sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Transição ou crise na Educação?



Vivemos um momento de mudanças. Há quem entenda esse processo do ponto de vista fragmentado, elaborando um estereótipo do momento: a Crise. Por outro lado, há então àqueles que buscam tomá-lo do ponto de vista da complexidade e o assumem como um momento de transição.
Elaboramos uma nova pedagogia: a do diálogo. Estabelecer um diálogo, uma comunidade discursiva de falas é fundamental para a construção desse novo paradigma educacional. A pedagogia do diálogo carrega em sua bagagem a constituição do que é e do como está se realizando essa transição. A principal mudança reside na abordagem dos processos de ensino-aprendizagem.
No Paradigma moderno ou atual, os processos de ensino aprendizagem apontam para uma abordagem de transmissão do conhecimento. Transmitir implica em um receptor. Na escola, professores transmitem e alunos recebem. Assim, acontece uma relação de Sujeito è Objeto, onde o transmissor (Sujeito-Professor) determina o objeto a ser transmitido, bem como o seu significado. Já o Objeto (receptor-aluno) apenas o assume em uma hipótese de acúmulo de conhecimento.
Surgem diversas críticas sobre essa concepção. A maior delas vai ao encontro da Teoria da Ação Comunicativa de Jurgen Habermas. O Filósofo propõe uma guinada histórica nesse processo. Antes de mais nada, Habermas propõe como método a comunidade discursiva de fala, ou seja, é um espaço onde se considera as diferentes opiniões, culturas, entendimentos, etc., e, sob a pretensão de se chegar a um consenso, constrói-se uma nova relação entre os sujeitos. Note, que antes o que apenas ia, agora também retorna. Isso quer dizer, ensinar e aprender é um feed back constante. As trocas são fundamentais. Muito mais que elas, o confronto epistemológico no sentido de, tanto o professor quanto o aluno estarem abertos à discussão. Nesse método há a construção, desde os planos de trabalho interdisciplinares, quanto às metodologias utilizadas. A partir dessa proposta, o aluno não apenas recebe, mas dentro de sua disposição natural e desejo de conhecer, participa efetivamente da construção do professor. Sim! Para muitos um desafio: construção do professor! Vale lembrar que, a visão moderna do ensino assentado sob a premissa da autoridade se desconstrói e, no lugar dessa, nasce um novo papel docente: o neomoderno.
A Pedagogia Neomoderna quer reconstruir a Modernidade, mas de uma forma à repensar quais foram os pontos falhos, não na intenção de corrigi-los, mas de reconfigurá-los. Diante dessa urgência, reconfiguram-se os papéis políticos, pedagógicos e sociais dos professores e alunos.
Pedagogicamente, alteram-se as disposições que dão domínio de classe, ensino, postura profissional por meio da autoridade delegada ao professor. O professor é apenas, como dizia Sócrates, um “parteiro” de ideias. As ideias estão/são produzidas pelo aluno, mas sempre é necessário um “trabalho de parto” para orientar o nascimento das mesmas.

Dessa forma, a Crise, conceito exagerado e extremo, toma a dimensão da transição que, para um sistema que arruína, outro que nasce! Ao novo, delega-se a competência, habilidade, formação continuada e responsabilidade política e social, uma vez que a transição exige amadurecimento e postura profissional.

As competências do ser professor

Na maioria das vezes, quando lembramos dos professores, fixamos nosso olhar em seu trabalho. Não nos cabe apontar julgamentos sobre eles. Falar que existem professores que se dedicam ou não é perca de tempo, pois a profissão professor é mais que marcar tempo em uma sala de aula, é desenvolver seu trabalho com competência.
Quando questionadas sobre quais seriam as competências docentes, as pessoas logo apontam para uma avaliação final do trabalho do professor: “o professor fez um bom trabalho”, “o professor fez um péssimo trabalho”, etc. No entanto, ser professor hoje é muito mais que estar preocupado apenas com o resultado final; é, na verdade, buscar uma correspondência eficaz entre o que se tem como conhecimento e o mundo da vida prática. Para tanto, é necessário algumas (entre tantas) competências:
O agir ético: nós professores somos alvo de nossas próprias palavras. No entendimento infantil, não há uma dissociação da profissão professor com a identidade de quem a exerce. No entanto, algum tipo de ação do professor em espaços não escolares, poderá vir a ocasionar profundos reflexos.
Conhecimento flexível: Diante de leis em educação que não permitem flexibilidade, buscamos a flexibilidade como ponto de entendimento, pois sabemos que ninguém sabe mais do que ninguém. No entanto, é na troca efetiva daquilo que consideramos como conhecimento que vamos aprendendo. Não temos verdades absolutas, individuáveis, mas possibilidades diante da resolução de problemas da vida, e para isso, precisamos ser flexíveis, mesmo que em muitas vezes os pais não compreendam, pois querem respostas prontas – “produto final”.
Formação Constante: Ser professor é uma profissão que requer aperfeiçoamento constante, seja no âmbito do entendimento e reflexão, seja na perspectiva do domínio técnico da profissão. Antes era fácil ser professor, hoje vivemos dia após dia um turbilhão de informações e conhecimentos processados à cada segundo.
Trouxe para nossa reflexão apenas três competências. São competências importantes. Podemos somar à elas as habilidades e teremos um professor atual, pedagógico e acima de tudo estudioso. No entanto, há uma dimensão política do trabalho do professor que não pode ser esquecida: a missão de transformar a sociedade.
Paulo Freire já dizia que se “a educação não muda a sociedade, tão pouco, a sociedade sem ela mudará!”. Está implícita nessa frase a missão de cada dia de nossos mestres, nossos dedicados professores de todos os níveis de Ensino. Não há nível que se sobressai à outrem, pelo contrário, é na continuidade interdisciplinar dos mesmos que seguimos desejosos de formar um ser humano mais humano, com olhar para si e para o outro.
Esses são alguns desafios que exigem as Competências da Profissão Professor!

