quinta-feira, 21 de julho de 2016

Violência escolar


Por Lideli Crepaldi*
Toda semana são noticiados casos de violência nas escolas brasileiras. Infelizmente, o problema não é um exagero criado pela mídia, mas sim uma realidade enfrentada diariamente por milhares de professores das redes pública e privada.
Dentre os casos mais comuns de violência, podemos citar as ameaças feitas por alunos a professores, sobretudo a respeito de baixo rendimento escolar. Uma nota abaixo da média nem sempre é entendida como um alerta para que o aluno melhore e estude com mais afinco: para muitos estudantes, a nota é compreendida como ofensa pessoal. Alguns ficam no enfrentamento verbal, enquanto outros partem para agressão física ou danos a bens do professor, sobretudo carros (pneus furados são os relatos mais comuns). Depredações a patrimônios da escola e arrombamentos de salas também integram o vasto rol de atitudes violentas no ambiente escolar. O tipo de violência mais comum, entretanto, se dá entre os próprios estudantes.
Apesar de a violência física estampar um número muito maior de manchetes, é a violência moral que mais assusta aos professores de todos os níveis de ensino, desde o Infantil ao Superior. Xingamentos, gestos obscenos, perturbações, indisciplina. Problemas que atrapalham o andamento das atividades pedagógicas e os relacionamentos dentro da escola. Os casos de bullying – a violência moral entre os próprios alunos – também chocam educadores e familiares, inclusive ultrapassando os muros da escola e chegando ao ambiente virtual, onde situações vexatórias de alunos podem ser acessadas por qualquer pessoa.
Apontar as causas para a violência no ambiente escolar é uma tarefa árdua, que demanda uma grande quantidade de informações, estatísticas, pesquisas e, até mesmo, suposições. Problemas familiares, de relacionamento, baixa autoestima, falta de segurança, drogas, pouca participação dos familiares, exclusão social, entre outras, são algumas das possíveis origens para a violência. Na realidade, situações violentas no âmbito escolar espelham os problemas sociais e o clima violento presentes no País e no mundo.
Contudo, sabe-se que a solução para a violência não está unicamente na repressão, mas sim num projeto político-pedagógico que contemple outras instâncias além do ensino-aprendizado. É preciso envolver os familiares, a comunidade e o poder público para que o problema seja discutido e novas ações sejam planejadas para minimizar o problema. Afinal, não é somente na escola que aprendemos novos valores e perspectivas.
Uma das soluções encontradas pelas escolas é envolver, cada vez mais, os alunos em projetos fora da sala de aula, que tornem a experiência acadêmica muito mais ampla e prazerosa do que o ensino tradicional. É preciso que o professor esteja ciente de que, por vezes, se a classe vive situações conflituosas, vale mais a pena estimular uma conversa do que ministrar uma aula que não será bem aproveitada. Se o aprendizado do conteúdo é importante, fundamental mesmo é promover a criação de laços de solidariedade entre a comunidade acadêmica, fornecer subsídios para o exercício pleno da cidadania e preparar os estudantes para uma vivência ética em sociedade. 

* Profª Drª Lideli Crepaldi – psicóloga e professora na Universidade de São Paulo (USP), na Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS) e no Centro Universitário Fundação Santo André, e sócia do SINPRO ABC

Família e escola ou família versus escola?

