quinta-feira, 11 de julho de 2013

Redação ENEM: Rascunho

Enfim, julho! Um dos meses do ano mais aguardados pelos estudantes devido as férias escolares. O descanso mental, psicológico e físico é essencial para qualquer pessoa, por isso, aproveitem e façam atividades que lhes tragam prazer, distração, alegria: vão ao cinema e ao teatro, encontrem os amigos e os familiares e vão aos lugares que vocês gostam, mas (sempre tem um “mas”) não deixem, não parem de estudar.
As férias são os momentos planejados para o descanso e o lazer, mas quem vai prestar ENEM e outros exames não pode parar de vez com os estudos. Equilibrem a diversão com as atividades de estudo e pesquisa, aproveitem para revisar alguns conteúdos, para participar de grupos de estudo com colegas da escola, para colocar as lições, atividades, exercícios e redações em dia e, falando em redação, não deixem de escrever a redação semanal, pesquisando propostas em provas passadas, em livros didáticos e apostilas do Ensino Médio dentre outras fontes.
Esta pode e deve ser a oportunidade de fazer mais simulações de prova, em casa mesmo, controlando o tempo, resolvendo as questões e escrevendo a redação em um ambiente calmo, tranquilo, bem iluminado e é nestas simulações, falando mais especificamente em relação a produção textual, que vocês podem verificar, por meio de testes, como vocês se saem ao realizar uma prova de redação e qual é o método, o modo que mais se adequa a vocês.
Por exemplo, na publicação passada, abordamos a questão de fazer a redação antes ou depois das questões de múltipla escolha e foi dito que não há uma receita pronta e sim que cada um possui o seu jeito particular, mas se há dúvidas, deve-se testar nas provas da escola e em casa e avaliar, juntamente com o seu professor, em que modo vocês se saem melhor, possuem um maior rendimento. E o mesmo vale para o rascunho, o nosso tema de hoje.
O ENEM e os demais vestibulares e exames requerem, intrinsicamente, textos bem planejados, articulados e este planejamento faz parte do processo de escrita (aliás, escrita de qualquer texto, para qualquer finalidade, desde um comentário em um site até um artigo científico, por exemplo) e pode ser realizado por meio da produção de um rascunho, antes de escrever a dissertação-argumentativa (no caso do ENEM) na folha definitiva a caneta. Digamos “pode”, pois há quem não costume e/ou não goste de rascunhar; é um direito de cada estudante, de cada candidato, mas este deve estar 100% seguro de si e de seu texto e planejá-lo, ao invés de no papel, na cabeça, mentalmente.
Para quem sente-se melhor rascunhando, é bom reservar um tempo adequado para tanto e é aí que muitos alunos se perdem e não sabem como proceder. Como afirmamos que cada um possui um estilo de escrita individual, já que cada um é o autor de seu texto, também pode-se testar o rascunho. Há quem tenha o hábito de escrever o texto todo, mudando, mexendo, refletindo e, ao ficar satisfeito, passa a limpo na folha de prova; há quem faça isso, a lápis, já na folha definitiva e quando pensa estar bom, passa a caneta por cima (só não se esqueçam de reservar um tempinho para passar a borracha, pois corrigir textos que foram primeiramente escrito a lápis e depois a caneta foi passada por cima é difícil visualmente; facilitem a vida do corretor!) e há, ainda, aqueles que, no rascunho, escrevem apenas esquemas e não o texto todo, organizando o que abordará em cada parágrafo.
Aqui, abriremos um parênteses: os organizadores do ENEM não permitem que os candidatos entrem nas salas de prova com lápis, lapiseiras e borrachas, apenas com canetas transparentes e, assim, nem se o candidato quiser poderá, neste caso, escrever a lápis e depois passar a caneta por cima. Isso pode ser feito em exames e vestibulares que permitam a entrada do candidato com lápis, lapiseira e borracha, no ENEM, não.
Voltando ao nosso assunto, seja como for o seu modo de rascunhar, o planejamento, aliado à reflexão, é fundamental. Rascunhos rabiscados, apagados demonstram que o aluno pensou, refletiu e repensou sobre o que escreveu; não que quem não rascunhe não faça os mesmos processos mentalmente, como já dissemos, cada um possui seu modo de comportar-se numa ocasião de prova, cada um reage de um modo e por isso, até para se conhecer, que simulados são importantes (se sua escola ou cursinho promove simulados, participe!).
O ENEM requer um texto bem paragrafado, ou seja, cada parágrafo deve abordar um tópico frasal e no rascunho isso pode e deve ser pensado e planejado, refletindo e organizando acerca da continuidade do texto: de onde você parte e para onde quer chegar. Isto deve estar claro e nítido para o leitor.
Não pode-se esquecer, também, do limite de linhas imposto pela banca elaboradora: vocês devem escrever dentro deste limite e de modo limpo e legível. No rascunho, abreviações e desrespeito às margens são permitidos, mas na folha definitiva a redação deve ser transcrita a caneta, de modo limpo e respeitando as margens desenhadas. Esta é a primeira impressão que o leitor terá do seu texto e também demonstra cuidado e organização (atentem-se á separação silábica!) de sua parte.
No momento do rascunho, também é o momento de se pensar a respeito do título da sua dissertação-argumentativa: o título, neste exame (ENEM), é opcional, mas acreditamos que ele é fundamental na estrutura de uma dissertação-argumentativa.

