sábado, 12 de dezembro de 2020

Aprovação ou reprovação?

 

Chegando a mais um final de ano escolar, muitos estudantes se veem no dilema dos exames – a chamada recuperação. É um bom momento para os mesmos refletirem se de fato o ano foi produtivo em termos de aprendizado, ou se, como para muitos, foi perca de tempo. Evidentemente, acentua-se o caráter de avaliar o que se sabe, se aprendeu, o que se ensinou. Não é momento de “acertar contas” entre alunos e professores, é sim, momento de repensar a forma de estudar, ensinar e aprender.
Nenhum pai deseja ver seu filho reprovado. Alguns, àqueles que menos se importam com a vida escolar de seu filho, pensam que o mesmo deve sempre ser aprovado, independente se durante todo o ano estudou ou apenas frequentou a escola. Esse comportamento é típico de pais que não acompanham a vida escolar de seus filhos.
Mas, reprovar é um ato que ninguém quer! Ninguém, independente daqueles que não estudaram! Nesse caso, deveria ser inevitável! Afinal, quando se fala em recuperação não se pensa em estudar para obter nota, mas sim, os possíveis conhecimentos que, por um motivo ou outro, durante o ano não foram possíveis. Assim, a recuperação deveria acontecer a cada novo período de aula. Mas, e a nota?
Obviamente que o conhecimento não é tido como uma medida que pode ser quantificado em números. Seria interessante se nos nossos regimentos pudéssemos avaliar por competências e habilidades. Sim, porque não posso saber o que o outro sabe, pois sou um ser diferente, capaz de aprender diferente, tenho uma história de vida diferente, etc. Ninguém aprende igual, então, ninguém deveria também ser avaliado igual.
O currículo escolar contempla várias competências e habilidades e, se pensa que, ao ser avaliado o aluno está demonstrando que aprendeu um pouco de cada coisa. Não vamos discutir currículo, pois o mesmo requer um estudo aprofundado, dado que ainda temos currículos fragmentados como no Século XVII.
Por fim, dizer que chegar ao final do ano com o sentimento de dever cumprido é muito gratificante, especialmente para o aluno que se dedicou, para o pai que apostou, a mãe que deu especial atenção e, para o professor que o acompanhou. Mas, em se tratando de reprovação, a história muda.
Desejo que todos estudantes tenham consciência de que a escola é lugar para aprender, estudar, ensinar e compartilhar o que temos de mais importante: a vida!

Os desafios dos jovens na Universidade

                               

Existe uma relação muito oportuna entre o Jovem e a universidade: a Universidade é o local, por assim dizer, de gente jovem! Não apenas jovens de idade, mas jovens que estão lá (ou logo, alguns vão estar) em busca do conhecimento – mola propulsora do mundo e da humanidade. Nesse ano não poderia ser diferente. Muitos jovens após os processos seletivos universitários vão migrar para outras cidades em busca de formação nas universidades.
Ir para uma Universidade não é apenas migrar para estudar. Naturalmente outros processos vão acontecendo e deixando-se acontecer, enquanto se estuda e se prepara profissionalmente. Entre alguns, podemos citar: o namoro, as baladas, as crises emocionais (distante de casa), a escassez de recursos financeiros, novos relacionamentos, etc., quando, em alguns casos, até a droga é apresentada.
É um mundo diferente de tudo o que foi vivido até o momento. Cito, por exemplo, um certo “paternalismo” dos professores e pais quanto às atividades desenvolvidas nas escolas. Agora, na Universidade terminou! É momento de ser autônomo, de ler, de pesquisar, de fomentar o espírito crítico e as criações tecnológicas, humanas, científicas. O contato com outros se passa mais pelo que se faz do que, necessariamente, pelo que se está sentindo.
Mas, um grupo de bons amigos sempre é um ponto fundamental de apoio. Por mais que, muitos jovens, por causa do grupo de amigos, acaba se desvinculando de valores fundamentais, que agora não lhe são mais importantes. Amigos na Universidade se faz pelo processo de conhecimento ou pelas carências de afetividade (algo em comum entre muitos que saem de casa para estudar).
E os pais que ficam? Necessariamente podem incentivar os filhos a se desenvolverem, a ter o seu próprio “bater de assas”. Nunca os pais devem deixar que a falta dos filhos para si, seja mais forte do que o desejo dos filhos em estudar. Os pais não podem limitar os sonhos de seus filhos!
Enquanto isso, para quem ainda não foi para a Universidade, é importante desde os primeiros anos de Ensino Médio ir se preparando para a conquista do espaço e, principalmente, para as mudanças citadas acima.
Fui professor de muitos que nesse 2018 estarão espalhados pelo Brasil. Desejo a todos estudantes e estendo meus votos de sucesso para àqueles que serão meus alunos.
O desafio está lançado! Pais, apoiem seus filhos! Filhos, agora acadêmicos, tragam da Universidade um conhecimento socialmente válido, útil, e de extrema importância para a vida de vocês, sua família e para toda sociedade.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2020

