quinta-feira, 25 de julho de 2019

Dinâmica de Grupo Divertida

Recebi vários e-mails perguntando se há dinâmicas de grupo para trabalhar o egocentrismo e individualismo dos alunos, que insistem em pensar apenas em si próprio e não nos outros.
Os seus alunos não conseguem realizar trabalho em equipe? Vivem desrespeitando uns aos outros? Não conseguem pensar e trabalhar de forma coletiva? O relacionamento do grupo é sempre conturbado e tenso ?
grupos
Sim, as dinâmicas de Grupo podem auxiliar na resolução destas questões.
Aqui vai uma dica de dinâmica de grupo para você aplicar já na próxima aula.
Esta dinâmica de grupo chama-se “Terremoto”, é muito divertida e faz todos os alunos interagirem e se movimentarem.
O objetivo desta dinâmica de grupo é promover a reflexão sobre o trabalho de equipe e a coletividade em prol de um objetivo em comum.


Desenvolvimento da dinâmica “Terremoto”:
Local: Espaço livre para que as pessoas possam se movimentar, mas quanto menor o espaço mais trombadas.
Participantes: Devem ser múltiplos de três e sobrar um. Ex: 22 (7×3 = 21, sobra um)
Desenvolvimento: Dividir em grupos de três pessoas, lembre-se que deverá sobrar um. Cada grupo terá 2 paredes e 1 morador. As paredes deverão ficar de frente uma para a outra e dar as mãos (como no túnel da quadrilha da Festa Junina), o morador deverá ficar entre as duas paredes. A pessoa que sobrar deverá gritar uma das três opções abaixo:
1 – MORADOR!!! – Todos os moradores trocam de “paredes”, devem sair de uma “casa” e ir para a outra. As paredes devem ficar no mesmo lugar e a pessoa do meio deve tentar entrar em alguma “casa”, fazendo sobrar outra pessoa.
2 – PAREDE!!! – Dessa vez só as paredes trocam de lugar, os moradores ficam parados.
Obs: As paredes devem trocar os pares. Assim como no anterior, a pessoa do meio tenta tomar o lugar de alguém.
3 – TERREMOTO!!! – Todos trocam de lugar, quem era parede pode virar morador e vice-versa.
Obs: NUNCA dois moradores poderão ocupar a mesma casa, assim como uma casa também não pode ficar sem morador. Repetir isso até cansar…
Conclusão: Como se sentiram os que ficaram sem casa? Os que tinham casa pensaram em dar o lugar ao que estava no meio? Passar isso para a nossa vida: Nos sentimos excluídos no grupo? Na Escola? No Trabalho? Na Sociedade?
Sugestão: Quanto menor o espaço melhor fica a dinâmica, já que isso propicia várias trombadas, porém torna a dinâmica de grupo muito mais divertida!!!
Tempo de aplicação: 30 minutos
Quando aplicar esta dinâmica de grupo na sua sala de aula, não esqueça de passar por aqui e deixar seu comentário também.


Gostou desse dinâmica, então curta, comente e compartilhe!

A Vida é um Show

O menestrel - William Shakespeare

Regras e limites: quando negociar e quando impor?

Vamos deixar uma coisa bem clara: nós pais, adultos, decidimos e ditamos as regras. Os filhos, crianças, obedecem e cumprem o que for determinado. Parece autoritário? Podemos amenizar. Nós, adultos, chamamos os filhos para uma conversa e, junto com eles, após ouvi-los e expormos os nossos argumentos, determinamos o que será realizado. Estamos todos de acordo?


Pois bem. E quando o que está em jogo é o futuro da criança, a escolha da escola, dos cursos extras e esportes nos quais ela será inscrita, temos o direito de impor o que achamos o que é melhor para ela ou devemos deixá-la livre para decidir por si mesma de acordo com suas vontades? Está aberto o debate.


No post “O poder de escolha e onde ele pode nos levar”, contei que impus o estudo diário de teclado a uma Ana Beatriz não tão fã assim de praticar (prefere mil vezes alimentar seu ovo virtual à la Tamagotchi no Ipad e montar cidades no Fantasy Town). Alguns pais argumentaram que talvez ela não esteja suficientemente motivada, prefira outro instrumento ou, ainda, que obrigá-la a estudar algo que não gosta vai traumatizá-la, fazendo-a odiar teclado. Armazene essas informações.


