terça-feira, 23 de julho de 2019

Violência escolar

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Toda semana são noticiados casos de violência nas escolas brasileiras. Infelizmente, o problema não é um exagero criado pela mídia, mas sim uma realidade enfrentada diariamente por milhares de professores das redes pública e privada.
Dentre os casos mais comuns de violência, podemos citar as ameaças feitas por alunos a professores, sobretudo a respeito de baixo rendimento escolar. Uma nota abaixo da média nem sempre é entendida como um alerta para que o aluno melhore e estude com mais afinco: para muitos estudantes, a nota é compreendida como ofensa pessoal. Alguns ficam no enfrentamento verbal, enquanto outros partem para agressão física ou danos a bens do professor, sobretudo carros (pneus furados são os relatos mais comuns). Depredações a patrimônios da escola e arrombamentos de salas também integram o vasto rol de atitudes violentas no ambiente escolar. O tipo de violência mais comum, entretanto, se dá entre os próprios estudantes.
Apesar de a violência física estampar um número muito maior de manchetes, é a violência moral que mais assusta aos professores de todos os níveis de ensino, desde o Infantil ao Superior. Xingamentos, gestos obscenos, perturbações, indisciplina. Problemas que atrapalham o andamento das atividades pedagógicas e os relacionamentos dentro da escola. Os casos de bullying – a violência moral entre os próprios alunos – também chocam educadores e familiares, inclusive ultrapassando os muros da escola e chegando ao ambiente virtual, onde situações vexatórias de alunos podem ser acessadas por qualquer pessoa.
Apontar as causas para a violência no ambiente escolar é uma tarefa árdua, que demanda uma grande quantidade de informações, estatísticas, pesquisas e, até mesmo, suposições. Problemas familiares, de relacionamento, baixa autoestima, falta de segurança, drogas, pouca participação dos familiares, exclusão social, entre outras, são algumas das possíveis origens para a violência. Na realidade, situações violentas no âmbito escolar espelham os problemas sociais e o clima violento presentes no País e no mundo.
Contudo, sabe-se que a solução para a violência não está unicamente na repressão, mas sim num projeto político-pedagógico que contemple outras instâncias além do ensino-aprendizado. É preciso envolver os familiares, a comunidade e o poder público para que o problema seja discutido e novas ações sejam planejadas para minimizar o problema. Afinal, não é somente na escola que aprendemos novos valores e perspectivas.
Uma das soluções encontradas pelas escolas é envolver, cada vez mais, os alunos em projetos fora da sala de aula, que tornem a experiência acadêmica muito mais ampla e prazerosa do que o ensino tradicional. É preciso que o professor esteja ciente de que, por vezes, se a classe vive situações conflituosas, vale mais a pena estimular uma conversa do que ministrar uma aula que não será bem aproveitada. Se o aprendizado do conteúdo é importante, fundamental mesmo é promover a criação de laços de solidariedade entre a comunidade acadêmica, fornecer subsídios para o exercício pleno da cidadania e preparar os estudantes para uma vivência ética em sociedade.


* Profª Drª Lideli Crepaldi – psicóloga e professora na Universidade de São Paulo (USP), na Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS) e no Centro Universitário Fundação Santo André, e sócia do SINPRO ABC

Família e escola ou família versus escola?

