terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Um conto de Natal


Pedalou vinte minutos para chegar em casa. Percurso de subidas. Mais um dia de trabalho. Desde a saída da fabriqueta de esquadrias de madeira, pensou na Maria – sua esposa. Pensava na situação dos dois a partir de janeiro. A pequena empresa fecharia as portas no último dia do ano. Tudo muito difícil! Aluguel do prédio, matéria-prima e componentes, impostos, obrigações sociais... O dinheiro estava escasso. Outro grande problema era receber o pagamento dos trabalhos executados. O décimo terceiro dos quatro empregados foi pago em minúsculas parcelas. E com dificuldades! Falar para a mulher que no primeiro dia do novo ano seria mais um desempregado?
No portão, Maria o esperava. Barriga enorme, (quase nove meses de gravidez), encurtava-lhe o vestido. Os vinte, ou trinta metros, que levou para chegar perto da futura mamãe tornaram-se quilométricos. Faltava a coragem para contar à esposa a situação. O seguro-desemprego era por pouco meses. Se não arrumasse, logo, outro serviço? Trabalhava na carpintaria há seis anos. Estava com vinte e três. Decidiu: “vou contar, agora!”
Maria estendeu-lhe as mãos, queixando-se com voz sofrida:
– Zé, está perto. Passei o dia inteiro com dor nas costas, na altura dos quadris. Às vezes, acho que estou fazendo xixi. É um pinguinho de nada...
– Não é para dois de janeiro? Faltam dez dias, Maria!
– Eu posso ter me enganado nas contas.
– A última vez que tu menstruou foi em primeiro de abril. O médico do Postinho marcou entre dois e quinze de janeiro. São nove luas cheias!
– Zé, tua mãe falou que primeiro filho sempre adianta.
– São onze horas, guria, vamos comer uma coisa! Estou com fome. Quando amanhecer vamos atrás de atendimento. Dá para esperar? ...

Antes das cinco da manhã José ouve um gemido.
– Que foi, Maria?
– Ai, Zé, doeu mais forte!
– É assim mesmo, Maria, é assim! Vamos controlar as contrações. O doutor avisou: quando ficassem de cinco em cinco minutos a gente vai para o hospital. Fica calma!

Distante os sinos da igreja bateram seis horas.
– Zé, vamos ao Postinho. Acho bom!
José pegou a carteira de trabalho e o cartão de saúde da Maria, colocou num bolso da camisa junto a alguns trocados – não somavam dez reais – montaram na bicicleta. Foram ao Posto. Não havia médico. A atendente, bocejando, olhou pela basculante e orientou que fossem ao hospital.

Horrível morar longe de tudo! Horrível não ter dinheiro para ônibus! No trajeto de bicicleta, Maria chorava. Era olhada por todo mundo. Um barzinho abria as portas, os dois pediram água. O botequeiro, saindo de trás do balcão, falou grosso:
– Ô cara, se manda daqui logo! Se essa criança inventar de nascer, agora, vai estragar meu dia! ...

