sexta-feira, 29 de março de 2019

A Vida é um Show

O tempo é eterno _ William Shakespeare

É aí que está o amor, a mercê de cada instante….
É a soma de todos eles que constitui o sempre.
Precisamos cuidar dele com cautela,com carinho e com muita consciência,para que possamos investir num : “para sempre” realmente feliz.Não basta sonharmos com a tal perfeita previsão:”E foram felizes para sempre…”

Precisamos antes compreender a suprema força e a intrigante fragilidade que estão contidas em cada instante deste sempre, desta eterna felicidade.
Plantar e cultivar o amor eterno é uma meta desejável, porem poucos a alcançam,
devemos pois despojarmos de todo egoísmo para aprender a também satisfazer o outro lado.

Aprender a controlar nossa vaidade pois, lumes fortes apagam o brilho do parceiro, enquanto o brilho natural de uma alma só ilumina o caminho de forma a enxergarmos melhor nossas trilhas, a ajudam o outro a guiar se em nossa direção.
O amor dividido na verdade será sempre multiplicado, pois cada partícula compartilhada cresce e toma formas infinitamente grandes, quando se divide o amor próprio passa se tornar amor a dois e não se esta mais só.

A fidelidade a teu amor é a essência do eterno pois se és fiel a teu amor nada abala nem derruba e ele te será fiel também por consequência. Se te julgas poder escapar por vezes, em uma destas vezes podes não encontrar o retorno ao teu coração.
Amar é pois o grande desejo de todos os seres, porem a perfeição e a realização está no segredo de se ter um bom cultivo instante a instante…
Plantar, cultivar e colher….
O Amor Perfeito !

O tempo é muito lento para os que esperam
Muito rápido para os que tem medo
Muito longo para os que lamentam
Muito curto para os que festejam
Mas, para os que amam, o tempo é eterno…

Amizade superficial

a_vida_e_fragil
Ando ouvindo cada vez mais pessoas reclamarem do nível de superficialidade das amizades, o grau de relevância que cada um possui na vida do outro tem se tornado muito baixo. Sinceramente, você nos últimos tempos não se pegou pensando nisso!?
Eu sim e muito. Gosto de observar o comportamento das pessoas e reparo que quando você chega para contar uma notícia ruim seja sobre o trabalho, problema na família, no relacionamento, uma dívida, enfim, não importa muito qual seja a situação difícil pela qual esteja passando, mas sim que não é boa, que é algo negativo, ruim. Daí você chega a um amigo e diz “Poxa estou tão chateada, tão desanimada.” e a pessoa desperta um interesse profundo sobre isso e pede para que você discorra sobre o que tanto lhe aflige. Você conta, em detalhes, e após ouvi-lo a pessoa simplesmente diz “Ah! É assim mesmo, vai passar.” e logo se afasta retornando as suas atividades dando uma desculpa esfarrapada qualquer para você.
E então, esse amigo nunca vai volta a lhe perguntar como está, se resolveu a situação e, muito menos, se oferecendo para lhe ajudar.
Agora vamos mudar o cenário, imagine-se contando uma situação bem legal, bem feliz, um emprego novo: uma viagem nova, um novo namorado, ou algo bacana que seu filho tenha feito. Se você chegar para essa mesma pessoa querendo contar sobre isso será que o nível de interesse dela será o mesmo!? Olha, acho que não!
E sabe porquê!? Porque a maioria das pessoas hoje em dia estão interessadas em estar melhor que você, melhor que a cunhada, melhor que a vizinha, melhor que a amiga, melhor que qualquer pessoa que esteja ao seu redor. As pessoas não se interessam em lhe ajudar a sair de uma situação difícil, pois, não é interessante para elas, porque elas precisam vencer a baixa autoestima que possuem se sentindo maior que você, se projetando sobre as dificuldades alheias.
Infelizmente, muitas pessoas estão tratando as amizades como se fossem um cristal, enquanto o tocamos de forma superficial ele resiste, mas, se apertarmos, ele quebra, nos corta, nos faz sangrar e por mais que seja colado os pedaços, nunca mais voltará a ser como antes.
Por isso, se você tem ao menos um amigo que realmente se importa com você, que escuta seus problemas com real interesse e lhe ajuda a superar juntos, dá apoio, não lhe deixando cair no fundo do poço. Saiba que este tipo de amigo é raro nos dias atuais. Portanto, cuide dele, respeite, escute com atenção seus conselhos, tente mudar, valorize essa amizade, pois, amizade profunda e verdadeira está em extinção a cada dia mais.

A imagem do post retrata isso, amizades verdadeiras são feitas de ferro sendo resistentes a qualquer dificuldade. Enquanto às amizades superficiais são como elos de gelos, quando esquenta a temperatura elas derretem e se desfazem.