Talvez tenha faltado dizer que já experimentamos de tudo. Ana Bia é eclética. Aos 9 anos, tem no currículo atividades extras de natação, balé, iniciação musical, acrobacia aérea, dança criativa, teatro, ginástica rítmica, ginástica artística e, este ano, as novidades coral, teclado e inglês. Na lista dos seus quereres ainda constam: xadrez, “Mamãe, me inscreve? Gosto tanto de jogar com a Malu”, robótica, “A Fulana é a única menina da turma que faz, eu queria também”, vôlei, “É muito, muito legal!”, violão, “Eu quero ser cantora sertaneja, preciso aprender violão”, tênis e francês.


Não, ela não fez todos os cursos ao mesmo tempo. Foi um entra e sai dos diabos. O teclado ela queria muito, muito mesmo. Não quer mais. Teatro fez um ano, pediu para sair, este ano quis voltar, voltou. Natação já parou várias vezes por diferentes motivos. Balé, idem: em Porto Alegre amava, no Rio, odiou a nova escola e pediu para sair. Entrou na dança aérea, uma espécie de acrobacia com tecidos, se apaixonou. Cursou dois anos, viemos para São Paulo, parou. Para compensar, inscreveu-se nas ginásticas rítmica e artística, não curtiu a primeira, optou pela segunda e segue firme. Muito bem.


Experimentar faz bem e até agora fui bem condescendente com seus apelos e ela com as nossas mudanças de cidade. Conversamos bastante, medimos prós e contras e, em geral, Ana Bia acata bem meus argumentos se dispondo a tentar, eu cedo quando percebo que seu desgosto é genuíno. E lá se foi a primeira infância nessa adorável montanha-russa de experimentações.


Agora, acredito que já tenho um panorama claro do que ela gosta, não gosta, tem aptidão ou não. Enxergo o cerne dos problemas e vontades de desistência e o que é o melhor para ela. Como no ano passado, quando implorou dezenas de vezes para que eu a trocasse de escola. Estava claro para mim que a escola não era o problema, mas situações desagradáveis vividas ali. Mudou a turma, mudaram as amigas, este ano está adorando, idolatrando o colégio, não quer faltar nem quando está doente.


Nós, pais, temos que desenvolver esse olho clínico, saber avaliar o que é um desejo ou problema momentâneo, impulsivo, ou uma questão realmente prejudicial. Temos que ajudar nossos filhos, também, a criar esse discernimento. Chutar o balde é mais fácil, mas não é a melhor solução. Abandonar o teclado porque está difícil conciliar a mão dos acordes com a da harmonia não a levará a tocar perfeitamente violão, tão logo troque um instrumento pelo outro. Em ambos os casos, a perfeição virá com o treino. Não há milagre.


O que estou fazendo é dificultando a desistência, incentivando a persistência, exigindo retorno de investimento, comprometimento. Fiz um trato com a Bia: se até o fim do ano ela se dedicar ao teclado, mostrar esforço, superação e, principalmente, constância, eu a matriculo no violão. E prometi: vou fazer de tudo para que consiga trocar de instrumento. Mas não, não negocio os termos. Nem vou facilitar.


O que aplico aqui em casa como princípios e regras não negociáveis:


- Você pode fazer o que quiser nessa vida, mas tem que fazer bem feito. Dar o melhor de si se aplica também ao que você não tem escolha. Adote a excelência como padrão.

- Foque e faça bem feito da primeira vez. Fazer de qualquer jeito é pedir para ter retrabalho e é uma grande perda de tempo. Poupe-se. A vida é curta.


- O ideal (assim com o sucesso) não é facilmente alcançável, você precisa arregaçar as mangas e lutar por ele. Ninguém vai fazer isso por você.


- Quer aplauso? Mereça-o.


- O que você já sabe fazer sozinha, faça-o. Se não souber, tente. Se realmente não conseguir, conte comigo. Não peça ajuda sem se esforçar antes.


- Errar é humano, só não erra quem não tenta. Mas não aceite um erro como um limitador. Para acertar, descarte todas as tentativas que não deram certo. Seja criativa e, se possível, divirta-se no processo.


- Dificuldades existirão na escola, no mercado profissional, no casamento. Enfrentá-las e superá-las é um caminho engrandecedor. Desistir é tão somente um caminho.


- O conhecimento está ao alcance de todos. Mas só aqueles que o procuram, encontram-no.


- Motivação não cai do céu nem vem de fora. Encontre-a dentro de você. Esforce-se para se motivar, tente de várias maneiras se adaptar ao que você não gosta ou ao que não é tão fácil quanto gostaria, não espere que a mamãe aqui (ou quem quer que seja) pegue dois pompons e fique rebolando e pulando do seu lado para então se mexer.


- Quer pense que pode, quer pense que não pode, você está certa.