Seguiram caminho. O hospital estava perto. Andavam devagar. Zé empurrava a bicicleta. A jovem caminhava cheinha de dor.
– Zé, vamos parar um pouco? Quero mijar. Podemos pedir àquela mulher, lavando a calçada, para ir ao banheiro.
Tiveram por resposta:
– Pobrezinha! Não posso deixar entrar. A patroa ficaria uma fera. Moça, não te judie! Vá detrás daquela árvore e abra a torneira! No seu estado, ninguém vai dar bola!
O casal prosseguiu. Adiante, Maria sentou-se no muro de uma residência. Uma garota gritou para a mãe: “uns marginais estão espiando o nosso pátio! Devem ter roubado uma bicicleta em outra casa!”. A mãe reagiu:
– Vão embora! Vou soltar os cachorros!
Chegaram ao hospital. O sol estava quente. Maria estava pálida, choramingava. O estômago de Zé, colado nas costas de tanta fome, doía. A gestante acomodou-se num banco. José foi guardar a bicicleta. Uma mulher idosa, gente humilde, aproximou-se de Maria, segurando-lhe uma das mãos:
– Primeiro filho? Marinheira de primeira viagem! Isso é assim! Sofre na hora de botar para fora, mas na hora de botar para dentro (suspirou). Eu tive doze. Quatro nasceram mortos. Tu já tem nome para teu guri? Bota o nome de Mateo, é nome de artista de novela. Ou Ronaldinho, ou Zezé de Camargo.
O futuro papai (de Mateo, ou Ronaldinho, ou Zezé de Camargo) veio ao encontro da esposa.
– Em meia hora a enfermeira te chama.
Olhando para José, a senhora que conversava com Maria, continuou:
– Veja teu trabalho (apontando com o queixo a parturiente). Tu tá aí, bonitão, sem dor nenhuma! Para vocês homens tudo é fácil. É só gozar. A gente é que fica nove meses carregando a tua satisfação na barriga. (A barriga de Zé roncava ...) A gente sofre para parir, tem o trabalho de criar, depois de algum tempo somos trocada por outra mais nova, sem filho na barra da saia. Sabe, vizinha, eu tive um patrão, quando nascia filho macho, fazia um festerê. Filha mulher, hum! Ficava dizendo o que podia e o que não podia fazer quando ficasse moça. Ele sabia, sabia, somos nós quem carregamos a cruz!

Uma funcionária apareceu numa portinhola e chamou:
– Maria Nazarena Nascimento dos Santos!

A grávida e o marido atenderam o chamado.
– Somente ela entra. O senhor espera aqui fora com as sacolas!
José estava cansado. Largou as bagagens no chão e agachou-se ao lado. A fome atacava-o cruelmente. Uma mulher baixinha com cara de nordestina ofereceu-lhe um sonho. Devorou. Lembrou-se que não tinha agradecido. Procurou, com os olhos, a caridosa senhora não a encontrando. Zé adormeceu. Ouvindo a voz da esposa, abriu os olhos. Ela caminhava, com dificuldade, pernas abertas, as duas mãos sob o ventre, segurando-o. A auxiliar de enfermagem avisou:
– Pode voltar para casa, o bebê é para a outra semana.
José quis dialogar, porém a moça já atendia a outra paciente que, horas antes, teve a bolsa rota. Chamou Maria:
– Vamos embora!
– Zé, que dia é hoje? Que horas?
– É sete da noite do dia 24.
– Zé, vamos fazer um lanche? Você tá com dinheiro?
Lembrou-se que o patrão prometera um vale para a tarde deste dia. O que fazer, agora?
No “treiler”, Maria bebeu um copo de batida de banana; José comeu um pão com margarina e um copo de café preto. Descansaram um pouco. Anoiteceu. Retomaram o caminho para casa – José, Maria e a bicicleta.
As ruas por onde passavam eram iluminadas. Muitas luzes coloridas. Um Papai Noel, com um saco repleto de presentes, entrou numa residência. Sininhos tocavam vindos de todos os lados. Nas casas as pessoas abraçavam-se, sorriam. Lágrimas escorriam dos olhos de Maria. Os sapatos apertavam. Sentia mais fortes as tais contrações.

