a seguir).
Como o médico faz o diagnóstico?
A forma mais amplamente recomendada para avaliação do peso corporal em adultos é o IMC (índice de massa corporal), recomendado inclusive pela Organização Mundial da Saúde. Esse índice é calculado dividindo-se o peso do paciente em kilogramas (Kg) pela sua altura em metros elevada ao quadrado (quadrado de sua altura) (ver item Avaliação Corporal, nesse site). O valor assim obtido estabelece o diagnóstico da obesidade e caracteriza também os riscos associados conforme apresentado a seguir:
IMC ( kg/m2)
Grau de Risco
Tipo de obesidade
18 a 24,9
Peso saudável
Ausente
25 a 29,9
Moderado
Sobrepeso ( Pré-Obesidade )
30 a 34,9
Alto
Obesidade Grau I
35 a 39,9
Muito Alto
Obesidade Grau II
40 ou mais
Extremo
Obesidade Grau III ("Mórbida")
Conforme pode ser observado, o peso normal, no indivíduo adulto, com mais de 20 anos de idade, varia conforme sua altura, o que faz com que possamos também estabelecer os limites inferiores e superiores de peso corporal para as diversas alturas conforme a seguinte tabela :
Altura (cm)
Peso Inferior (kg)
Peso Superior (kg)
145
38
52
150
41
56
155
44
60
160
47
64
165
50
68
170
53
72
175
56
77
180
59
81
185
62
85
190
65
91
A obesidade apresenta ainda algumas características que são importantes para a repercussão de seus riscos, dependendo do segmento corporal no qual há predominância da deposição gordurosa, sendo classificada em:
Obesidade Difusa ou Generalizada
Obesidade Andróide ou Troncular (ou Centrípeta), na qual o paciente apresenta uma forma corporal tendendo a maçã. Está associada com maior deposição de gordura visceral e se relaciona intensamente com alto risco de doenças metabólicas e cardiovasculares (Síndrome Plurimetabólica)
Obesidade Ginecóide, na qual a deposição de gordura predomina ao nível do quadril, fazendo com que o paciente apresente uma forma corporal semelhante a uma pêra. Está associada a um risco maior de artrose e varizes.
Essa classificação, por definir alguns riscos, é muito importante e por esse motivo fez com que se criasse um índice denominado Relação Cintura-Quadril, que é obtido pela divisão da circunferência da cintura abdominal pela circunferência do quadril do paciente. De uma forma geral se aceita que existem riscos metabólicos quando a Relação Cintura-Quadril seja maior do que 0,9 no homem e 0,8 na mulher. A simples medida da circunferência abdominal também já é considerado um indicador do risco de complicações da obesidade, sendo definida de acordo com o sexo do paciente:

Risco AumentadoRisco Muito Aumentado
Homem
94 cm
102 cm
Mulher
80 cm
88 cm

A gordura corporal pode ser estimada também a partir da medida de pregas cutâneas, principalmente ao nível do cotovelo, ou a partir de equipamentos como a Bioimpedância, a Tomografia Computadorizada, o Ultrassom e a Ressonância Magnética. Essas técnicas são úteis apenas em alguns casos, nos quais se pretende determinar com mais detalhe a constituição corporal.