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Como estudar Português para o Enem 2013

Como estudar Português para o Enem 2013
A Língua Portuguesa.
Vale ressaltar que tal disciplina não é a que tem maior peso no exame (esse título fica com a matemática). Mas devido as características do Enem, que usa e abusa da necessidade de leitura e interpretação, é inegável que o português ocupa vital importância em todas as disciplinas! Diversas questões de história e geografia, por exemplo, são plenamente resolvidas com uma boa leitura.
Analisando as questões de língua portuguesa propriamente dita, além da evidente necessidade de boa leitura e interpretação que resolvem boa parte das questões, podemos destacar outras características que são cobradas dos candidatos e que tornam o Enem tão diferente dos vestibulares tradicionais:
  • A grande variabilidade linguística brasileira, tendo como um dos seus principais causadores o fator geográfico.
  • A Interpretação de textos verbais e não verbais, como por exemplo, a interpretação de linguagem corporal.
  • O reconhecimento das diversas figuras de linguagem existentes. Uma das que aparece mais freqüentemente é a ironia, que consiste em expressar o contrário do que efetivamente se pensa.
  • A identificação de gêneros textuais, que são categorias a que pertencem os textos, de acordo com suas características e funções.
  • O conhecimento das principais características dos movimentos literários da língua portuguesa, com destaque para o modernismo.
Dessa forma, destacamos algumas dicas para você se preparar para uma prova com características tão únicas:
1- Ler todos os tipos de textos possíveis. Verbais e não verbais, charges, noticias, quadrinhos, romances etc.
2- Treinar o reconhecimento da variabilidade linguística brasileira, das figuras de linguagens e dos gêneros textuais. Certamente, umas das melhores maneiras de desenvolver essas características é refazer as ultimas edições do Enem.
3- Estudar a fundo todos os movimentos literários da língua portuguesa, dando destaque aos seus ícones, suas respectivas obras e principais características.
4- Não se preocupe com o novo Acordo Ortográfico (2008), pois sua cobrança em concursos e exames como o Enem será obrigatória somente a partir de 2016.
Essas são as dicas! Apenas não deixe de dar destaque também à ortografia, pois além de auxiliar na interpretação, ajudará e muito na hora da redação.
Da mesma maneira que estamos fazendo com as outras disciplinas, nossa equipe separou alguns sites e blogues que o ajudarão, de uma forma ou de outra, nos estudos da nossa língua.