Um olhar para dentro

Imagem relacionada
Sem dúvida nenhuma, esse filme merece ser visto por todos.
É um elixir para a nossa alma, um respirar profundo, um espelho diante nossas emoções.
O assunto abordado é a definição de vida, da nossa vida, nossa existência, aquela pergunta que sempre nos fazem “Quem é você?” – e a resposta vai muito além da nossa profissão, nossa nacionalidade, nossa família, a resposta vem lá de dentro, de onde, muitas vezes, não conseguimos alcançar.
As opiniões de várias personalidades sobre a vida e seu propósito, sobre o que é felicidade, sobre o caminho por onde buscar essas respostas, tudo isso você pode se maravilhar assistindo pela visão de filósofos, líderes religiosos, psicólogo, teólogo, fotógrafo, artista plástica, professor de ioga, de diversas idades, crenças, cada um com seu olhar sobre si e sobre o outro.
Eu já assisti duas vezes e sei que assistirei quantas mais meu coração pulsar para tal. A cada vista uma nova percepção sobre mim, uma frase que se encaixa perfeitamente comigo, uma emoção nova. Todas acompanhadas dessa vontade de me conhecer mais, e, por esse caminho, acabo compreendendo mais sobre o outro.
O ser humano é tão pequeno mediante a consciência de sua finitude, de que tudo que vivemos hoje um dia acabará (ou se transformará?), de que nada iremos levar de material desse lugar em que estamos, e para essa intrigante e misteriosa caminhada só levaremos nossas lembranças, as emoções sentidas, o cheiro de quem amamos, o perfume de uma flor, o gosto do beijo de quem nos ama e a sensação de que nessa vida, da qual temos consciência, nossa passagem não foi em vão – desde que fiquemos na lembrança de quem por aqui permanecerá, se formos importantes para eles, como diz o filósofo nesse filme “Se formos importados para dentro daqueles que aqui ficarem” – permanecendo em suas memórias.
A vida e a felicidade se tornam tão mais simples e acessível quando tomamos consciência de nossa pequinês e aceitamos o que ela nos deu, sem pedir muito, sendo gratos a tudo que temos e, com a esperança, de termos um tempinho a mais para desfrutar disso tudo com saúde ao lado de quem amamos, de quem importamos para dentro de nós.
Assistam. Vale (muito) a pena.

Luz na caminhada!

A lenda da flor de Lótus

Certo dia, à margem de um tranquilo lago solitário, a cuja margem se erguiam frondosas árvores com perfumosas flores de mil cores, e coalhadas de ninhos onde aves canoras cantavam, encontraram-se quatro elementos irmãos: o fogo, o ar, a água e a terra.
- Quanto tempo sem nos vermos em nossa nudez primitiva – disse o fogo cheio de entusiasmo, como é de sua natureza.
É verdade – disse o ar.
- É um destino bem curioso o nosso.
À custa de tanto nos prestarmos para construir formas e mais formas, tornamo-nos escravos de nossa obra e perdemos nossa liberdade.
- Não te queixes – disse a água -, pois estamos obedecendo à Lei, e é um Divino Prazer servir à Criação.
Por outro lado, não perdemos nossa liberdade; tu corres de um lado para outro, à tua vontade; o irmão fogo, entra e sai por toda parte servindo a vida e a morte.
Eu faço o mesmo.
- Em todo o caso, sou eu quem deveria me queixar – disse a terra – pois estou sempre imóvel, e mesmo sem minha vontade, dou voltas e mais voltas, sem descansar no mesmo espaço.
- Não entristeçais minha felicidade ao ver-nos – tornou a dizer o fogo – com discussões supérfluas.
É melhor festejarmos estes momentos em que nos encontrarmos fora da forma.
Regozijemo-nos à sombra destas árvores e à margem deste lago formado pela nossa união.
Todos o aplaudiram e se entregaram ao mais feliz companheirismo.
Cada um contou o que havia feito durante sua longa ausência, as maravilhas que tinham construído e destruído.
Cada um se orgulhou de se haver prestado para que a Vida se manifestasse através de formas sempre mais belas e mais perfeitas.
E mais se regozijaram, pensando na multidão de vezes que se uniram fragmentariamente para o seu trabalho.
Em meio de tão grande alegria, existia uma nuvem: o homem.


Ah! como ele era ingrato.
Haviam-no construído com seus mais perfeitos e puros materiais, e o homem abusava deles, perdendo-os.
Tiveram desejo de retirar sua cooperação e privá-lo de realizar suas experiências no plano físico.