Na criança e no adolescente, os critérios diagnósticos dependem da comparação do peso do paciente com curvas padronizadas, em que estão expressos os valores normais de peso e altura para a idade exata do paciente.
De acordo com suas causas, a obesidade pode ainda ser classificada conforme a tabela a seguir.
Classificação da Obesidade de Acordo com suas Causas:
Obesidade por Distúrbio Nutricional
Dietas ricas em gorduras
Dietas de lancherias
Obesidade por Inatividade Física
Sedentarismo
Incapacidade obrigatória
Idade avançada
Obesidade Secundária a Alterações Endócrinas
Síndromes hipotalâmicas
Síndrome de Cushing
Hipotireoidismo
Ovários Policísticos
Pseudohipaparatireoidismo
Hipogonadismo
Déficit de hormônio de crescimento
Aumento de insulina e tumores pancreáticos produtores de insulina
Obesidades Secundárias
Sedentarismo
Drogas: psicotrópicos, corticóides, antidepressivos tricíclicos, lítio, fenotiazinas, ciproheptadina, medroxiprogesterona
Cirurgia hipotalâmica
Obesidades de Causa Genética
Autossômica recessiva
Ligada ao cromossomo X
Cromossômicas (Prader-Willi)
Síndrome de Lawrence-Moon-Biedl
Cabe salientar ainda que a avaliação médica do paciente obeso deve incluir uma história e um exame clínico detalhados e, de acordo com essa avaliação, o médico irá investigar ou não as diversas causas do distúrbio. Assim, serão necessários exames específicos para cada uma das situações. Se o paciente apresentar "apenas" obesidade, o médico deverá proceder a uma avaliação laboratorial mínima, incluindo hemograma, creatinina, glicemia de jejum, ácido úrico, colesterol total e HDL, triglicerídeos e exame comum de urina.
Na eventual presença de hipertensão arterial ou suspeita de doença cardiovascular associada, poderão ser realizados também exames específicos (Rx de tórax, eletrocardiograma, ecocardiograma, teste ergométrico) que serão úteis principalmente pela perspectiva futura de recomendação de exercício para o paciente.
A partir dessa abordagem inicial, poderá ser identificada também uma situação na qual o excesso de peso apresenta importante componente comportamental, podendo ser necessária a avaliação e o tratamento psiquiátrico.
A partir das diversas considerações acima apresentadas, julgamos importante salientar que um paciente obeso, antes de iniciar qualquer medida de tratamento, deve realizar uma consulta médica no sentido de esclarecer todos os detalhes referentes ao seu diagnóstico e as diversas repercussões do seu distúrbio.
Como se trata?
O tratamento da obesidade envolve necessariamente a reeducação alimentar, o aumento da atividade física e, eventualmente, o uso de algumas medicações auxiliares. Dependendo da situação de cada paciente, pode estar indicado o tratamento comportamental envolvendo o psiquiatra. Nos casos de obesidade secundária a outras doenças, o tratamento deve inicialmente ser dirigido para a causa do distúrbio.
Reeducação Alimentar
Independente do tratamento proposto, a reeducação alimentar é fundamental, uma vez que, através dela, reduziremos a ingesta calórica total e o ganho calórico decorrente. Esse procedimento pode necessitar de suporte emocional ou social, através de tratamentos específicos (psicoterapia individual, em grupo ou familiar). Nessa situação, são amplamente conhecidos grupos de reforço emocional que auxiliam as pessoas na perda de peso.
Independente desse suporte, porém, a orientação dietética é fundamental.
Dentre as diversas formas de orientação dietética, a mais aceita cientificamente é a dieta hipocalórica balanceada, na qual o paciente receberá uma dieta calculada com quantidades calóricas dependentes de sua atividade física, sendo os alimentos distribuídos em 5 a 6 refeições por dia, com aproximadamente 50 a 60% de carboidratos, 25 a 30% de gorduras e 15 a 20% de proteínas.
Não são recomendadas dietas muito restritas (com menos de 800 calorias, por exemplo), uma vez que essas apresentam riscos metabólicos graves, como alterações metabólicas, acidose e arritmias cardíacas.
Dietas somente com alguns alimentos (dieta do abacaxi, por exemplo) ou somente com líquidos (dieta da água) também não são recomendadas, por apresentarem vários problemas. Dietas com excesso de gordura e proteína também são bastante discutíveis, uma vez que pioram as alterações de gordura do paciente além de aumentarem a deposição de gordura no fígado e outros órgãos.
Exercício
É importante considerar que atividade física é qualquer movimento corporal produzido por músculos esqueléticos que resulta em gasto energético e que exercício é uma atividade física planejada e estruturada com o propósito de melhorar ou manter o condicionamento físico.
O exercício apresenta uma série de benefícios para o paciente obeso, melhorando o rendimento do tratamento com dieta. Entre os diversos efeitos se incluem:
a diminuição do apetite,
o aumento da ação da insulina,
a melhora do perfil de gorduras,
a melhora da sensação de bem-estar e auto-estima.
O paciente deve ser orientado a realizar exercícios regulares, pelo menos de 30 a 40 minutos, ao menos 4 vezes por semana, inicialmente leves e a seguir moderados. Esta atividade, em algumas situações, pode requerer profissional e ambiente especializado, sendo que, na maioria das vezes, a simples recomendação de caminhadas rotineiras já provoca grandes benefícios, estando incluída no que se denomina "mudança do estilo de vida" do paciente.
Drogas
A utilização de medicamentos como auxiliares no tratamento do paciente obeso deve ser realizada com cuidado, não sendo em geral o aspecto mais importante das medidas empregadas. Devem ser preferidos também medicamentos de marca comercial conhecida. Cada medicamento específico, dependendo de sua composição farmacológica, apresenta diversos efeitos colaterais, alguns deles bastante graves como arritmias cardíacas, surtos psicóticos e dependência química. Por essa razão devem ser utilizados apenas em situações especiais de acordo com o julgamento criterioso do médico assistente.
No que se refere ao tratamento medicamentoso da obesidade, é importante salientar que o uso de uma série de substâncias não apresenta respaldo científico. Entre elas se incluem os diuréticos, os laxantes, os estimulantes, os sedativos e uma série de outros produtos freqüentemente recomendados como "fórmulas para emagrecimento". Essa estratégia, além de perigosa, não traz benefícios a longo prazo, fazendo com que o paciente retorne ao peso anterior ou até ganhe mais peso do que o seu inicial.
Como se previne?
Uma dieta saudável deve ser sempre incentivada já na infância, evitando-se que crianças apresentem peso acima do normal. A dieta deve estar incluída em princípios gerais de vida saudável, na qual se incluem a atividade física, o lazer, os relacionamentos afetivos adequados e uma estrutura familiar organizada. No paciente que apresentava obesidade e obteve sucesso na perda de peso, o tratamento de manutenção deve incluir a permanência da atividade física e de uma alimentação saudável a longo prazo. Esses aspectos somente serão alcançados se estiverem acompanhados de uma mudança geral no estilo de vida do paciente.