Coerência e Coesão na Redação do ENEM

Ao planejarmos e escrevermos um texto, seja de qualquer tipo e/ou gênero, devemos objetivar que ele seja, dentre outras coisas, fluido (que a sua leitura flua para o leitor tanto no sentido formal, de se estar bem escrito, bem pontuado, tanto no sentido semântico, isto é, em relação aos seus significados), bem organizado em termos de paragrafação (relação entre parágrafos, com as ideias bem estruturadas) e objetivo (sem “enrolar” o leitor ou escrever, escrever e não dizer nada) e, para tanto, a coerência e a coesão são pontos fundamentais, tanto para se escrever textos em provas oficiais como o ENEM e os demais vestibulares quanto quando se escreve na escola, no trabalho, nos afazeres diários etc. A coerência e a coesão são essenciais para escrevermos textos harmônicos e que façam sentido e, consequentemente, fluidos e que não tenham, pelo leitor, uma leitura truncada, que deve ser parada de parágrafo em parágrafo porque não houve entendimento.

O texto, seja ele de que tipo e/ou gênero for, deve ser gostoso e fácil de ser lido e, para conseguir isso, não basta escrever bastante, pois há quem escreve muito na escola, por exemplo, e não consegue muita evolução de um texto para o outro. Tenha, para quem ainda está na escola ou frequenta um cursinho, no professor, além de um corretor, um mediador, alguém com o qual você possa conversar abertamente sobre suas redações, ideias e estratégias de escrita. Se só escrever e ler adianta-se, bastaria trancar os alunos em uma biblioteca por alguns meses. Obviamente deve-se ler e escrever com certa frequência, inclusive reescrever os textos já corrigidos pelo professor para refletir sobre o que e como foi escrito e, claro, para buscar uma melhora, mas ter no docente um mediador, alguém que incentive e lhe ajude é muito importante. Para quem não tem contato com um professor, busque esse mediador em um familiar ou amigo, já que mesmo em um diálogo cotidiano sobre um tema atual tentamos convencer, sempre, o nosso interlocutor sobre o que argumentamos, já que sempre respondemos ativamente a tudo o que ouvimos, lemos e vemos, mesmo que seja com um movimento de cabeça concordando ou discordando.

Depois desse parêntese, voltemos à coerência e à coesão. A redação no ENEM deve ser coerente tanto externamente quanto internamente: externamente por ser verossímil com a realidade, com a sociedade atual, inclusive ao inserir a proposta de intervenção social (quinta competência), já que ela deve ser palpável, realizável e não utópica ou possível apenas em um filme de ficção científica, por exemplo. O texto deve ser coerente externamente nos argumentos, principal e auxiliares e não estar fundamentado em dados incorretos, inventados ou que expressem algum tipo de preconceito. A coerência interna, por sua vez, se dá em uma sequência lógico-racional das ideias, tecendo relações de continuidade entre os parágrafos e aí também entra a coesão para escrever com sentido. Um texto que falha na coerência possivelmente falhará na coesão.

Ao planejar uma redação, no rascunho, por exemplo, deve-se mirar um texto que leve o leitor a uma conclusão, à sua conclusão, autor através de uma lógica interna que ordena a linguagem que evita as lacunas e os deslocamentos. Uma boa redação não pode ter lacunas, isto é, espaços para dúvidas do leitor pela presença de quebras de partes fundamentais para o entendimento. O leitor não pode se perguntar: “como assim?”, “por que?”, “o que?”, “quem?”, “onde?” etc. Já os deslocamentos é quando uma parte essencial do texto está em um local inapropriado, ou seja, quando a redação possui problemas de paragrafação.

Um texto coerente e coeso não é redundante e não generalizante, não é repetitivo tanto no campo das ideias quanto em relação ao vocabulário, não possui digressões, ou seja, elementos soltos, sem relação com o texto em si, é sem ideias ambíguas e/ou com duplo sentido, com bons exemplos, possui adequação ao tema e à proposta de redação, além de delimitar adequadamente este tema, ser claro e ter criticidade.

É interessante estudar conjunções e atentar-se para as relações de sentido (causa e consequência, finalidade, oposição, contrariedade, adição etc) que elas estabelecem para entender como a coesão e a coerência funcionam, já que o mais importante, além de saber para que cada uma delas servem, é que sentido elas irão estabelecer dentro do texto, já que a presença da incoerência ainda é, infelizmente, bastante forte nos textos dos candidatos, tanto do ENEM quanto dos outros vestibulares. Deve-se ter atenção e cuidado para manter o sentido ao longo de toda a redação e não se contradizer no fim do texto, contradizendo o que foi dito no início, inclusive em termos opinativos. Porém, não basta estudar conjunções apenas através de análises sintáticas, mas também nos textos, atentando-se para os efeitos de sentido que o autor estabeleceu naquele texto; ao lermos uma notícia, uma reportagem, um artigo de opinião, um editorial, um resumo, uma entrevista e uma dissertação de ENEM dentre tantos outros textos, devemos prestar atenção no caminho que o autor trilhou para nós, leitores, notando as relações de sentido que as conjunções estabelecem.