Aprovação ou reprovação?


Chegando a mais um final de ano escolar, muitos estudantes se veem no dilema dos exames – a chamada recuperação. É um bom momento para os mesmos refletirem se de fato o ano foi produtivo em termos de aprendizado, ou se, como para muitos, foi perca de tempo. Evidentemente, acentua-se o caráter de avaliar o que se sabe, se aprendeu, o que se ensinou. Não é momento de “acertar contas” entre alunos e professores, é sim, momento de repensar a forma de estudar, ensinar e aprender.
Nenhum pai deseja ver seu filho reprovado. Alguns, àqueles que menos se importam com a vida escolar de seu filho, pensam que o mesmo deve sempre ser aprovado, independente se durante todo o ano estudou ou apenas frequentou a escola. Esse comportamento é típico de pais que não acompanham a vida escolar de seus filhos.
Mas, reprovar é um ato que ninguém quer! Ninguém, independente daqueles que não estudaram! Nesse caso, deveria ser inevitável! Afinal, quando se fala em recuperação não se pensa em estudar para obter nota, mas sim, os possíveis conhecimentos que, por um motivo ou outro, durante o ano não foram possíveis. Assim, a recuperação deveria acontecer a cada novo período de aula. Mas, e a nota?
Obviamente que o conhecimento não é tido como uma medida que pode ser quantificado em números. Seria interessante se nos nossos regimentos pudéssemos avaliar por competências e habilidades. Sim, porque não posso saber o que o outro sabe, pois sou um ser diferente, capaz de aprender diferente, tenho uma história de vida diferente, etc. Ninguém aprende igual, então, ninguém deveria também ser avaliado igual.
O currículo escolar contempla várias competências e habilidades e, se pensa que, ao ser avaliado o aluno está demonstrando que aprendeu um pouco de cada coisa. Não vamos discutir currículo, pois o mesmo requer um estudo aprofundado, dado que ainda temos currículos fragmentados como no Século XVII.
Por fim, dizer que chegar ao final do ano com o sentimento de dever cumprido é muito gratificante, especialmente para o aluno que se dedicou, para o pai que apostou, a mãe que deu especial atenção e, para o professor que o acompanhou. Mas, em se tratando de reprovação, a história muda.

Desejo que todos estudantes tenham consciência de que a escola é lugar para aprender, estudar, ensinar e compartilhar o que temos de mais importante: a vida!

Os desafios dos jovens na Universidade

Existe uma relação muito oportuna entre o Jovem e a universidade: a Universidade é o local, por assim dizer, de gente jovem! Não apenas jovens de idade, mas jovens que estão lá (ou logo, alguns vão estar) em busca do conhecimento – mola propulsora do mundo e da humanidade. Nesse ano não poderia ser diferente. Muitos jovens após os processos seletivos universitários vão migrar para outras cidades em busca de formação nas universidades.
Ir para uma Universidade não é apenas migrar para estudar. Naturalmente outros processos vão acontecendo e deixando-se acontecer, enquanto se estuda e se prepara profissionalmente. Entre alguns, podemos citar: o namoro, as baladas, as crises emocionais (distante de casa), a escassez de recursos financeiros, novos relacionamentos, etc., quando, em alguns casos, até a droga é apresentada.
É um mundo diferente de tudo o que foi vivido até o momento. Cito, por exemplo, um certo “paternalismo” dos professores e pais quanto às atividades desenvolvidas nas escolas. Agora, na Universidade terminou! É momento de ser autônomo, de ler, de pesquisar, de fomentar o espírito crítico e as criações tecnológicas, humanas, científicas. O contato com outros se passa mais pelo que se faz do que, necessariamente, pelo que se está sentindo.
Mas, um grupo de bons amigos sempre é um ponto fundamental de apoio. Por mais que, muitos jovens, por causa do grupo de amigos, acaba se desvinculando de valores fundamentais, que agora não lhe são mais importantes. Amigos na Universidade se faz pelo processo de conhecimento ou pelas carências de afetividade (algo em comum entre muitos que saem de casa para estudar).
E os pais que ficam? Necessariamente podem incentivar os filhos a se desenvolverem, a ter o seu próprio “bater de assas”. Nunca os pais devem deixar que a falta dos filhos para si, seja mais forte do que o desejo dos filhos em estudar. Os pais não podem limitar os sonhos de seus filhos!
Enquanto isso, para quem ainda não foi para a Universidade, é importante desde os primeiros anos de Ensino Médio ir se preparando para a conquista do espaço e, principalmente, para as mudanças citadas acima.
Fui professor de muitos que nesse 2014 estarão espalhados pelo Brasil. Desejo a todos estudantes e estendo meus votos de sucesso para àqueles que serão meus alunos.
O desafio está lançado! Pais, apoiem seus filhos! Filhos, agora acadêmicos, tragam da Universidade um conhecimento socialmente válido, útil, e de extrema importância para a vida de vocês, sua família e para toda sociedade.