Receitas nutritivas para o outono

Chef ensina receitas leves e nutritivas para o outono. Impossível resistir
Saladinha de macarrão de arroz com tirinhas de frango agridoce
Ingredientes
10 g de macarrão de arroz
10 g de repolho roxo picado bem fininho
30 g de peito de frango marinado, cortado em tiras e puxado no azeite
1/5 de maço de agriões
Suco de 1/2 limão
2 colher (sopa) de azeite extra virgem
1 colher (café) de gengibre picado
1 colher (café) de pimenta dedo de moça picada
1 colher (sopa) de gergelim branco
1 colher (sopa) de gergelim preto
1 colher (sopa) de castanha de caju picada
Ingredientes para a marinada
1 colher (sopa) de açúcar mascavo
1 colher (sopa) de shoyo doce tailandês
2 colher (sopa) de shoyo tradicional
Modo de preparo da marinada
Misturar os três ingredientes em uma tigela e mergulhar o frango cru. Deixar a marinada na geladeira por apenas 1h. Após este processo, escorrer o frango, cortá-lo em tiras e puxá-las no azeite.
Modo de preparo
Cozinhar o macarrão em água fervendo por apenas por dois minutos. Lavar com água fria. Misturar todos os ingredientes num recipiente e temperar com sal a gosto.