- Não está gostando? Dê-se um prazo. Longo. Não uma ou duas aulas, não um ou dois meses, mas um ano, 365 dias. Teste seus limites, dê o seu melhor, supere-se, vá além. A vida é uma escadaria sem fim. Viva degrau por degrau. E encontre na subida motivos para ser feliz.


E você, quais são as regras inegociáveis na sua casa?

O imediatismo da nova geração

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Eles querem resultados imediatos. Agora, já. Se possível, pra ontem. Esperar a plantinha crescer? Ai, que chato. Você planta o feijão no algodãozinho, rega. “Mãe, rompeu a casca!”, é a emoção primeira. Incrível. No segundo dia, nasce um brotinho. Legal. No terceiro, a raiz sai pra fora, “vem ver filha!”. Ârrã. No quarto, a criança já não quer regar, nem lembra que o vasinho existe. A planta cresce, ganha um derradeiro olhar benevolente. E a partir daí, haja criatividade da mãe para fazer o experimento continuar interessantíssimo.
É fato: está cada vez mais difícil prender a atenção da garotada usando os métodos que já conhecemos até aqui. Isso ficou claro pra mim no último final de semana, quando presenciei uma cena engraçada num aniversário infantil realizado no Museu de Ciências e Tecnologia da PUC/RS, em Porto Alegre. O lugar é incrível, a organização nota 10 e o acervo de deixar qualquer um embasbacado. Tem tanta coisa pra ver e experimentos para interagir que você pode reservar uma tarde inteira para a visita e vai ser pouco. Mesmo assim, notei monitores rebolando para fisgar os olhares. Falta de preparo? Absolutamente.
Simplesmente, a ansiedade infantil pelo que ainda não se viu supera o prazer de se entregar ao que se está vendo. Há um desinteresse crônico pelo que se tem na mão em prol do efêmero. As crianças de hoje consomem informação e a digerem numa velocidade atroz, está cada vez mais difícil satisfazê-las. Como captar o interesse dessa geração que está sempre a um clique da instantaneidade?
Nossa equipe tinha 12 minicientistas. Cada um recebeu um colete de explorador e orientações para a expedição. Quanta emoção! Impossível conter a euforia diante da visão do gigantesco esqueleto de baleia, em tamanho natural, logo na entrada. De plataforma simuladora de terremoto a vulcão em erupção, era de se supor que os pequenos ficassem vidrados, hipnotizados pelas invenções, teorias e espaços interativos. E eles ficavam. Por dez segundos. Depois disso, uma espécie de bicho carpinteiro virótico irrompia e pernas pra que te quero.
A cena que me marcou foi a seguinte. Pena que não filmei. Já estávamos lá pelo segundo andar, o guia ficou ao lado de uma geringonça com eletrodos. A meninada em volta, feito formiga no mel. “Esta estação mostra como, a partir deste gerador, a lâmpada acende. Este fio conduz a energia elétrica, ao apertar neste botão, o...”. E a criançada saiu correndo para o próximo experimento. Ficamos eu e o monitor lá, nos olhando, eu com a minha cara de espanto, ele com o dedo no interruptor e o sorriso amarelo. E a luz acesa entre nós. Rimos.
Tudo bem, crianças são assim mesmo, a média de atenção vai aumentando com a idade. Não espere que seu filho de 2 anos vá suportar um filme de duas horas no cinema como uma criança de 7. Mas tenho notado que os pequenos têm tido cada vez menos paciência. Minha filha, por exemplo, tem 9 anos e a capacidade de suportar algo que não desperte seu interesse imediato é praticamente nula. E mesmo quando desperta, logo já quer outra coisa. A ponto de chegarmos na pracinha e ela perguntar: “O que vamos fazer depois daqui?”. Vale para tudo: jogos, passeios, estudos.
Será que foi sempre assim? Fiz essa pergunta à minha mãe, se eu e meus irmãos éramos insaciáveis por novidades, difíceis de contentar e de (muito) fácil dispersão. Ela disse que não, ficávamos horas entretidos na mesma brincadeira. E fez uma observação interessante: tínhamos menos opções e estímulos. Os brinquedos eram poucos, mais manuais do que mecânicos. Os jogos em grupo, em geral, predominavam. A interação entre crianças era menos supervisionada, o que dava margem à experimentação genuína, à tentativa e erro, ao autodesafio. Ninguém fazia por você. A infância era um grande show de “se vira nos 30”. Crescer exigia paciência, persistência e foco.
Hoje tudo se tornou descartável, da boneca nova que fascina por uma tarde e no dia seguinte é abandonada ao aplicativo baixado hoje substituído por outro amanhã e outro e outro, a coisa não tem fim. Há um “novo melhor amigo” a cada semana. O álbum da Copa, há crianças colecionando o terceiro exemplar. Completaram o primeiro tão rápido, com tamanha avalanche de pacotinhos comprados pelos pais, que a editora logo se antenou e lançou uma versão em capa dura. Agora há também uns tais cromos. Daqui a pouco vão inventar figurinhas em forma de biscoito para saciar tamanha compulsão juvenil.