O uso da internet: conhecimento e consciência

Um filósofo do Séc. XVII, chamado Francis Bacon, escreveu assim: “Saber é Poder!”. Diante dessa premissa, nossas melhores intenções de ensinar e aprender se repetem dia após dia em sala de aula. Os professores estão empenhados em melhor ensinar, utilizando métodos que, às vezes, nem tanto modernos como deveriam ser, mas, com métodos que aproximam os estudantes de seu objeto de investigação: o Conhecimento! Nesse emaranhado de possibilidades, está inserido o uso da internet.
A internet, por assim ser popularizada, não passa de uma rede de trocas. Nela circulam negócios, relacionamentos, informações, etc. Mas a grande questão é: Como transformar essas informações em conhecimento? Esse é o maior desafio enfrentado pelos professores, pais e alunos quando da inserção do uso da internet em sala de aula.
A vontade de inserir às vezes, é superada pelo medo do que poderá produzir. De toda forma, ainda não se tem um modelo que forme professores voltados para a utilização dessa ferramenta de apoio pedagógico que é a internet.
Em muitas escolas, os recursos pedagógicos relacionados com a área da informação e tecnologia, são deixados de lado. Falta profissionais da educação formados na ótica do uso consciente da internet.
Para agravar ainda mais essa situação, temos professores “analógicos” trabalhando com uma geração de crianças “digitais”; ou seja, ensinar apenas com o quadro e o giz é tarefa superada. Ah! É tarefa para país de terceiro mundo! Se queremos continuar a fazer do Brasil um deles, precisamos continuar a insistir na metodologia do quadro e do giz.
Alguns professores já estão dispostos à inserção das tecnologias, mas ainda mantém um sentimento de recusa quanto às redes de relacionamentos, aos comunicadores instantâneos, até mesmo à jogos que desenvolvem a criatividade das crianças e jovens.
Em algumas Universidades o uso da internet é bloqueado durante as aulas. Será que resolve o problema da falta de leitura? Ou será que estamos bloqueando uma nova forma de leitura? No entanto, sem o acesso ao conhecimento fica fácil “engolir” algumas “verdades” sempre contadas (mesmo que hoje já não se sustentam mais).
Em todo caso, precisamos aprender a ser livres. O uso da internet consciente não vem por meio de imposição de regras, bloqueio de sites, etc., mas do uso livre, pesquisando, debatendo, discernindo sobre o que é bom e o que é malfazejo em questão de conteúdo de internet. A liberdade é a condição!
Assim, te convido à acessar blogs, redes sociais, utilizar comunicadores instantâneos, participar de fóruns, etc., para que, quando voltares para o ano letivo, aos poucos vá introduzindo em seu fazer pedagógico as novas tecnologias, em especial, o uso da internet com consciência e gerando conhecimento.

Filtro Solar - Pedro Bial

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Bem-vindo, Dezembro...!

Vamos precisar de:
Uma borracha de amor para por fim às mágoas...
Um lápis de esperança para escrever novas e recompensadoras histórias...
Uma régua de fé para desentortar os caminhos...
Um interminável caderno de gratidão para registrar cada lição...
Que dezembro chegue em paz, como um sopro doce de festejos! E que seja assim, com todos que virão!


"Aprenda a se preservar. A falar pouco ou quase nada. Aprenda que coisas do coração são coisas sagradas, e só devem ser ditas a quem vai ouvi-las com carinho e ficar feliz\ junto contigo. Alguém que, ao ouvir que algo te incomoda, vai torcer muito pra que isso passe, e que você supere. Desabafo a gente faz a quem torce verdadeiramente pra que os ventos mudem, e os caminhos bons apareçam na nossa frente."

Que todos os bons sentimentos despertem nesse mês, deixando em cada segundo, o amor ser vazante...
O carinho, doçura, delicadeza, doação, sejam como luz em cada coração... trazendo toda a paz e felicidade, nascente.
Que tudo tenha um toque de doce poesia, dando a cada ser, a nova chance de ser mais amor, mais respeito e perdão.
Com um passo a mais na estrada da vida, semeando uma nova semente, para florescer, perfumando o mundo que temos a percorrer.

DEZembro: que o mês 12 seja 10.