pais
Já dizia o ditado popular: “Quem não está a meu favor, está contra mim!”. Quando discutimos a relação que se estabelece entre família e escola, muitas pessoas tem por base esse ditado. No fundo, enquanto muitos buscam uma relação harmoniosa, transparente e de complementaridade, outros, buscam criar e acentuar o conflito.
Não é novidade que, tanto a família quanto a escola são instituições sociais que estão em constante mudança. Só não percebe quem ainda acredita que, mesmo que a vida social mude, essas instituições não devem abrir mão dos valores tradicionais. Essa é a questão: os valores aprendidos na família e na escola dão conta das mudanças sociais?
Em busca de uma possível resposta, deveríamos buscar um consenso, e não acentuar o conflito!
Se sabe bem que a instituição família é sim, no momento atual, um espaço que concentra muitas formas de pensar. Passou-se de um modelo paternalista para um modelo pluralista de ideias. Tanto a mulher quanto os filhos ganharam espaço de fala e participação na economia familiar. Fora isto, percebe-se a construção de novos modelos familiares, como por exemplo, as famílias homoafetivas.
De outro lado, a escola enquanto uma instituição educativa que reproduz a ideologia do Estado, portanto, interesses da classe dominante. A escola, no momento atual, se encontra perdida entre muitas ideologias. De um lado a responsabilidade de um ensino mais crítico, de outro, a necessidade da profissionalização e preparação para o mercado de trabalho.
O que está acontecendo é que, nessas mudanças, tanto na escola quanto na família (pensando numa relação de complementaridade), cada instituição deveria assumir o seu papel quanto ao ensino dos valores. À família, valores disciplinares; à escola, valores científicos. Isso é nítido! Também fica claro que, quando uma das instituições não cumpre efetivamente o seu papel, cria um conflito com a outra. Até quando isso irá acontecer?
Será que não está na hora de as duas instituições buscarem alternativas do cultivo de valores desenvolvendo uma parceria? Pensar isolado, não estará produzindo um sujeito (seu filho, por exemplo) com crise de identidade? Ou pior, a falta de harmonia entre essas duas instituições, não estará produzindo tanto um modelo de família, quanto um modelo de escola desprovido de valores fundamentais? Enquanto isso não se resolve, cada um faz o que pensa ser o certo, às vezes, numa relação de complementaridade, outras, de conflito.
(Rudinei Barichello Augusti - Professor de Filosofia)

10 mandamentos do otimismo

Acredite em si mesmo - Mensagem de Otimismo



Pode ser que um dia você se levante de manhã e encare coisas não são do jeito que você esperava que deveriam ser. É nessa hora que você tem que dizer a si mesmo: As coisas vão melhorar. Há momentos em que as pessoas podem decepcioná-lo e deixá-lo para baixo, mas são nesses momentos que você deve lembrar de confiar em seus próprios julgamentos e opiniões, para manter sua vida focada em acreditar em si mesmo e tudo aquilo que você é capaz de realizar. Haverá desafios a enfrentar e mudanças para fazer em sua vida, e cabe a você aceitá-los. Mantenha-se constantemente na direção certa para você. Pode não ser fácil, às vezes, mas nesses tempos de luta você vai encontrar um forte senso de quem você é, e você também irá se ver desenvolvendo na a pessoa que você sempre quis ser. A vida é uma viagem através do tempo, Cheio de muitas opções; cada um de nós irá experimentar a vida em sua própria maneira especial. Então, quando vierem os dias cheios de frustração e responsabilidades inesperadas, lembre-se de acreditar em si mesmo e em tudo que você quer que sua vida seja, porque os desafios e mudanças só irão ajudá-lo a encontrar os sonhos que você sabe que estão destinados a se tornar realidade para você. Acredite em si mesmo. Você nasceu para vencer.

Os bons tempos

Tenho uma tendência a acreditar que tudo era mais intenso antes, tanto o amor quanto a arte e também a rebeldia.

A vida era melhor antes ou é melhor hoje? Quem faz parte do time dos nostálgicos não pode perder Meia-Noite em Paris, em que Woody Allen faz não só uma homenagem à mais linda cidade do mundo como também uma reverência aos efervescentes anos 20, quando grandes autores, músicos e pintores foram protagonistas da Era de Ouro do cenário artístico europeu.

Tenho uma tendência a acreditar que tudo era mais intenso antes, tanto o amor, quanto a arte e também a rebeldia. Ao mesmo tempo, sei que houve um antes desse antes, igualmente reverenciado. O personagem Gil (Owen Wilson), homem do século 21, não se conforma com a sociedade vazia e consumista de hoje, da mesma forma que a personagem Adriana (Marion Cotillard), musa dos anos 20, sonha em voltar para a Belle Époque, que teve seu auge em 1890.

Por sua vez, os artistas da Belle Époque não se davam conta da revolução que estavam promovendo naquele final do século 19 e afirmavam que prefeririam ter vivido durante a Renascença: o passado sempre parece mais consistente do que o presente.
Não há dúvida de que só um olhar distanciado pode nos dar a verdadeira dimensão do encanto que há nos dias que correm. Quando comparamos hoje com ontem, suspiramos ao lembrar de uma época em que tudo parecia menos superficial, em que a violência e a poluição não faziam parte das discussões, em que a tecnologia não pasteurizava a arte e não havia a patrulha do politicamente correto.