Encontraram pela frente uma maternidade recentemente construída e inaugurada. Num pacto silencioso o casal para lá se dirigiu:
– Moço, minha mulher está dando à luz. Por Deus, faça alguma coisa. Ela não aguenta mais!
– Vocês tem plano de saúde? Mesmo tendo, há uma caução de dois mil reais. Aqui é particular. Não posso fazer nada. Procure o atendimento do SUS.
– Ah! Maria, Maria! Pelo nosso filho, coragem! Deus vai cuidar de você, do gurizão!
Os jovens e a bicicleta tomaram a estrada rumo à casa. Mudos. A voz da mamãe quebrou o silêncio:
– Olha, Zé, uma luz!
O “giroflash” de uma viatura se aproximava.
– Amigo, ajude! A Maria está sofrendo. Não tem mais forças para viajar montada numa bicicleta! Por favor, ajude!
Dois brigadianos carregaram a mulher e a colocaram no carro, com muito cuidado. Maria exalou um suspiro de alívio.
– Moça! Exclamou um soldado negro, de grandes mãos, voz acolhedora – Vamos cuidar da senhora. Vamos levá-la ao hospital.
Acomodada a grávida, ligada a chave do carro, antes da partida um dos ocupantes do veículo, exclamou:
– Sargento, a criança está nascendo!
Os parteiros tranquilos, trocando poucas palavras, faziam o parto. O bebê chorou. Uma cão vagando, solitário, veio bisbilhotar. Um homem de longas barbas brancas, roupa vermelha, fantasiado de felicidade, tripulando uma moto, passou badalando um sininho. Um chevete velho parou e três passageiro queriam saber o que acontecia. Um homem alto, caindo de bêbado, boca mole (cheia de línguas), assegurou:
– Vocês hão de convir: o nascimento de uma criança é prova que o meu amigo, Jesus Cristo, nos ama e ainda tem confiança na humanidade!
Seu companheiro (no escuro não foi possível identificar se era um rapaz ou uma moça) assegurou:
– Aí, coisa “tri” é o parto! Me sinto arrepiar ...
O terceiro tripulante do chevete – o motorista – explicando para os militares:
– Não liguem para estes dois despojados. São gente boa. Vou levá-los para suas casas!
Embarcados no automóvel, o bebum pela janela, desejou:
– Feliz Natal!
O voz de barítono da equipe de partejamento:
– Sargento, podemos ir. Está tudo em ordem. O resto é com o hospital. O nenê é perfeito e a mãe é feliz! Virando para o pai, encolhido num canto, perguntou qual o nome do varão:
– O mesmo nome do meu avô – Emanuel!
O rádio de um fuquinha verde, guiado por um senhor calvo, transmitia uma conhecida canção:
– “Noite Feliz ... ó Senhor, Deus do amor... Dorme em...”
O careca desligou o rádio.


Ione JaegerNovo Hamburgo, RS.

Natal, tempo de transformação


Natal
Resplendeceu uma luz,
Numa terra angustiada.
Aonde a vida conduz,
Numa esperança que surgiu,
Chamada Jesus.
Como resplendor
Dos corações aprisionados.
Jesus veio vivenciar o nosso passado.


Onde o mundo vivencia,
Essa profecia.
De que um menino nasceu,
O principado Rei dos Judeus.
De um nome maravilhoso.
Conselheiro e poderoso.


Um Deus forte de toda eternidade,
O príncipe da paz de toda lealdade.
O nosso libertador,
Que veio ao mundo sofrer por amor.
É Natal, época de celebrar
A Jesus Cristo o nosso Senhor.
Por meio desse ato de amor,
O Natal é um tempo transformador.
Em sua luta pela vida,
Ele é o nosso meio e saída.


Iluminado pela luz de Cristo,
Numa mudança de liberdade
De quem acredita no poder 

em meio a tudo isto,
Glorificando a Deus na essência de sua verdade.
Marcos BrasileiroCuritiba, PR

O que desejamos no e do Natal


Li há algum tempo atrás uma estatística interessante que a famosa revista Stern da Alemanha fez na época do Natal, perguntando aos alemães o que eles gostariam no e do Natal. Os quatro primeiros desejos expressos foram: 89% responderam: “Eu gostaria de estar junto com a família”; 54% responderam: “Eu me alegro com o encontro com os amigos, parentes e conhecidos”; 37% responderam: “O importante para mim é a celebração do nascimento de Jesus Cristo e a participação no culto”; e 21% responderam: “Para mim o mais importante são os presentes de Natal”.
Chama a atenção que as duas primeiras respostas atendem uma necessidade bem humana: conviver com outras pessoas, sejam familiares, amigos e conhecidos. No mundo europeu, onde o progresso e o desenvolvimento deram passos gigantescos, o lado humano continua sendo a grande necessidade de realização. Nós somos mais humanos quanto mais convivemos com os outros. No dia a dia da vida, correndo atrás apenas do mero progresso e desenvolvimento material, acabamos nos desumanizando.
Apenas a resposta em terceiro lugar na hierarquia dos desejos dos alemães, que, afinal, é o grande motivo do Natal: “a celebração do nascimento de Jesus Cristo e a participação do culto”, revela, como paulatinamente vai desaparecendo o cerne do Natal. Por isso, cada vez mais é necessário acentuar: Natal acima de tudo é Jesus Cristo. Se desaparecer este cerne, inclusive a grande necessidade humana da convivência vai águas abaixo. Conviver com o outro na paz, na justiça, na solidariedade, no perdão, na promoção só é possível quando tivermos consciência que cada outro é um Jesus Cristo encarnado.
A quarta resposta sobre os “presentes”, como sendo o mais importante, mostra o quanto estamos nos materializando cada vez mais. Os presentes sempre são expressão de algo humano. Jamais podem tornar-se “o mais importante”. E onde fica o presente maior que é Jesus Cristo? A troca de presentes na época de Natal, enquanto expressão deste presente maior, somente isso tem algum sentido. Sem o mesmo, tornamo-nos cada vez mais materializados e consequentemente vazios. Apesar de tantos presentes, a humanidade anda vazia! O que preenche a pessoa humana é o grande presente Jesus Cristo, enviado por Deus-Pai e encarnado na nossa história na gruta de Belém, do qual todos os outros presentes são mera expressão.

