segunda-feira, 17 de abril de 2017

Chocolate, bom para sua dieta?

É difícil achar quem não gosta de chocolate. O problema é que, muitas vezes, ele é apontado como o vilão da dieta. Mas será que é mesmo?

Olhando para essa delícia toda, não há como pensar em resistir. O cheiro, a textura, os formatos e os tipos de chocolate são um convite à degustação.

"O chocolate é altamente antioxidante, por conta das propriedades do cacau. Ele tem polifenóis, que ajudam a desobstruir a gordura que fica acumulada nas veias, protegendo o organismo contra doenças cardiovasculares e reduzindo o colesterol ruim", explica a nutricionista Paula Castilho. O consumo, no entanto, deve ser moderado, dando-se preferência ao chocolate meio amargo, com 70% de cacau, em quantidades pequenas, em média 30g por dia.

Os ingredientes básicos do chocolate são o cacau, o leite e o açúcar. Este último é quem deixa o doce super calórico. Quem não quer engordar deve optar pela versão light do produto. Já quem tem intolerância a alguma substância, deve consumir os chocolates diets.

O chocolate também tem o benefício de amenizar momentos de ansiedade e de estresse. O triptofano, substância presente nele, ajuda o corpo a produzir mais serotonina, que é o que dá a sensação de prazer para o organismo. "Por isso que tem os chocólatras, porque eles encontram no chocolate a sensação de saciedade, de prazer mesmo", explica a nutricionista.

E chocolate que emagrece? Você já ouviu falar? O chocolate terapêutico é feito em farmácias de manipulação, contendo fitoterápicos, que são substâncias naturais que ajudam pacientes em determinados tipos de tratamentos. A novidade tem 70% de cacau, é adoçado com sucralose, um adoçante saudável, e tem apenas 12 calorias. Mas para o tratamento funcionar, seu consumo deve ser diário. Como se isso fosse um sacrifício, né?

Páscoa, tempo de chocolate

A Páscoa se aproxima, mas muitos não sabem exatamente o que se comemora na data. Dia importante tanto para cristãos quanto para judeus, a Páscoa tem diferentes significados, de acordo com as crenças religiosas. Para os judeus, ganha o sentido de libertação, na medida em que festeja a liberdade, o fim da escravidão de seu povo no Egito. Já para os cristãos o evento está ligado à ressurreição de Jesus, após a sua crucificação.

O coelho de Páscoa se insere, nesse contexto, por sua fertilidade, representando a capacidade de gerar novas vidas. E os ovos de chocolate são uma variante, adotada pelo Ocidente a partir do Séc. 19, do costume chinês de presentear os familiares e amigos com ovos de diversos tipos, hábito que se espalhou pelo mundo.

Benefícios e cuidados

Adorado por crianças e adultos, o chocolate costuma assustar quem quer manter ou diminuir seu peso, mas deve-se levar em conta seus benefícios, já que, em pequenas quantidades, só prejudica quem tem doenças específicas que impedem sua ingestão, como o diabetes.

O chocolate costuma ser um agente de melhora no humor e diminuição do estresse, pois contém substâncias que estimulam a produção de serotonina, um neurotransmissor que ajuda a combater a depressão e a ansiedade, além de estimular os centros de prazer e de bem-estar.

Há uma pesquisa recente, divulgada em fevereiro deste ano na Associação Americana para o Avanço da Ciência, que aponta o cacau, matéria-prima base para o chocolate, como elemento capaz de estimular o cérebro à medida que se envelhece. Apesar de realizado com o patrocínio de uma fábrica de doces, o estudo ganhou respaldo com testes feitos por um cientista da University of Nottingham Medical School, da Inglaterra, que comprovaram a elevação do fluxo sanguíneo em cérebros de mulheres que consumiram flavanols, substância encontrada no cacau.