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Já dizia o ditado popular: “Quem não está a meu favor, está contra mim!”. Quando discutimos a relação que se estabelece entre família e escola, muitas pessoas tem por base esse ditado. No fundo, enquanto muitos buscam uma relação harmoniosa, transparente e de complementaridade, outros, buscam criar e acentuar o conflito.
Não é novidade que, tanto a família quanto a escola são instituições sociais que estão em constante mudança. Só não percebe quem ainda acredita que, mesmo que a vida social mude, essas instituições não devem abrir mão dos valores tradicionais. Essa é a questão: os valores aprendidos na família e na escola dão conta das mudanças sociais?
Em busca de uma possível resposta, deveríamos buscar um consenso, e não acentuar o conflito!
Se sabe bem que a instituição família é sim, no momento atual, um espaço que concentra muitas formas de pensar. Passou-se de um modelo paternalista para um modelo pluralista de ideias. Tanto a mulher quanto os filhos ganharam espaço de fala e participação na economia familiar. Fora isto, percebe-se a construção de novos modelos familiares, como por exemplo, as famílias homoafetivas.
De outro lado, a escola enquanto uma instituição educativa que reproduz a ideologia do Estado, portanto, interesses da classe dominante. A escola, no momento atual, se encontra perdida entre muitas ideologias. De um lado a responsabilidade de um ensino mais crítico, de outro, a necessidade da profissionalização e preparação para o mercado de trabalho.
O que está acontecendo é que, nessas mudanças, tanto na escola quanto na família (pensando numa relação de complementaridade), cada instituição deveria assumir o seu papel quanto ao ensino dos valores. À família, valores disciplinares; à escola, valores científicos. Isso é nítido! Também fica claro que, quando uma das instituições não cumpre efetivamente o seu papel, cria um conflito com a outra. Até quando isso irá acontecer?
Será que não está na hora de as duas instituições buscarem alternativas do cultivo de valores desenvolvendo uma parceria? Pensar isolado, não estará produzindo um sujeito (seu filho, por exemplo) com crise de identidade? Ou pior, a falta de harmonia entre essas duas instituições, não estará produzindo tanto um modelo de família, quanto um modelo de escola desprovido de valores fundamentais? Enquanto isso não se resolve, cada um faz o que pensa ser o certo, às vezes, numa relação de complementaridade, outras, de conflito.


(Rudinei Barichello Augusti - Professor de Filosofia)

Os 10 mandamentos do otimismo

Acredite em si mesmo - Mensagem de Otimismo

Os bons tempos

Tenho uma tendência a acreditar que tudo era mais intenso antes, tanto o amor quanto a arte e também a rebeldia.

A vida era melhor antes ou é melhor hoje? Quem faz parte do time dos nostálgicos não pode perder Meia-Noite em Paris, em que Woody Allen faz não só uma homenagem à mais linda cidade do mundo como também uma reverência aos efervescentes anos 20, quando grandes autores, músicos e pintores foram protagonistas da Era de Ouro do cenário artístico europeu.

Tenho uma tendência a acreditar que tudo era mais intenso antes, tanto o amor, quanto a arte e também a rebeldia. Ao mesmo tempo, sei que houve um antes desse antes, igualmente reverenciado. O personagem Gil (Owen Wilson), homem do século 21, não se conforma com a sociedade vazia e consumista de hoje, da mesma forma que a personagem Adriana (Marion Cotillard), musa dos anos 20, sonha em voltar para a Belle Époque, que teve seu auge em 1890.

Por sua vez, os artistas da Belle Époque não se davam conta da revolução que estavam promovendo naquele final do século 19 e afirmavam que prefeririam ter vivido durante a Renascença: o passado sempre parece mais consistente do que o presente.
Não há dúvida de que só um olhar distanciado pode nos dar a verdadeira dimensão do encanto que há nos dias que correm. Quando comparamos hoje com ontem, suspiramos ao lembrar de uma época em que tudo parecia menos superficial, em que a violência e a poluição não faziam parte das discussões, em que a tecnologia não pasteurizava a arte e não havia a patrulha do politicamente correto.

Lembro que, há alguns meses, assisti ao documentário Uma Noite em 67 (que traz imagens do Festival da Canção da TV Record) com o mesmo olhar saudosista do personagem do filme de Allen: 40 anos atrás, parecíamos mais modernos do que somos agora.

Mas será mesmo?

Se até hoje reverenciamos Hemingway, Fitzgerald, Picasso, Gertrude Stein, Cole Porter, Dalí e Buñuel (entre muitos outros retratados no filme), é porque a genialidade deles ultrapassou o tempo, tornando-os eternos. É comum enaltecer a significância de pessoas que inauguraram um novo mundo através de seu olhar criativo e inquieto, mas esses homens e mulheres fascinantes existem e existirão em todas as épocas.

Os atuais anos 2000 não entrarão para a história como “anos dourados” ou “anos rebeldes”, e sim como uma eletrizante era virtual, os anos que revolucionaram os contatos globais, ou seja, de alguma forma atraente os dias de hoje também farão suspirar aqueles que estiverem lá adiante, vivendo uma realidade que ainda nem supomos como será.

A humanidade jamais perderá o hábito de olhar poeticamente para trás, seja a época que for: saudade também é reciclável.