Como estudar Redação para o Enem 2013

Como estudar Redação para o Enem 2013
Enfim chegamos ao término da nossa série. E pra fechar com chave de ouro, falaremos de técnicas e dicas para você se dar bem na produção da redação do Enem.
Primeiramente, atenção nos limites! A redação, obrigatoriamente um texto dissertativo-argumentativo, deve ter no mínimo sete linhas e no máximo trinta.

Agora, vamos dar uma olhada nas competências que são avaliadas:
I- Demonstrar domínio da norma padrão da língua escrita.

II- Compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo.
III- Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista.
IV- Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação.
V- Elaborar proposta de solução para o problema abordado, respeitando os valores humanos e considerando a diversidade sociocultural.
Essas são as competências que serão avaliadas dos candidatos. Portanto, é bom tê-las em mente quando estiver elaborando seu texto.

Referente à quinta competência, um dos aspectos importantes a ser destacado é quanto à proposta de solução do problema abordado. Tal intervenção, além de não revelar uma posição ideológica comprometedora, deve ser factível, realizável. Ou seja, prender todos os criminosos NÃO é uma solução para acabar com a violência urbana!
Segue outras dicas que você deve se lembrar na hora da redação:

1 – Cuidado com palavrões, chavões e piadas.
2 – Capriche na caligrafia. Afinal, vale de tudo para tentar agradar os corretores.
3 – Atenção na ortografia e na gramática, pois você pode perder pontos valiosos com esses deslizes.
4 – Embora seu texto tenha os limites de 7 e 30 linhas, tente fazer em torno de 20. Com muito menos fica impossível defender suas ideias e com muito mais seu texto pode ficar cansativo e obrigar o corretor a lê-lo rapidamente, o que claramente não é interessante.
E para estudar (treinar)? Como proceder?
Primeiramente, escreva muito! Afinal, não se deixe enganar com a frase “quem lê bastante, escreve bem”. Isso não é necessariamente verdade. Quem lê muito, lê bem. Para escrever bem, tem que escrever muito. Uma redação por semana é o mínimo!
Todas as quintas ela fornece informações valiosas sobre como melhorar seu desempenho na produção de textos.
Estamos certos que, seguindo nossas sugestões, sua confiança na hora de produzir sua redação irá aumentar significativamente.
No Guia do Participante, documento publicado pelo MEC (Ministério da Educação) em setembro do ano passado e disponível para todos em seu site, na página 9, há a relação de razões que justificam uma nota zero e, a última delas é a presença de “impropérios, desenhos ou outras formas propositais de anulação” (MEC, 2012, p.9). A palavra “impropério” significa ofensa, ultraje, insulto, o que talvez não foi o caso das redações mencionadas, já que os candidatos não insultaram ninguém (nem o time cujo hino está no texto), mas as “outras formas propositais de anulação” dão margem para este tipo de quebra semântica, pois estes casos são exemplos de graves e sérias quebras semânticas (sentido) que, a nossa ver, foram propositais e não tentativas de surpreender o leitor como alguns candidatos fazem (o que será tema de outra postagem, já que ser criativo demais, em exames como o ENEM, pode ser prejudicial se não for feito com cuidado) e acabam “errando a mão” e quebrando toda a cadeia de relações e argumentos do seu texto, prejudicando-o semanticamente. Portanto, estes exemplo se encaixariam neste critério de anulação e, assim sendo, um dos modos de não se obter uma nota zero é não quebrar semanticamente a redação.
Outro critério de nota zero é a fuga total do tema, sobre o qual já falamos em outras postagens e, para isso não acontecer é fundamental que o candidato leia e compreenda corretamente a proposta de redação e a sua respectiva coletânea, já que uma prova de produção textual também avalia a leitura que o candidato fez do enunciado. Este é o primeiro passo para se distanciar do zero e almejar notas maiores e competitivas: ler e compreender adequadamente a proposta de redação e atender ao tema pedido; não precisa nem ser muito criativo, basta ater-se ao tema e não sair dele.
Outra questão que leva ao zero é o não cumprimento do texto dissertativo-argumentativo, isto é, ao invés de redigir este tipo de texto é escrever outro, como uma carta, uma narrativa, uma descrição generalizada, ou seja, no texto todo, já que falamos em um dos primeiros textos que pode-se começar, por exemplo, uma dissertação – argumentativa com uma narração. Por isso o candidato deve ter em mente toda a estrutura de um texto deste tipo, além de colocar a proposta de intervenção social que é um critério específico do ENEM.
Textos com até sete linhas e em branco também são anulados, já que é humanamente impossível escrever um texto como falamos aqui em sete linhas e, o em branco, mesmo que o candidato tenha escrito o rascunho, se na folha definitiva não há texto não há correção, pois o corretor deve considerar, apenas, o que está na folha definitiva de redação, já que há uma específica para o rascunho. Além disso, a redação deve ser escrita na folha defintiva à caneta para garantir sua correção, já que há vestibulares que consideram anuladas redações escritas à lápis.