Peixe com curry verde, folha de limão e capim santo Cubos de peixe (1 porção)
Ingredientes
50 g cebola branca picada
15 g pasta de curry verde
300 ml de leite de coco
1 und. folha de limão
¼ de limão siciliano com casca
1 unid. de capim santo
25 g de manteiga
180 g filé de pescada amarela em cubos médios
Sal a gosto
Modo de preparo
Suar a cebola na manteiga. Acrescentar a pasta de curry e dissolver juntamente com o leite de coco. Adicionar a folha de limão, capim santo e o limão siciliano e deixar cozinhar até soltar o aroma. Acrescentar o peixe e deixar cozinhar por 10 min. Finalizar com sal a gosto.


Ceviche ítalo-peruano
Ingredientes
100 g de peixe vermelho fresco cortado em cubinhos
80 g de lula cortada em anel bem fina
8 folhas de manjericão
Suco de 2 limões sicilianos
3 colheres (sopa) de azeite extra virgem
Pimenta do reino
Sal a gosto
3 tomates ralados (com casca)
Modo de preparo
Temperar o peixe e lula com o suco do limão, pimenta do reino, sal e o manjericão picadinho. Deixar marinar por 10 minutos para o peixe cozinhar no ácido do limão. Adicionar o tomate ralado, o azeite e corrigir o sal.

Obesidade infantil

Lancheira pode ser remédio contra a obesidade
A lancheira é um tema que está sempre em discussão, porque apesar da ampla variedade que o mercado oferece, são poucas as opções nutritivas e equilibradas para a idade. Muitos produtos industrializados possuem excesso de açúcar, ou sódio ou gordura. Ou é uma combinação de tudo que faz mal para a saúde da criança.
As escolas começam a oferecer opção do lanche saudável na tentativa de suprir as falhas nutricionais dos lanches de casa ou ajudar os pais ou responsáveis com a alimentação.
Desta vez não passarei dicas de lanches, e sim orientarei uma conscientização geral dos responsáveis pelo preparo. Preparar um cardápio mensal ajuda a orientar as compras, diversificar opções e melhorar a escolha por alimentos mais naturais e menos industrializados.
Oferecer uma fruta, sucos naturais, pães frescos, queijo, água de coco, tomate, minicenoura, talos de pepino, ovo cozido, bolo caseiro, milho cozido, entre outros, pode fazer sempre a diferença na saúde dos filhos. Quanto tempo é necessário para preparar uma lancheira saudável? Cerca de 5 a 10 minutos. Logo, falta de tempo não pode ser uma resposta.
Concordo que fazer o lanche das crianças é um trabalho para mãe ou para o cuidador, mas nunca deve ser encarado como uma obrigação ou menos tempo no dia. Preparar a refeição da criança é e sempre será um ato de amor.
Este amor fará a diferença na saúde e considero como um “remédio anti-obesidade” nos dias atuais.

Roseli Ninomiya

As cores influenciam o seu sono?

Estudo revela quais cores ajudam e atrapalham a qualidade do sono

Dormir bem é fundamental para passar o dia disposta e manter a saúde. No entanto, basta deitar na cama que você começa a virar de um lado para outro e parece que o sono vai embora, ou então que mal chega. Segundo um novo estudo, a culpa disso pode ser das cores escolhidas para o seu quarto.
A pesquisa, realizada pela Traelodge, analisou 2000 casas para investigar a influência da cor na qualidade do sono. Os pesquisadores descobriram que a melhor cor para o descanso é o azul, e que as pessoas que têm quartos nessa cor acordam com sensação de felicidade e mais positivas. Isso porque ela está ligada a calma e a sentimentos leves, algo que possivelmente reduz a velocidade do coração e a pressão arterial.
Verdes e amarelos também foram considerados boas escolhas, com os donos desses quartos dormindo uma média de sete horas e 40 minutos por noite. No entanto, o estudo diz que é melhor deixar o roxo bem longe, porque ele estimula e pode cortar horas de sono para menos de seis. Cinza e marrrom foram vistos como muito depressivos.
A conclusão dos pesquisadores foi que aqueles que dormem em quartos decorados com cores calmas têm a melhor qualidade de sono. Eles dizem que isso acontece por causa dos receptores chamados de células ganglionares na retina dos olhos, que são mais sensíveis a tons azuis. Os receptores passam informações em uma área profunda do cérebro, que controla os ritmos 24 horas por dia, e afeta como as pessoas se sentem e trabalham durante todo o dia.
Horas de sono por cada cor
Azul: 7 horas e 52 minutos
Amarelo: 7 horas e 40 minutos
Verde: 7 horas e 36 minutos
Prata: 7 horas e 33 minutos
Laranja: 7 horas e 28 minutos
Vermelho: 6 horas e 58 minutos
Dourado: 6 horas e 43 minutos
Cinza: 6 horas e 12 minutos
Marrom: 6 horas e 05 minutos
Roxo: 5 horas e 56 minutos