Essa mesma substância havia sido apresentada por uma professora da Escola de Medicina Johns Hopkins, dos Estados Unidos, como tendo a capacidade de diminuir a aglutinação de plaquetas sanguíneas, o que reduziria o risco de bloqueio das artérias. Logicamente, os ovos de Páscoa contêm outros ingredientes, como manteiga e açúcar, que podem ser prejudiciais à saúde.

Confira abaixo o valor calórico dos diversos tipos de chocolate:

» Valor calórico/100g:
Chocolate crocante – 553 Kcal
Chocolate branco – 550 Kcal
Chocolate ao leite – 540 Kcal
Chocolate amargo – 537 Kcal

Nos chocolates light, o número de calorias é reduzido em cerca de 25%. Já os ovos diet, recomendados a diabéticos, têm uma redução bem menor, uma vez que em sua composição há acréscimo de gordura para compensar a falta de açúcar.

» Para queimar as calorias/100g:
Andando - 89 minutos, a 5 km/h
Nadando - 60 minutos de crawl, em velocidade média
Hidroginástica - 48 minutos, em intensidade média

Valores calculados para uma pessoa de 70 kg.

Se puder, aproveite as delícias do chocolate, mas lembre-se de que a moderação é, sempre, uma grande aliada, sobretudo em dias de festa.

História da Páscoa

As origens do termo

A Páscoa é uma das datas comemorativas mais importantes entre as culturas ocidentais. A origem desta comemoração remonta muitos séculos atrás. O termo “Páscoa” tem uma origem religiosa que vem do latim Pascae. Na Grécia Antiga, este termo também é encontrado como Paska. Porém sua origem mais remota é entre os hebreus, onde aparece o termo Pesach, cujo significado é passagem.

Entre as civilizações antigas

Historiadores encontraram informações que levam a concluir que uma festa de passagem era comemorada entre povos europeus há milhares de anos atrás. Principalmente na região do Mediterrâneo, algumas sociedades, entre elas a grega, festejavam a passagem do inverno para a primavera, durante o mês de março. Geralmente, esta festa era realizada na primeira lua cheia da época das flores. Entre os povos da antiguidade, o fim do inverno e o começo da primavera era de extrema importância, pois estava ligado a maiores chances de sobrevivência em função do rigoroso inverno que castigava a Europa, dificultando a produção de alimentos.

A Páscoa Judaica

Entre os judeus, esta data assume um significado muito importante, pois marca o êxodo deste povo do Egito, por volta de 1250 a.C, onde foram aprisionados pelos faraós durantes vários anos. Esta história encontra-se no Velho Testamento da Bíblia, no livro Êxodo. A Páscoa Judaica também está relacionada com a passagem dos hebreus pelo Mar Vermelho, onde liderados por Moisés, fugiram do Egito.
Nesta data, os judeus fazem e comem o matzá (pão sem fermento) para lembrar a rápida fuga do Egito, quando não sobrou tempo para fermentar o pão.

A Páscoa entre os cristãos

Entre os primeiros cristãos, esta data celebrava a ressurreição de Jesus Cristo (quando, após a morte, sua alma voltou a se unir ao seu corpo). O festejo era realizado no domingo seguinte a lua cheia posterior al equinócio da Primavera (21 de março).
Entre os cristãos, a semana anterior à Páscoa é considerada como Semana Santa. Esta semana tem início no Domingo de Ramos que marca a entrada de Jesus na cidade de Jerusalém.

A História do coelhinho da Páscoa e os ovos

A figura do coelho está simbolicamente relacionada à esta data comemorativa, pois este animal representa a fertilidade. O coelho se reproduz rapidamente e em grandes quantidades. Entre os povos da antiguidade, a fertilidade era sinônimo de preservação da espécie e melhores condições de vida, numa época onde o índice de mortalidade era altíssimo. No Egito Antigo, por exemplo, o coelho representava o nascimento e a esperança de novas vidas.
Mas o que a reprodução tem a ver com os significados religiosos da Páscoa? Tanto no significado judeu quanto no cristão, esta data relaciona-se com a esperança de uma vida nova. Já os ovos de Páscoa (de chocolate, enfeites, jóias), também estão neste contexto da fertilidade e da vida.
A figura do coelho da Páscoa foi trazido para a América pelos imigrantes alemães, entre o final do século XVII e início do XVIII.