Sobre copiar a coletânea, no ENEM, para efeito de correção e contagem de linhas escritas, a cópia dos textos chamados de motivadores ou ainda de questões objetivas acarretará na desconsideração do número de linhas copiadas, então, cuidado! É ideal, também, evitar ultrapassar o número de linhas disponíveis e escrever com letra legível para não prejudicar a correção do texto. O Guia do Participante afirma que o título é opcional, mas o consideramos fundamental na construção de uma dissertação – argumentativa.

Textos ajudam nos argumentos da redação do Enem

Como todos já sabem, o tipo textual requerido na prova de redação do ENEM é a dissertação – argumentativa, na qual não basta, apenas, dissertar, expor, apresentar fatos, ideias, exemplos, citações, dados etc; o fundamental é opinar acerca das questões expostas e embasado em argumentos consistentes, fortes, que não são rebatidos facilmente e que tenham como objetivo tentar (e se conseguir melhor ainda) convencer o leitor em relação ao que foi posto.
Para chegar a este ponto, é essencial que o candidato do ENEM conheça e saiba utilizar estratégias argumentativas, algo que é abordado durante toda a passagem pela escola (às vezes até em demasia, deixando de lado outras coisas como gêneros e demais capacidades de linguagem, como por exemplo, o relatar, o descrever etc, mas isso é uma outra história) devido a sua importância inclusive social e pública, já que linguagem e a compreensão são dialógicas, nas quais, a todo momento, estamos respondendo ativamente o que lemos, o que ouvimos, o que vemos e sempre entramos em embates ideológicos, pois a língua é ideológica e nunca será neutra e, assim, sempre pensamos algo sobre tudo, sempre temos uma opinião sobre tudo; podemos até ser metamorfoses ambulantes como dizia Raul Seixas, podemos mudar de ideias, mas sempre a temos acerca de todo e qualquer assunto, tema, pessoa etc (neste exato momento você, leitor, está pensando algo sobre este texto e sobre a autora; você pode estar gostando ou não, concordando ou não, achando chato, interessante, instrutivo, repetitivo dentre tantas outras coisas).
Portanto, em todas as relações sociais que temos (pessoais, profissionais, acadêmicas etc) a nossa opinião é essencial e requerida e não poderia deixar de ser em um exame como o ENEM e nos demais vestibulares, até porque através de toda a prova a instituição traça o perfil do candidato almejado e toda faculdade e universidade deseja, sem dúvida, alunos que tenham o que dizer e que sustentem esse dizer em argumentos consistentes. Mas como desenvolver bons argumentos? Escrever apenas dissertações – argumentativas já é o suficiente? A resposta para esta segunda pergunta é “não”, já que há outros textos, gêneros textuais, que são da ordem do argumentar e, conhecê-los, com certeza ajuda e muito no momento de planejar e escrever o tipo textual pedido no ENEM, já que a dissertação – argumentativa não é a única que traz opiniões e argumentos.
Onde há discussão sobre problemas sociais (normalmente controversos) há argumentação e, junto a ela, está a refutação (contestação), sustentação e a negociação de tomadas de posição, ou seja, toda uma estratégia argumentativa que compõe a ordem do argumentar (quando falamos em argumentar falamos em opinar baseado em argumentos, já que opinar sem argumentar de nada vale, no ENEM e na vida, pois entrar em um debate sem argumentos é praticamente um suicídio). Gêneros escritos como artigos de opinião, editoriais, cartas do leitor e resenhas críticas e orais como debates, entrevistas, palestras, discursos são alguns dos exemplos de textos que possuem, em sua essência, o argumentar.