Redação DaquiDali

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Alimentos que contribuem para uma vida mais longa

1- Alho: graças à alisina de sua composição, o alho é um poderoso antimicrobiano e antimicótico, ajudando a aliviar sintomas de gripes e resfriados, acelerando a recuperação do organismo e reforçando a imunidade. Mas os benefícios da alicina não param por aí.
"A alisina é responsável pelos benefícios referentes ao sistema cardiovascular, pois auxilia na redução do colesterol ruim (LDL), protege os vasos sanguíneos, melhora o fluxo sanguíneo e o tempo de coagulação", aponta Marisa Bailer, nutricionista do Hospital Samaritano de São Paulo .

2 - Aveia: rica em fibras, minerais, vitaminas, antioxidantes e fitoquímicos, a aveia deve ter destaque no cardápio de quem quer alcançar longevidade, e não pode faltar na dieta dos idosos.
Ela ajuda o intestino a funcionar no ritmo e auxilia na diminuição dos níveis de colesterol e diabetes, uma vez que participa da absorção tanto das gorduras quanto dos açúcares no intestino, além de reduzir a pressão sanguínea e ajudar na prevenção do câncer de cólon. "Isso porque a aveia contém fibra solúvel e beta-glucanas", explica Carla Muroya, nutricionista do Hospital Albert Einstein de São Paulo. A dica é consumir duas colheres de sopa por dia.

3 - Azeite de oliva: a vitamina E é um antioxidante natural, ou seja, ajuda a retardar o envelhecimento. E ela é encontrada em abundância no azeite de oliva. "É um óleo saudável, rico em gordura insaturada, vitamina E e compostos fenólicos.

É excelente para controle da pressão arterial, prevenção de doenças cardiovasculares, aumento do colesterol bom (HDL) e redução do colesterol mau (LDL)", ensina o endocrinologista e nutrólogo Mohamad Barakat, membro da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG). Mas é preciso consumi-lo em temperatura ambiente, em refogados e ensopados, pois quando aquecido o azeite perde boa parte de suas propriedades nutricionais.

3 - Banana: além de saborosa e tipicamente brasileira, a banana traz muitos benefícios para quem quer alcançar a longevidade com saúde. O potássio e as vitaminas C e B6 presentes na fruta funcionam como elementos antiestresse.
Além disso, o potássio também ajuda a evitar cãibra e derrame cerebral - especialmente em pessoas que sofrem de pressão alta, problema acarretado pelo aumento de sódio e redução de potássio. "A banana oferece ainda outros benefícios: o amido da fruta madura aumenta a energia e também tem efeito calmante, pois estimula a produção de serotonina, substância que melhora o sono e o humor", explica o endocrinologista e nutrólogo Mohamad Barakat, membro da SBGG (Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia)