Porém a nuvem dissipou-se e a alegria voltou a reinar entre os quatro irmãos.
Aproximando-se o momento de se separarem, pensaram em deixar uma recordação que perpetuasse através das idades a felicidade de seu encontro.
Resolveram criar alguma coisa especial que, composta de fragmentos de cada um deles harmonicamente combinados, fosse também a expressão de suas diferenças e independência, e servisse de símbolo e exemplo para o homem. Houve muitos projetos que foram abandonados por serem incompletos e insuficientes.
Por fim, refletindo-se no lago, os quatro disseram:
- E se construíssemos uma planta cujas raízes estivessem no fundo do lago, a haste na água e as folhas e flores fora dela?
- A ideia pareceu digna de experiência.
Eu porei as melhores forças de minhas entranhas – disse a terra – e alimentarei suas raízes.
– Eu porei as melhores linfas de meus seios – disse a água – e farei crescer sua haste.
- Eu porei minhas melhores brisas – disse o ar – e tonificarei a planta.
- Eu porei todo o meu calor – disse o fogo – para dar às suas corolas as mais formosas cores. Dito e feito.
Os quatro irmãos começaram a sua obra. Fibra sobre fibra foram construídas as raízes, a haste, as folhas e as flores.
O sol abençoou-a e a planta deu entrada na flora regional, saudada como rainha.
Quando os quatro elementos se separaram, a Flor de Lótus brilhava no lago em sua beleza imaculada, e servia para o homem como símbolo da pureza e perfeição humana.
Consultaram-se os astros, e foi fixada a data de 8 de maio – quando a Terra está sob a influência da Constelação de Taurus, símbolo do Poder Criador – para a comemoração que desde épocas remotas se tem perpetuado através das idades.

Foi espalhada esta comemoração por todos os países do Ocidente, e, em 1948, o dia 8 de Maio se tomou também o “Dia da Paz”.

Não existe dia ruim

Não existe dia ruim. Sempre há chance do dia ser feliz.
Mesmo que seja tarde. Mesmo que seja de madrugada.
Uma gentileza salva o dia. Um bife milanesa salva o dia.
Uma gola branca e engomada salva o dia. Uma emoção involuntária salva o dia.
Nunca o dia está inteiramente perdido.
Não devemos acreditar que uma tristeza chama a outra, que se algo acontece de errado tudo então vai dar errado.
Lei de Murphy não foi aprovada pela Câmara dos Deputados.
Confio no improviso, na casualidade, no movimento das cortinas na janela.
Até o último minuto antes da meia-noite, você pode resgatar o contentamento.
É uma gargalhada do filho diante da papinha, transformando a cadeira num imenso prato.
É algum amigo telefonando para confessar saudade. É sua mulher procurando beijar a orelha mandando sinais de seu desejo. É o barulho da chuva na calha, é o estardalhaço do sol na varanda. É encontrar – iniciando na tevê – um filme que adora e já assistiu cinco vezes. É oferecer colo ao seu gato. É planejar uma viagem de férias. É terminar um livro que abandonou pela metade. É ouvir sua coleção de LPs da adolescência.
É comprar uma calça jeans em promoção. É adormecer no sofá e receber a coberta silenciosa de sua companhia.
É a possibilidade feminina de passar um batom e pintar as unhas.
É possibilidade masculina de devolver a bola quando ela sobe a cerca num jogo de crianças
A felicidade é pobre. A felicidade precisa de apenas um abraço bem feito.
Sigo esperançoso.
Resultado de imagem para imagens sorrisos
Não coleciono tragédias.
Sofro e apago. Sofro e mudo de assunto, abro espaço para palavras novas, para lembranças novas.
Vejo o esforço da abelha tentando sair do vidro, e não sou melhor do que ela.
Vejo o esforço da formiga carregando uma casca de laranja, e não sou melhor do que ela.
Viver é esforço e nos traz a paz de sonhar – querer não fazer nada é que cansa.
Não existe dia que não ganhe conserto. Não existe dia morto, dia de todo inútil.
Não desista da alegria somente porque ela se atrasou.
Pode ter recebido esporro do chefe, ainda assim a hora está aberta.
Comer um picolé de limão é capaz de restituir sua infância.
Não encerre o expediente com o escuro do céu. Pode não ter grana para pagar as contas e ter que escolher o que é menos importante para adiar,
ainda assim é possível se divertir com o cachorro carregando seu chinelo para o quarto.
Quando acordo com o pé esquerdo, sou canhoto.
Não existe dia derrotado.