O uso da internet: conhecimento e consciência

 

Um filósofo do Séc. XVII, chamado Francis Bacon, escreveu assim: “Saber é Poder!”. Diante dessa premissa, nossas melhores intenções de ensinar e aprender se repetem dia após dia em sala de aula. Os professores estão empenhados em melhor ensinar, utilizando métodos que, às vezes, nem tanto modernos como deveriam ser, mas, com métodos que aproximam os estudantes de seu objeto de investigação: o Conhecimento! Nesse emaranhado de possibilidades, está inserido o uso da internet.
A internet, por assim ser popularizada, não passa de uma rede de trocas. Nela circulam negócios, relacionamentos, informações, etc. Mas a grande questão é: Como transformar essas informações em conhecimento? Esse é o maior desafio enfrentado pelos professores, pais e alunos quando da inserção do uso da internet em sala de aula.
A vontade de inserir às vezes, é superada pelo medo do que poderá produzir. De toda forma, ainda não se tem um modelo que forme professores voltados para a utilização dessa ferramenta de apoio pedagógico que é a internet.
Em muitas escolas, os recursos pedagógicos relacionados com a área da informação e tecnologia, são deixados de lado. Falta profissionais da educação formados na ótica do uso consciente da internet.
Para agravar ainda mais essa situação, temos professores “analógicos” trabalhando com uma geração de crianças “digitais”; ou seja, ensinar apenas com o quadro e o giz é tarefa superada. Ah! É tarefa para país de terceiro mundo! Se queremos continuar a fazer do Brasil um deles, precisamos continuar a insistir na metodologia do quadro e do giz.
Alguns professores já estão dispostos à inserção das tecnologias, mas ainda mantém um sentimento de recusa quanto às redes de relacionamentos, aos comunicadores instantâneos, até mesmo à jogos que desenvolvem a criatividade das crianças e jovens.
Em algumas Universidades o uso da internet é bloqueado durante as aulas. Será que resolve o problema da falta de leitura? Ou será que estamos bloqueando uma nova forma de leitura? No entanto, sem o acesso ao conhecimento fica fácil “engolir” algumas “verdades” sempre contadas (mesmo que hoje já não se sustentam mais).
Em todo caso, precisamos aprender a ser livres. O uso da internet consciente não vem por meio de imposição de regras, bloqueio de sites, etc., mas do uso livre, pesquisando, debatendo, discernindo sobre o que é bom e o que é malfazejo em questão de conteúdo de internet. A liberdade é a condição!
Assim, te convido à acessar blogs, redes sociais, utilizar comunicadores instantâneos, participar de fóruns, etc., para que, quando voltares para o ano letivo, aos poucos vá introduzindo em seu fazer pedagógico as novas tecnologias, em especial, o uso da internet com consciência e gerando conhecimento.

Para ser feliz

Ser Forte

Aprendi - William Shakespeare

A vida - Mario Quintana