Em um artigo de opinião o articulista defende seu ponto de vista sobre determinado assunto, normalmente atual e relevante, relacionando-o com seus conhecimentos de mundo; a diferença entre este gênero e a dissertação – argumentativa é que esta é escrita de modo impessoal (como já falamos em outra postagem) e o artigo opinativo pode ser escrito na 1ª pessoal do singular, já que trata-se da opinião de uma determinada pessoa, a qual o leitor se interessa em ler porque concorda ou até discorda dela e, assim, tem o costume de ler para refutar as colocações. Já o editorial é um texto também opinativo, mas de autoria institucional, isto é, é a opinião de um determinado veículo de comunicação (jornal escrito, revista e jornal televisionado, já que os âncoras podem emitir suas opiniões, que refletem os pensamentos da emissora, sobre os assuntos).
Cartas do leitor (seja para denunciar ou reclamar algo, elogiar, discordar, questionar etc) são essencialmente argumentativas, já que nenhum leitor escreve para um jornal ou revista por lazer, para passar o tempo e sim por alguma motivação e para dialogar e expor sua opinião para o veículo de comunicação (destinatário) e para os demais leitores. Uma resenha crítica é um texto sobre um livro, um filme, uma exposição, um programa de TV, rádio etc que expressa uma opinião sobre seu objeto de análise e são escritas por críticos, profissionais especializados que argumentam contra ou a favor e, assim, expõem o que pensam.
Assim, ao lermos e analisarmos estes textos (Quais estratégias argumentativas o articulista utilizou para refutar aquela afirmação? Como o editorial opina de forma impessoal, já que sua autoria é institucional? Como o leitor constrói sua carta a fim de reclamar de um problema em seu bairro ou para contestar uma reportagem de um jornal? De que maneira o crítico tentar convencer o leitor de que este livro não vale a pena ser lido?) em seus meios de publicação podemos refletir sobre como o argumentação foi estruturada, de que forma ela progride (não se esqueceçam da progressão temática) e como os textos são finalizados.
Mas não temos apenas os textos escritos; os gêneros orais como os debates são 100% argumentação, já que cada debatedor quer convencer o outro e o espectador de que ele, e apenas ele, está certo; seja em um programa de debates ou em um debate político, o objetivo central é o convencimento do outro. Em entrevistas na televisão nos quais há mais de um entrevistador para somente um entrevistado, às vezes deixa de ser um entrevista e passa a ser um verdadeiro debate, principalmente se o tema for polêmico como religião, política, políticas públicas (cotas, programas assistenciais etc). Já em palestras e discursos, também temos a exposição, a apresentação de diferentes formas de saber, mas, no fundo, a meta é também o convencimento de que aquele trabalho, aquela pesquisa é importante e tem resultados úteis, práticos e relevantes.
Nestes gêneros orais podemos analisar e refletir, por exemplo, por que um debatedor se sobressai, que artimanhas um bom entrevistador utiliza, como um entrevistado sai de uma saia justa ou como não sai, se os argumentos são do senso comum ou relevam algo inovador e lógico, de que ordem eles são (pessoal, científica, política, religiosa etc) e como são rebatidos pelo outro dentre outras questões.
Obviamente temos de separar muito bem suas estruturas composicionais e estilos da estrutura composicional e estilo da dissertação – argumentativa; este bom senso é fundamental, mas podemos concluir que conhecer, ler e escrever gêneros da ordem do argumentar só enriquecem nosso poder de argumentação, através da análise e da reflexão. Não bastar ler, decodificar; para ter uma boa nota no ENEM, devemos ter a cultura e o hábito da análise e da reflexão acerca de tudo o que lemos, vemos e ouvimos.