5 - Brócolis: não é à toa que o brócolis é considerado um supervegetal. Isso porque ele tem mais vitamina C do que a maioria das frutas cítricas, mais cálcio do que um copo de leite e mais fibra do que uma fatia de pão integral, além de um monte de antioxidantes. E não é só: o brócolis também ajuda a prevenir catarata, doenças cardíacas, artrite e úlcera.
"É um vegetal completo: contém ferro e ácido fólico, que previnem a anemia, e betacaroteno e vitaminas C e E, nutrientes considerados antioxidantes que retardam o envelhecimento, aliviam a fadiga e dissolvem coágulos sanguíneos, e ainda sulforafeno e vitamina A, que protege as células contra o câncer", diz o endocrinologista e nutrólogo Mohamad Barakat. A dica pra aproveitar seus benefícios ao máximo é consumi-lo cru ou ao vapor

6 - Cebola: é rica em vitamina C, enxofre e no oxidante quercitina. Por isso, é ótima para prevenir asma e outras doenças inflamatórias. "Além disso, a cebola favorece o bom funcionamento gastrointestinal e a oxigenação no sangue", aponta Carla Muroya, nutricionista do Hospital Albert Einstein de São Paulo.
E não é só: ela também aumenta o nível do HDL, o bom colesterol. Para aproveitar ao máximo seus benefícios, o melhor é consumi-la crua, em uma salada ou em um lanche natural

7 - Espinafre: é uma importante fonte de ferro e de ácido fólico, essencial para prevenir anemia e vários tipos de câncer. Além disso, evita a sensação de fraqueza e desânimo, previne das doenças cardíacas, fortalece o sistema imunológico, reduz o risco da doença de Alzheimer e ajuda a controlar a hipertensão, e ainda dá mais energia!
Uma pesquisa realizada pelo Instituto de Karolinska, em Estocolmo, e publicada na revista científica Cell Metabolism, aponta que o consumo de 300 gramas da hortaliça reduz em 5% a quantidade de oxigênio necessária para o funcionamento dos músculos quando se pratica um exercício físico, colaborando para a produção de energia.

Fonte: noticia/uol

Os 10 Peixes mais bonitos do Mundo

A imagem fascinante de raios de sol quentes inclinando-se em águas tropicais e quebrando de volta através da fachada viva da água, fornece uma experiência que fica na sua memória por toda a vida.

1. Mandarim
O Mandarim… Ele vive em fundos ricos em limos e cascalho, de lagoas ou recifes de coral resguardados, alimentam-se de pequenos invertebrados do fundo, que captura projetando rapidamente as maxilas para fora. Embora não ultrapasse os 6 cm de comprimento, destaca-se pelas suas cores exuberantes e pelo padrão elaborado que lhe cobre o corpo.

2. Angel Imperador

O Angel Imperador (Pomacanthus imperator) é um peixe jovem bem adptado a vida em cativeiro e com uma dieta rica e variada evitará que ele possa incomodar corais mais macios. Na fase adulta o peixe adquire coloração intensa muito vibrante. Estoque refere-se até a última atualização do site, estando sujeito a confirmação. Pode haver variação na coloração e formação devido cada animal ser único.

3. Peixe-Leão

O Peixe Leão ou Lionfish também são chamado de peixe escorpião, por causa de seus espinhos venenosos. Apesar de sua aparência e seus espinhos os Lions são pacíficos com peixes do seu tamanho, resistentes a doenças e podem ser recomendados até para iniciantes em aquário marinho.
Os Lions são predadores vorazes, engolem qualquer peixe que caibam em sua boca..

4. Acará-disco

O termo acará-disco ou peixe-disco é a designação comum aos peixes teleósteos perciformes da família dos ciclídeos do gênero Symphysodon. De distribuição amazônica, corpo discoidal geralmente com faixas escuras verticais, são peixes ornamentais. São pacíficos, onívoros e gostam de pH ácido.
A reprodução destes peixes é comum e diversas variantes comerciais estão disponíveis em lojas especializadas. Peixes criados em cativeiro tem maior expectativa de vida e no exterior virtualmente todos os acará-discos nunca estiveram fora de um aquário.
Além disso, particularmente acho o Acará-disco muito lindo. Eles são de distribuição amazônica, corpo discoidal geralmente com faixas escuras verticais, são peixes ornamentais.