(Martha Medeiros / Jornal Zero Hora - 26 junho 2011)

Julho 2019

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Lua Nova 02 Quarto Crescente 09 Lua Cheia 16 Quarto Minguante 24


Feriados e Datas Comemorativas 

Julho de 2019

  • 01 seg - Dia de Santo Aarão
  • 01 seg - Dia Mundial da Arquitetura
  • 02 ter - Dia do Hospital
  • 02 ter - Dia do Bombeiro Brasileiro
  • 03 qua - Dia de São Tomé
  • 04 qui - Dia de Santa Isabel
  • 04 qui - Dia da Independência dos Estados Unidos
  • 06 sáb - Dia da criação do IBGE
  • 06 sáb - Dia de Santa Maria Goretti
  • 07 dom - Dia Mundial do Chocolate
  • 08 seg - Dia do Panificador
  • 08 seg - Dia Nacional da Ciência
  • 08 seg - Aniversário de Ouro Preto
  • 09 ter - Dia da Revolução Constitucionalista
  • 10 qua - Dia da Pizza
  • 10 qua - Dia do Engenheiro de Minas
  • 12 sex - Dia do Engenheiro Florestal
  • 13 sáb - Dia do Cantor
  • 13 sáb - Dia Mundial do Rock
  • 13 sáb - Dia do Engenheiro de Saneamento
  • 14 dom - Dia do Propagandista de Laboratório
  • 14 dom - Dia da Liberdade de Pensamento
  • 14 dom - Dia de São Camilo
  • 15 seg - Dia do Homem
  • 15 seg - Dia Nacional dos Clubes
  • 16 ter - Dia do Comerciante
  • 16 ter - Dia de Nossa Senhora do Carmo
  • 17 qua - Dia de Proteção às Florestas
  • 18 qui - Dia Internacional de Nelson Mandela
  • 18 qui - Dia de São Francisco Solano
  • 19 sex - Dia da Caridade
  • 19 sex - Dia Nacional do Futebol
  • 19 sex - Dia de São Símaco
  • 20 sáb - Dia do Amigo e Internacional da Amizade
  • 20 sáb - Primeira Viagem do Homem à Lua
  • 20 sáb - Dia Nacional do Biscoito
  • 22 seg - Dia de Santa Maria Madalena
  • 23 ter - Dia do Guarda Rodoviário
  • 23 ter - Dia de Santa Brígida
  • 24 qua - Dia de São Charbel Makhlouf
  • 25 qui - Dia de São Cristóvão
  • 25 qui - Dia do Escritor
  • 25 qui - Dia do Colono
  • 25 qui - Dia do Motorista
  • 25 qui - Dia de São Tiago Maior
  • 25 qui - Dia da Mulher Negra Latina e Caribenha
  • 26 sex - Dia da Vovó
  • 26 sex - Dia dos Avós
  • 27 sáb - Dia do Motociclista
  • 27 sáb - Dia de São Pantaleão de Nicomédia
  • 27 sáb - Dia do Pediatra
  • 28 dom - Dia do Agricultor
  • 29 seg - Dia de Santa Marta
  • 30 ter - Dia Internacional da Amizade
  • 30 ter - São Pedro Crisólogo
  • 31 qua - Dia do Orgasmo
  • 31 qua Dia de Santo Inácio de Loyola 

Seja bem-vindo, Julho...!!!

Que venha Julho com a força de lança no tempo, e resgate tudo e todos que ficaram no esquecimento.

Que venha Julho com a dignidade que toda alma livre da escravidão da mente, encontre a trajetória de sua vitória.
Que venha Julho com a sabedoria do instante de trinta e um dias, para convencer os justos da realidade integral da Vida.
Que venha Julho com toda a vontade de firmar compromissos, sejam passados ou atuais a quem merecer, a quem deve realmente receber com justiça espiritual.

Que venha Julho com a claridade da mente, o equilíbrio do corpo, e a serenidade das emoções por fim declarar que a verdade pode ser dura, áspera ou difícil de compreender, mas somente verdade fará da alma um ser livre e além das fronteiras do tempo.


Que venha JULHO com a certeza de um novo tempo aonde a verdade prevaleça, mesmo a custo de sua alma necessitar resgatar dívidas do seu comportamento inadequado do passado."