5 erros que você deve evitar na preparação do Enem

5 erros que você deve evitar na preparação do Enem
Muitos estudantes cometem erros que levam ao desperdício de horas e horas de estudo. Sejam erros na hora de estudar ou na hora da prova.
E hoje falaremos sobre algumas atitudes que você NÃO deve tomar na preparação para o exame mais importante do país. Vamos a elas:

1 – Estudar apenas o que gosta ou a área que pretende seguir no ensino superior.
Este certamente é um dos piores erros! A regra é simples: Você consegue melhorar mais onde sabe menos! Portanto, seus estudos devem estar voltados para todas as áreas, independentemente dos seus gostos e da sua escolha de curso.

2 – Marcar para estudar em grupo e perder tempo com conversas paralelas.
Essa perda de foco é muito comum entre os jovens. Claro que dá vontade de contar os acontecimentos do final de semana. Mas caso tenha marcado uma tarde de estudos na segunda-feira, garanta que os assuntos tratados no grupo sejam sobre matemática, química, geografia etc.

3 – Não fazer exercício das edições anteriores do Enem e dos vestibulares tradicionais.
Talvez a palavra que melhor se assemelhe a “estudo” seja “treino”. Um certo professor de física sempre diz que “aula serve para entender, mas não fixa nada! O que fixa a matéria é exercício!” . Portanto, resolver questões das edições anteriores é primordial para um bom desempenho. Quem estuda no sofá, com as pernas pra cima, só lendo, dificilmente terá sucesso.

4 – Não fazer um plano de estudos.
Imagine a gravação de um filme sem um roteiro. Uma bagunça! Pois é, com os estudos é a mesma coisa. Sem um plano (cronograma) você não se organiza. Se não se organiza, não cria uma rotina de estudos. Sem uma rotina, os estudos rendem menos e mais tempo é necessário. E isso leva ao cansaço e a desmotivação. Certamente não é desta maneira que você quer se preparar para a prova que pode decidir seu futuro.

5 – Deixar para estudar na última hora.
Parece chavão, mas é a pura realidade. Ainda tem muita gente que literalmente deixa pra iniciar a preparação na última hora, como se fosse fazer uma prova do colégio. Quando começar a estudar? Três meses antes da prova? Após as inscrições? Depois do Edital? Não! Você deve começar agora, neste exato momento. Aliás, se ainda não iniciou sua preparação, saiba que você já está atrasado! Que tal começar contrariando o tópico anterior?

O candidato que evitar tais erros não tem garantias de um ótimo desempenho no Enem 2013, mas está na trilha para o sucesso. Já aquele que seguir os passos acima certamente não deve ter muitas pretensões com o resultado do exame. Cabe a você escolher qual caminho irá seguir.