Enquanto fazia esta análise das quatro respostas dos alemães, vinha-me sempre em mente a forte curiosidade de saber como nós brasileiros nos posicionamos diante do Natal. Somos considerados o país mais católico do mundo. Mas será que somos verdadeiramente cristãos? Os cristãos, como o próprio nome diz, colocam Jesus Cristo acima de tudo. Logo, Natal deveria ser em primeiro lugar a celebração do nascimento de Jesus Cristo e essa acontecendo nas celebrações eucarísticas natalinas nas comunidades cristãs. Afinal, Jesus nasce como? Especialmente em cada Eucaristia celebrada e participada. O resto é extensão disso.

Dom Jacinto Bergmann
Arcebispo Metropolitano de Pelotas

Celine Dion - So This Is Christmas

Carta ao Papai Noel


Querido Papai Noel,
Escrevo-lhe esta carta, não para pedir presentes, mas para sugerir-lhe que seja uma presença diferente, neste NATAL. Sinceramente espero que não estranhe o fato da carta ser um tanto longa. Acontece que há muitos anos venho pensando neste assunto. Lendo um texto do "Pe. Zezinho", achei por bem escrever-lhe diretamente.
Desculpe-me se a carta não chegar às suas mãos enluvadas, acompanhada de um presente material. Tenho certeza de que o ANIVERSARIANTE tem alguma surpresa divina mais condizente com a sua condição humana e com a sua profissão temporária - a de ser Papai Noel durante dois meses.
Sei que a culpa não é toda sua, querido Papai Noel, pois fizeram muito barulho e propaganda a seu respeito, a tal ponto que algumas pessoas nem mais se lembram do que comemoram no dia 25 de dezembro. É triste verificar que muitos não mais recordam a linda história daquela noite santa nem a contam às crianças.
A data não é bem essa, eu sei, mas os cristãos cristianizaram a celebração de 25 de dezembro, que a princípio era a festa do deus SOL - o solstício de dezembro. Agora é a festa de JESUS, o Sol de nossa vida.
Penso que vai concordar com a minha sugestão e, com o seu jeito carinhoso de papai e vovô, pode ajudar a devolver a admiração, o amor, a esperança e as homenagens natalinas para o verdadeiro dono da festa - o aniversariante, JESUS.
Sabemos que tanto os pequenos quanto os adultos gostam muito de ouvir histórias.
Sugiro-lhe que aproveite esta chance e, com sua voz macia e sonora, peça para as crianças sentarem no seu colo ou no chão.... para ouvirem o que tem a contar. Garanto que os adultos também vão ficar curiosos, pois todos, mesmos crescidos, conservamos um coração de criança.
Entre, com tranqüilidade em seu coração de criança, recorde seus sonhos, expectativas e tudo o que aprendeu e viveu na juventude e idade adulta. Conte a história daquela noite santa: fale de Jesus, de seus pais, das estrelas, dos anjos, dos pastores, dos animais e toda aquela cena cheia de mistério e graça ... Era uma noite silenciosa, lembra? Os anjos cantavam e Deus se fez presente para nós. Procure, agora, escutar o recado de Deus.
Presentes? Será que as crianças precisam ser boas e se comportarem bem para ganhar presentes? Isso é chantagem! Deus costuma dar presentes para todo o mundo: a noite, o dia; o sol, a chuva; as flores, os pássaros; rios, águas... milhares de presentes. É só prestar atenção para identificá-los e acolhe-lhos . Ele nunca pergunta se somos bonzinhos e obedientes. Você poderia imitar esse jeito generoso de Deus que é Pai-Mãe-Amor, não acha?
Pais costumam dar o que têm de melhor para seus filhinhos, pois são sempre os melhores filhos do mundo.