Sexta-feira Santa, a Paixão do Senhor

Bom feriado...!

Celebrar a vida de Cristo

A Semana Santa para os cristãos se reveste de um sentido todo especial e é um marco importante no seguimento de Jesus Cristo. Neste tempo, muitos procuram sair das cidades e abandonar as suas comunidades para fazer alguns dias de descanso na praia ou no campo.

DOMINGO DE RAMOS - A celebração desse dia lembra a entrada de Jesus em Jerusalém, aonde vai para completar sua missão, que culminará com a morte na cruz. Os evangelhos relatam que muitas pessoas homenagearam a Jesus, estendendo mantos pelo chão e aclamando-o com ramos de árvores. Por isso hoje os fiéis carregam ramos, recordando o acontecimento. Imitando o gesto do povo em Jerusalém, querem exprimir que Jesus é o único mestre e Senhor.

2ª A 4ª FEIRA – Nestes dias, a Liturgia apresenta textos bíblicos que enfocam a missão redentora de Cristo. Nesses dias não há nenhuma celebração litúrgica especial, mas nas comunidades paroquiais, é costume realizarem procissões, vias-sacras, celebrações penitenciais e outras, procurando realçar o sentido da Semana.

Tríduo Pascal

O ponto alto da Semana Santa é o Tríduo Pascal (ou Tríduo Sacro) que se inicia com a missa vespertina da Quinta-feira Santa e se conclui com a Vigília Pascal, no Sábado Santo. Os três dias formam uma só celebração, que resume todo o mistério pascal. Por isso, nas celebrações da quinta-feira à noite e da sexta-feira não se dá a bênção final; ela só será dada, solenemente, no final da Vigília Pascal.

QUINTA-FEIRA SANTA - Neste dia celebra-se a instituição da Eucaristia e do Sacerdócio ministerial. A Eucaristia é o sacramento do Corpo e Sangue de Cristo, que se oferece como alimento espiritual.

De manhã só há uma celebração, a Missa do Crisma que, na nossa diocese, é realizada na noite de quarta-feira, permitindo que mais pessoas possam participar.

Na quinta-feira à noite acontece a celebração solene da Missa, em que se recorda a instituição da Eucaristia e do Sacerdócio ministerial. Nessa missa realiza-se a cerimônia do lava-pés, em que o celebrante recorda o gesto de Cristo que lavou os pés dos seus apóstolos. Esse gesto procura transmitir a mensagem de que o cristão deve ser humilde e servidor.

Nessa celebração também se recorda o mandamento novo que Jesus deixou: “Eu vos dou um novo mandamento, que vos ameis uns aos outros assim como Eu vos amei.” Comungar o corpo e sangue de Cristo na Eucaristia implica a vivência do amor fraterno e do serviço. Essa é a lição da celebração.

SEXTA-FEIRA SANTA - A Igreja contempla o mistério do grande amor de Deus pelos homens. Ela se recolhe no silêncio, na oração e na escuta da palavra divina, procurando entender o significado profundo da morte do Senhor. Neste dia não há missa. À tarde acontece a Celebração da Paixão e Morte de Jesus, com a proclamação da Palavra, a oração universal, a adoração da cruz e a distribuição da Sagrada Comunhão.

Na primeira parte, são proclamados um texto do profeta Isaías sobre o Servo Sofredor, figura de Cristo, outro da Carta aos Hebreus que ressalta a fidelidade de Jesus ao projeto do Pai e o relato da paixão e morte de Cristo do evangelista João. São três textos muito ricos e que se completam, ressaltando a missão salvadora de Jesus Cristo.

O segundo momento é a Oração Universal, compreendendo diversas preces pela Igreja e pela humanidade. Aos pés do Redentor imolado, a Igreja faz as suas súplicas confiante. Depois segue-se o momento solene e profundo da apresentação da Cruz, convidando todos a adorarem o Salvador nela pregado: “Eis o lenho da Cruz, do qual pendeu a salvação do mundo. – Vinde adoremos”.