Fico pensando nos profissionais do futuro. Um cirurgião tem que ter a máxima concentração, precisão absoluta. Quem vai assumir esse tipo de missão? E como ficarão os relacionamentos sem o lento desvendar dos corações? Com cada vez menor esforço físico e mental, as respostas surgem feito mágica, alimentos pré-cozidos pulam etapas de preparo, nem os mapas necessitam ser desbravados, tornaram-se GPS e antecipam-se às nossas dúvidas alertando-nos: vire à direita, à esquerda, você chegou ao seu destino. Chegamos mesmo? Parafraseando minha filha, “Para onde iremos depois daqui?”.

Geração de distraídos


Não sei como é na sua casa, mas aqui a menor distância entre dois pontos não é uma linha reta. Se minha filha está na sala vendo TV e digo para ir escovar os dentes, no circuito entre sair do sofá e cruzar a porta do corredor, ela vai parar no quarto. Às vezes parece que há uma espécie de portal mágico que, ao ser ultrapassado, leva a pessoa para outra dimensão. Ana Bia simplesmente tem uma enorme dificuldade de focar e cumprir uma ordem sem se distrair. Criei até um jargão usado em momentos de pressa, quando peço algo e não tenho tempo de resgatá-la da dispersão: “Sem desvios!”.

Eu achava que era uma característica particular, mas conversando com outras mães constatei que é um problema universal nas crianças de hoje: começar e não finalizar. O pijama é dobrado, mas não guardado. O jogo é montado (tabuleiros e peças), mas não jogado. O aplicativo é baixado e deixado de lado. Às vezes até mesmo uma frase fica incompleta no ar, em meio a pensamentos voadores. “O que eu ia falar mesmo?”, ouço com frequência. O que muito me assombra, afinal, problemas de memória não são típicos dessa idade.

O analista de dados e blogueiro Paul Lamere, especializado em música e tecnologia, faz uma análise interessantíssima sobre o comportamento atual dos jovens. Nas palavras dele: “O botão de pular (Skip) é agora uma grande parte da experiência geral de escuta. Não gosta de uma música? Passe para a próxima. Nunca ouviu? Passe para a próxima. Já ouviu? Passe adiante. O Skip ainda desempenha um papel na forma como nós pagamos por música. Na maioria dos serviços de assinatura, se quiser a liberdade de pular uma faixa sempre que quiser, você precisa ser assinante premium, caso contrário será limitado a uma meia-dúzia de pulos por hora”. Ou seja, nem as canções estão sendo ouvidas até o final.

Ele teve acesso a dados do Spotify, serviço de música digital, sobre o quão frequente as pessoas “pulam” de uma música para outra. Chegou a números impressionantes: 24,14% usam o botão “skip” nos primeiros 5 segundos. Ou seja, mal começam a ouvir e já trocam. Aguentam até 10 segundos de uma mesma faixa, 28,97% e até 30 segundos, 35,05% dos ouvintes. E agora pasmem: 48.6 % (quase a metade!) dos usuários do site desistem da música antes dela acabar. E passam para a próxima. Segundo Lamere, os jovens adolescentes têm a maior taxa de “salto”, bem acima dos 50%.

Estaremos todos viciados em novidades a ponto de não sabermos mais viver o momento? Qual a diferença entre olharmos freneticamente para todos os lados sem focar em nada e sermos cegos?

É um círculo vicioso: a falta de foco gera o costume de fazer pela metade que gera a preguiça de fazer por inteiro e com qualidade. Resultado? Retrabalho. Perde-se o dobro do tempo para refazer algo que poderia estar pronto (e bem feito) logo da primeira vez. Outra consequência da ansiedade pelo que está por vir: uma constante insatisfação. Se a gente nunca termina nada, nada é fruto do nosso trabalho, logo, não temos do que nos orgulhar. Talvez por isso haja, na geração dos nossos filhos, essa sede por aplausos e elogios gratuitos. E nós os aplaudimos!