Dominar norma culta da língua na redação do Enem

Dominar norma culta da língua na redação do Enem
A demonstração do domínio da norma culta da Língua Portuguesa escrita é a primeira competência avaliada pelo ENEM e talvez alguns devem pensar que é redundante a palavra “escrita” neste caso, mas não é, já que a língua e a linguagem se dão em duas modalidades: oral e escrita e como o tipo textual requerido no ENEM é a dissertação – argumentativa, o candidato deve demonstrar que domina a norma culta da língua escrita, já que gêneros da modalidade oral (assim como alguns da modalidade escrita como comentários, por exemplo) podem ser formais ou informais, dependendo da situação de produção na qual estão inseridos (para exemplificar, um discurso de apresentação é formal, já um podcast pode ser informal). A situação de produção que o ENEM estabelece é formal, pois é um exame oficial de seleção e como ele requer do candidato um texto formal escrito, este deve ser redigido segundo a norma culta da Língua Portuguesa.
Já que deve-se idealizar, imaginar um leitor universal, não deve-se, consequentemente, pressupor que este leitor conheça a proposta e o tema da redação (e isso vale para todos os vestibulares e para diversos gêneros), ou seja, como não se deve pensar no corretor no momento de escrever o texto, este deve ser construído com frases e orações que contenham informações completas, a fim de elaborar um texto autônomo, isto é, um texto que possa ser entendido por qualquer pessoa e fora da situação do vestibular ou do ENEM; por exemplo, um texto que um parente ou amigo do candidato que não conhece a proposta possa ler e compreender normalmente e adequadamente, no qual o autor se fez entender.
O candidato deve almejar escrever do modo mais claro e objetivo possível, mas tendo o cuidado de não ser simplista. Como diria Albert Einstein, “faça tudo da forma mais simples possível, mas não de forma simplista”, ou seja, não é preciso escrever um texto todo rebuscado, com palavras difíceis e pouco conhecidas (claro que um vocabulário variado é o ideal, mas é mais seguro usar palavras que você conheça bem do que palavras que você não domina o significado totalmente), mas é fundamental redigir um texto claro, objetivo e com progressão temática, isto é, que leve o leitor para algum lugar, o lugar que o autor escolheu e não ficar “enrolando”.
Além da escolha lexical, a pontuação também é importante, pois além de organizar as ideias, os argumentos, os exemplos, as estratégias argumentativas, a proposta de intervenção social (quinta competência do ENEM), ela dita o ritmo de leitura do leitor, a entoação desejada pelo autor. Um uso equivocado da vírgula, por exemplo, pode alterar completamente o sentido de uma oração, de uma frase, de toda uma construção. É como mostrou uma peça divulgada pela Associação Brasileira de Imprensa veiculada na mídia em comemoração aos seus 100 anos de existência:
Outros itens são fundamentais em um texto na modalidade escrita formal, como por exemplo, a ausência de elementos orais e informais (gírias; palavrões nunca, mesmo que o gênero requerido seja oral) e obediência às regras de concordância nominal e verbal, regência nominal e verbal, flexão de nomes e verbos, colocação de pronomes, ortografia (muita gente ainda confunde “mas” e “mais”), acentuação, emprego de letras maiúsculas e minúsculas e divisão silábica na mudança de linha (umas das primeiras coisas que aprendemos quando estamos sendo alfabetizados e que são importantes para toda a vida).
Segundo o Guia do Participante do ENEM 2012, os desvios mais graves que podem ser cometidos na redação são a falta de concordância entre o sujeito e o verbo, períodos incompletos, descontínuos, que não são compreensíveis ao leitor, má pontuação, aquela que compromete o entendimento do texto e a presença de gírias. Já os desvios graves são a falta de concordância entre adjetivo e substantivo, regência nominal e verbal inadequada, ausência da crase ou seu uso equivocado, problemas sintáticos, desvios em palavras de grafia complexa e marcas de oralidade. Os desvios leves, finalmente, são ausência de concordância em passivas sintéticas e desvios de pontuação que não comprometem o sentido da redação.
O candidato que mostrar um domínio excelente da norma culta da língua escrita no ENEM, não apresentando ou apresentando pouquíssimos desvios leves em algumas partes do texto recebe 200 pontos; o participante que demonstrar um bom domínio, com poucos desvios leves em partes da redação recebe 160 pontos; aquele que apresentar um domínio adequado, com desvios graves e/ou leves, mas que ainda não comprometem a leitura do leitor recebe 120 pontos; o candidato mediano nesta competência é aquele que já possui uma grande quantidade de desvios graves ou gravíssimos que comprometem a leitura recebe 80 pontos; o participante insuficiente é aquele que apresenta desvios gravíssimos e graves ao longo de todo o texto, os quais comprometem muito o sentido do mesmo, recebe 40 pontos e o candidato que demonstrar não conhecer a norma culta da língua escrita não recebe nenhum ponto, ou seja, fica com 0 nesta primeira competência do ENEM.
Ao ler e ao escrever, preste atenção, reflita sobre a modalidade utilizada e busque sempre redigir um texto coeso, coerente, objetivo e claro, no qual o domínio da norma culta da Língua Portuguesa seja demonstrado.