E o quarto momento é a comunhão. Todos revivem a morte do Senhor e querem receber seu corpo e sangue; é a proclamação da fé no Cristo que morreu, mas ressuscitou.

Nesse dia a Igreja pede o sacrifício do jejum e da abstinência de carne, como ato de homenagem e gratidão a Cristo, para ajudar-nos a viver mais intensamente esse mistério, e como gesto de solidariedade com tantos irmãos que não têm o necessário para viver.

Mas a Semana Santa não se encerra com a sexta-feira, mas no dia seguinte quando se celebra a vitória de Jesus. Só há sentido em celebrar a cruz quando se vive a certeza da ressurreição.

VIGÍLIA PASCAL - Sábado Santo é dia de “luto”, de silêncio e de oração. A Igreja permanece junto ao sepulcro, meditando no mistério da morte do Senhor e na expectativa de sua ressurreição. Durante o dia não há missa, batizado, casamento, nenhuma celebração.

À noite, a Igreja celebra a solene Vigília Pascal, a “mãe de todas as vigílias”, revivendo a ressurreição de Cristo, sal vitória sobre o pecado e a morte. A cerimônia é carregada de ricos simbolismos que nos lembram a ação de Deus, a luz e a vida nova que brotam da ressurreição de Cristo.

Vivendo a Semana Santa

A Semana Santa é a ocasião em que é celebrada a paixão de Cristo, sua morte e ressurreição.
Jesus Cristo não aceitava o tipo de vida que seu povo levava, o governo cobrando altos impostos, riquezas extremas para uns e miséria para outros.
Ao chegar a Jerusalém, foi aclamado pela população como sendo o Messias, o Rei, mas os romanos não acreditavam que ele era filho de Deus, duvidavam dos seus sábios ensinamentos, de sua missão para salvar a humanidade, então passaram a persegui-lo.
Jesus tinha conhecimento de tudo que iria passar, da peregrinação que o levaria à morte. Convidou, então, doze homens a quem chamou de discípulos, para levar seus ensinamentos às pessoas.
Porém, Judas Escariotes, um desses apóstolos, também duvidou que Ele era um enviado de Deus, entregando-lhe para os romanos, que o capturaram.
Em seguida, fizeram Jesus passar pela via sacra, amarrado à sua cruz, carregando-a por um longo trecho, sendo torturado, levando chibatadas dos soldados, sendo caçoado covardemente até sofrer a crucificação e a morte.
Em 325 d.C, o Concílio de Niceia, presidido pelo Imperador Constantino e organizado pelo Papa Silvestre I, fabricou e consolidou a doutrina da Igreja Católica, como a escolha dos livros sagrados e as datas religiosas. Ficou decidido também que a Semana Santa seria comemorada por uma semana (do domingo de ramos ao domingo de Páscoa). Há relatos de festas em homenagem aos últimos dias de Cristo, pouco tempo depois de sua morte. Porém comemoravam dois dias apenas (sábado de aleluia e domingo da ressurreição). Nesse Concílio também foi adotado o Catolicismo como religião oficial do Império Romano.Cada dia da comemoração faz referência a um acontecimento: o domingo de ramos refere-se à entrada do Rei, o Messias, na cidade de Jerusalém, para comemorar a páscoa judaica. Na segunda-feira seguinte foi o dia em que Maria ungiu Cristo; na terça-feira foi o dia em que a figueira foi amaldiçoada; a quarta-feira é conhecida como o dia das trevas; a quinta-feira foi a última ceia com seus apóstolos, mais conhecida como Sêder de Pessach. A sexta-feira foi o dia do seu sofrimento, sua crucificação. Sábado é conhecido como o dia da oração e do jejum, onde os cristãos choram pela morte de Jesus. E, finalmente, o domingo de páscoa, o dia em que ressuscitou e encheu a humanidade de esperança de vida eterna.