Segundo a chinesa-americana Amy Chua, em seu polêmico livro “O Grito de Guerra da Mãe Tigre”, a diferença entre mães orientais e ocidentais é que para as primeiras a infância é um período de treinamento e para as ocidentais, uma fase idílica onde deve-se deixar as crianças curtirem à vontade. Bem, não sou chinesa, mas adotei em parte o conceito do treinamento. No quesito ‘foco’, estou em plena campanha por melhorias aqui em casa. Ipad e TV ao mesmo tempo? Não pode. Tem mais de duas coisas pra fazer e não sabe por onde começar? Anote e siga a lista. Recebeu uma missão e sentiu impulso de desviar? Repita em voz alta o que é para ser feito e só silencie depois de cumprir.

Para não colocar pimenta apenas nos olhos dos outros, parei para observar a mim mesma. Quantas vezes, ao longo do dia, desfoco para dar uma conferida nas redes sociais e e-mails? Várias. Tudo bem, é instrumento de trabalho. Mas não tem desculpa, é distração igual: além das mensagens profissionais trocadas, em geral escorrego para dar uma olhada nos posts dos amigos, interagir, comentar. Quanto tempo do meu dia útil perco nessa distração? E do mês? Melhor ficar atenta. E não só cobrar, mas também dar o exemplo.
E na sua casa, como é?

9 dicas para um volta às aulas mais tranquilo

É isso. As férias de julho chegaram ou estão chegando ao fim. Uns soltam rojões de felicidade, enquanto outros começam a chorar só de pensar em voltar à rotina escolar.
No caso de criança pequena, quase sempre rola uma ansiedade, seja para o bem ou para o mal.
Se o seu filho não está suuuper animado para voltar pra escola, seguem algumas dicas que já foram testadas e aprovadas aqui em casa. Vai que funciona por aí também :)


  1. Ir preparando a criança
    Acho que, por menor que seja seu filho, alguns dias antes do início das aulas, já dá pra ir falando com ele sobre o assunto. Pegá-lo de surpresa, tipo “está aqui sua lancheira, vamos pra escola”, pode deixá-lo ainda mais desanimado, não?
  2. Sair pra comprar material escolar
    No caso de crianças maiorzinhas, um bom jeito de ir preparando o terreno para retomar a escolar é visitar uma livraria/papelaria bacana e sair de lá com lápis, caderno, apontador...
  3. Tudo novo!
    Lembro até hoje como eu amava ir comprar o material escolar, especialmente na hora de escolher a capa do caderno novo.
  4. Ir voltando gradualmente à rotina
    Mas convenhamos que de nada adianta um estojo novinho se a criança continua em ritmo de férias, com hábitos como dormir e acordar tarde. Pelo menos em casa, a gente tenta ir voltando aos poucos aos horários do período letivo.
  5. Visitar a escola antes ou relembrar o semestre anterior
    Se o seu filho está começando em uma escola nova, talvez seja uma boa ideia levá-lo para fazer uma visitinha ao local antes de as aulas começarem efetivamente. Essa pode ser uma boa maneira de ele ir se ambientando e se acostumando com a ideia. Se for a mesma escola, vale relembrar algumas das atividades das quais seu filho mais gostava na rotina escolar, como determinada brincadeira, a hora do lanche ou jogar bola com algum amigo específico.
  6. Desenho ou diário
    Na véspera da retomada das aulas, que tal relembrar um pouco de como foram as férias? Seu filho pode fazer um desenho ou, se souber escrever, um minidiário, com as coisas mais legais que ele fez no período. Já fiz isso com o Theo e ele ficou empolgadão para levar pra escola o desenho sobre um passeio que fizemos.
  7. Hora de bolar o lanche
    Pedir para criança ajudar na hora de fazer o lanche já é, por si só, um hábito pra lá de saudável. Dessa maneira, ela estará mais consciente do que vai encontrar na lancheira nos próximos dias. Sabendo de seu papel na escolha, vai acatá-la com mais facilidade, inclusive alimentos mais saudáveis.
  8. Quando eu era criança...
    Contar de quando eu era criança sempre gera interesse em meus filhos - especialmente no Theo, que me faz 395 mil perguntas sobre a época. Acho que super vale tirar do baú alguma história boa sobre como foi legal voltar para a escola naquele ano... Toques de imaginação são bem-vindos, assim como uma leve floreada na realidade. :)
  9. Um pedaço de casa
    Deixar seu filho levar um de seus brinquedos para a escola (se isso for permitido, claro) pode ser um jeitinho de fazê-lo se sentir mais tranquilo, já que está acompanhado de um pedacinho de seu "porto seguro", ou seja, sua casa.