5. Camarão Mantis

O mantis shrimp, camarão mantis ou, como dizem os brasileiros, a tamarutaca é um crustáceo predador que pertence à ordem Stomatopoda e que vive a pouca profundidade em águas tropicais e temperadas. Utilizam garras específicas para capturar e dominar as suas presas, trespassando-as ou despedaçando-as. A força e rapidez que um espécime adulto exerce com as suas garras são equivalentes a um disparo de uma arma de calibre 22. Por diversas vezes, já aconteceu estes camarões conseguirem quebrar vidro duplo. O ataque de um mantis é considerado um dos movimentos mais rápidos no reino animal, com velocidades na ordem dos 10 metros por segundo, sendo que até os peixes mais rápidos são facilmente agarrados, perfurados e imobilizados pelas suas garras.

6. Peixe-Porco Palhaço

Vocês nunca devem ter ouvido falar do Peixe-Porco Palhaço, mas eu explico, ele é um peixe que necessita de bastante espaço e também gosta muito de se entocar em esconderijos entre as rochas. Ele não costuma ser difícil na alimentação, e aceita com facilidade pedaços de ouriço, camarão, lula ou peixe cortado.

7. Nudibrânquios

Os nudibrânquios são pequenos moluscos marinhos, medindo entre 2 e 6 cm de comprimento, semelhantes às lesmas do mar. Dão-se em qualquer lado onde haja água salgada. Por isso a sua variedade é enorme e chega a atingir 3000 espécies diferentes.

Algumas variedades de nudibrânquios:



A principal característica destes animais é a riqueza da paleta de cores que cobre o seu corpo e que lhes permite uma camuflagem eficaz nos recifes de coral que constituem o seu habitat. Os nudibrânquios são tão graciosos como repelentes mas merecem o nosso olhar mais demorado...

8. Zanclidae (Moorish Idol)
Muito popular e bonito, o Zanclidae ou Moorish Idol (Zanclus cornutus) é um peixe que exige um nível de atenção maior por parte do aquarista. Conhecido como "Gil", do filme "Procurando Nemo", o Zanclus é um animal que apresenta certa resistência para se alimentar de rações, podendo vir a beliscar corais. Há, no entanto, novas rações e produtos desenvolvidos justamente para incentivar a alimentação desse animal, o que é muito eficaz. O Moorish Idol é encontrado em muitas regiões do planeta, onde as águas são mais quentes. Há grande ocorrência dessa espécie na região da grande barreira de corais. Pode haver variação na cor ou formação, devido a cada animal ser único.

9. Peixe-Palhaço

O Amphiprion Ocellaris, também conhecido como Peixe Palhaço, ficou mundialmente famoso após o filme "Procurando Nemo", onde os protagonistas são peixes da espécie Amphiprion Ocellaris. Quando jovens, costumam viver em bandos, mas atingida a maturidade sexual, em torno de um ano, formam casais e os que não forem se acasalando, serão expulsos dos territórios, demarcados por eles.
Seu Habitat original: Recifes de corais por todo o Indo-Pacífico e no Norte da Austrália. É possível a reprodução em aquários.

10. Peixe Papagaio Arco-Íris

Nomeado Peixe Papagaio por causa de sua calcárias-como bicos de aves. O papagaio usa esses bicos para esmagar e comer os pequenos invertebrados que vivem nos corais. Grande parte do piso de areia e mar de recifes de coral são, na verdade restos de refeições do peixe papagaio, eles mastigam os corais, invertebrados e cospem o cálcio restante. Na maioria das espécies, a fase inicial é vermelho escura, marrom ou cinza, enquanto a fase terminal é vividamente verde ou azul ou amarela com brilhantes manchas rosadas.