Lembro que, há alguns meses, assisti ao documentário Uma Noite em 67 (que traz imagens do Festival da Canção da TV Record) com o mesmo olhar saudosista do personagem do filme de Allen: 40 anos atrás, parecíamos mais modernos do que somos agora.

Mas será mesmo?

Se até hoje reverenciamos Hemingway, Fitzgerald, Picasso, Gertrude Stein, Cole Porter, Dalí e Buñuel (entre muitos outros retratados no filme), é porque a genialidade deles ultrapassou o tempo, tornando-os eternos. É comum enaltecer a significância de pessoas que inauguraram um novo mundo através de seu olhar criativo e inquieto, mas esses homens e mulheres fascinantes existem e existirão em todas as épocas.

Os atuais anos 2000 não entrarão para a história como “anos dourados” ou “anos rebeldes”, e sim como uma eletrizante era virtual, os anos que revolucionaram os contatos globais, ou seja, de alguma forma atraente os dias de hoje também farão suspirar aqueles que estiverem lá adiante, vivendo uma realidade que ainda nem supomos como será.

A humanidade jamais perderá o hábito de olhar poeticamente para trás, seja a época que for: saudade também é reciclável.


(Martha Medeiros / Jornal Zero Hora - 26 junho 2011)

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Calendário JULHO 2016

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Lua Nova 04   Lua Crescente 11   Lua Cheia 19   Lua Minguante 26

    Feriados e Datas Comemorativas de Julho de 2016

  • 02 sáb - Dia do Hospital
  • 02 sáb - Dia do Bombeiro Brasileiro
  • 06 qua - Dia da criação do IBGE
  • 08 sex - Dia do Panificador
  • 09 sáb - Dia da Revolução e do Soldado Constitucionalista
  • 10 dom - Dia da Pizza
  • 12 ter - Dia do Engenheiro Florestal
  • 13 qua - Dia do Cantor
  • 13 qua - Dia Mundial do Rock
  • 13 qua - Dia do Engenheiro de Saneamento
  • 14 qui - Dia do Propagandista de Laboratório
  • 14 qui - Dia da Liberdade de Pensamento
  • 14 qui - Dia de São Camilo
  • 15 sex - Dia do Homem
  • 15 sex - Dia Nacional dos Clubes
  • 16 sáb - Dia do Comerciante
  • 17 dom - Dia de Proteção às Florestas
  • 18 seg - Dia Internacional de Nelson Mandela
  • 19 ter - Dia da Caridade
  • 19 ter - Dia Nacional do Futebol
  • 20 qua - Dia do Amigo e Internacional da Amizade
  • 20 qua - Dia da 1ª Viagem à Lua
  • 23 sáb - Dia do Guarda Rodoviário
  • 25 seg - Dia de São Cristóvão
  • 25 seg - Dia do Escritor
  • 25 seg - Dia do Colono
  • 25 seg - Dia do Motorista
  • 26 ter - Dia da Vovó
  • 26 ter - Dia dos Avós
  • 27 qua - Dia do Motociclista
  • 28 qui - Dia do Agricultor
  • 30 sáb - Dia Internacional da Amizade
  • 31 dom - Dia do Orgasmo 

Seja bem-vindo, Julho...!!!

Que venha Julho com a força de lança no tempo, e resgate tudo e todos que ficaram no esquecimento.

Que venha Julho com a dignidade que toda alma livre da escravidão da mente, encontre a trajetória de sua vitória.
Que venha Julho com a sabedoria do instante de trinta e um dias, para convencer os justos da realidade integral da Vida.
Que venha Julho com toda a vontade de firmar compromissos, sejam passados ou atuais a quem merecer, a quem deve realmente receber com justiça espiritual.

Que venha Julho com a claridade da mente, o equilíbrio do corpo, e a serenidade das emoções por fim declarar que a verdade pode ser dura, áspera ou difícil de compreender, mas somente verdade fará da alma um ser livre e além das fronteiras do tempo.

Que venha JULHO com a certeza de um novo tempo aonde a verdade prevaleça, mesmo a custo de sua alma necessitar resgatar dívidas do seu comportamento inadequado do passado."