_Fabrício Carpinejar_

Internetês – Ameaça à Língua Portuguesa

Quem tem acesso à rede mundial de computadores‭, ‬não dispensa o‭ ‬“internetês”‭ ‬para escrever suas mensagens ou se comunicar nas salas de bate-papos virtuais‭. ‬No entanto‭, ‬o que parecia uma brincadeira de adolescente está abalando o coração‭, ‬já tão cansado‭, ‬dos professores da língua portuguesa‭. ‬O assunto também já ganhou as páginas dos jornais e tem alimentado calorosos debates entre acadêmicos‭, ‬escritores e jornalistas‭. ‬Basicamente‭, ‬o debate tem dividido os interessados entre os que são contra e os que são a favor‭. ‬De um lado e do outro existem os exagerados e alarmistas de plantão‭. ‬Entre os que são contra‭, ‬por exemplo‭, ‬um argumento bem forte é o de que o‭ ‬“internetês”‭ ‬é mais que uma degradação da língua‭, ‬um verdadeiro atentado infame a ela‭.
‬O escritor Deonísio da Silva chamou de‭ ‬“besteirol”‭ ‬o novo‭ ‬“idioma”‭ ‬e classificou o fenômeno como‭ ‬“assassinato a tecladas”‭ ‬da língua portuguesa‭. ‬Segundo o escritor‭, ‬nunca se escreveu tanto como nesses tempos de correspondências eletrônicas‭, ‬mas para‭ ‬ele estão‭ ‬“botando os carros na frente dos bois”‭. ‬Ou seja‭, ‬esses adolescentes têm acesso à internet e ao celular‭, ‬mas não à norma culta da língua escrita‭.
‬Nas palavras de Deonísio‭: ‬Os pequenos burgueses tinham internet e celular‭, ‬mas não dominavam a língua escrita‭. ‬E por isso criaram a deles‭. ‬Nada espantoso‭. ‬Também os habitantes das periferias não dominam a norma culta da língua e criam suas gírias‭, ‬devidamente circunscritas a cada grupo de usuários. Para resumir‭, ‬o escritor defende que o‭ ‬“internetês”‭ ‬é um sintoma da grave falência educacional‭, ‬que por sua vez‭, ‬gera a exclusão dos jovens ao mundo letrado ao qual só poucos têm‭ ‬acesso.
Combatendo serenamente essa tese‭, ‬Marisa Lajolo é uma das que não veem nada de grave na invenção dos adolescentes‭. ‬Ao contrário‭, ‬ela acredita que a nova escrita na Internet está promovendo um‭ ‬“surto de poliglotas”‭. ‬Na sua opinião‭, ‬o‭ ‬“internetês”‭ ‬é apenas mais uma linguagem usada pelos jovens para se comunicarem entre si‭, ‬considerados‭, ‬por ela‭, ‬poliglotas pela capacidade‭ ‬de se expressar de maneira diferente com seus pais‭, ‬professores e com os demais interlocutores da comunidade‭. ‬Dessa forma‭, ‬para‭ ‬a escritora‭, ‬isso demonstra criatividade dos adolescentes em criar um código próprio‭, ‬que reforça a identidade dos mesmos‭.‬
Sérgio Nogueira aconselhou os professores a não se assustarem‭, ‬mas procurarem conhecer a linguagem‭. ‬Ele admite que esse é um‭ ‬“fenômeno natural”‭. ‬Para ele‭, ‬o problema maior a ser atacado pelos professores é mesmo o domínio da linguagem padrão‭.‬
Há‭, ‬do outro lado‭, ‬entusiastas febris‭. ‬Pessoas afirmam que o‭ ‬“internetês”‭ ‬veio revolucionar a língua portuguesa e chegam a oferecer um‭ ‬“curso de língua de internetês”‭, ‬no qual estão traduzidas as principais expressões da‭ ‬“língua”‭ ‬num‭ ‬“dicionário”‭.‬
Seguindo o bom senso do professor Sérgio Nogueira‭, ‬alguns professores de língua portuguesa já tiveram a iniciativa de promover‭, ‬em sala de aula‭, ‬atividades com o dialeto‭. ‬Não se trata de rejeitar‭, ‬diminuindo-lhe a importância‭, ‬ou de elevar aos céus‭, ‬atribuindo-lhe poderes para‭ ‬“revolucionar”‭ ‬ou mesmo ameaçar a língua portuguesa‭. ‬Essas experiências em sala de aula têm a qualidade de reconhecer o fenômeno e explorá-lo‭,‬‭ ‬mostrando sua dimensão real‭.‬
Dessa forma‭, ‬é possível que o‭ ‬“internetês”‭ ‬ainda dê o que falar‭. ‬Mas‭, ‬com o vocabulário reduzido de que ele dispõe‭, ‬é provável que o debate‭, ‬assim como a própria vida do‭ ‬novo dialeto‭, ‬não sejam capazes de ir muito longe‭.‬
Por Karla Hansen