Está bem assim, Papai Noel? Espero que ainda se lembre das histórias que lhe contavam quando criança. Sei que suas preocupações são muitas e que, talvez, o Natal represente dinheiro extra para a sua família.
Tudo bem que os pais lhe tragam as crianças esperando ouvir aquelas costumeiras perguntas: O que você quer ganhar nesse Natal? Você se comportou bem? Estudou bastante e passou de ano? Obedeceu aos pais? Depois entrega um pirulito ou algumas balas aos pequenos de olhos arregalados.
Já pensou se as crianças não recebem dos pais o que lhe pediram?!
Não me leve a mal, mas... ainda bem que eu, bem pequenina, vi meu pai pulando a janela do quarto para colocar uma boneca embaixo de minha cama. Ô, feliz descoberta!
Dou-lhe mais uma sugestão e espero que, pelo menos em parte, lhe agrade:
Continue sim, o seu trabalho mas, de uma forma nova: cuide também de seu coração, da dimensão espiritual e afetiva. As crianças são muito sensíveis e vão notar sua alegria e o brilho que vem de dentro e se expande em seu olhar. Vamos lá, Papai Noel!
Continue na Festa do Aniversário de JESUS - o Natal!
Encontre um jeito ou peça até para o colocarem no Presépio, mas ao lado dos Reis magos ou de outros personagens.
Em silêncio, deixe que a luz ilumine primeiro o Menino Jesus, seus pais e o berço, depois, faça morada em seu coração e, progressivamente, ilumine todos os seus pensamentos e ações.
Antes de sair de casa para o seu trabalho, pare um pouco e entre em sintonia com o Deus da Vida que, um dia, veio palmilhar o nosso chão, veio amorosamente ensinar-nos a viver como irmãos.
Além desta carta, envio-lhe este recado que escrevi para muitas pessoas, mas penso não tê-lo enviado a você:
"Encontre um tempo a mais para recordar e passar adiante a história do Menino Deus, que veio viver a nossa vida e a nossa história.

Conserve as tradições vivas. Recorde os Natais da infância, da juventude, da idade adulta, e também os dos anos dourados...
e agradeça a Ele, o aniversariante Jesus.


E escreva também. Visite ou presenteie, se puder. Nesse tempo que é tão especial, muita gente espera e merece ser lembrada.
Partilhe os bens materiais e espirituais.

Um Natal muito santo, alegre e fraterno, a todos!"
Querido Papai Noel, sinceramente espero que esta carta chegue em suas mãos, faça-o refletir sobre o assunto e encontre eco em seu coração. Ah, lembre-se daquela canção: "Botei meu sapatinho na janela do quintal. Papai Noel deixou-me um presente de Natal". Sei que não é segredo para você nem para tantas pessoas solidárias que procuram ajudar aos mais carentes, por ocasião do Natal.
Há muitas crianças e adultos que não têm calçados, muito menos para colocá-los na janela. Mesmo assim, conservam a esperança de que este Natal lhes traga um pouco mais do conforto e da dignidade a que têm direito.
Aceite o meu abraço natalino e a minha gratidão por ter feito parte dos meus sonhos de criança, mesmo que por pouco tempo. Talvez não tenha a oportunidade de responder a esse meu recado; não faz mal, fico feliz da mesma forma. Guarde esta minha carta com carinho ou repasse-a para outra pessoa.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Lição de perseverança

Já observou a atitude dos pássaros ante às adversidades?

Ficam dias e dias fazendo seu ninho, recolhendo materiais, às vezes trazidos de locais distantes…
E quando já ele está pronto e estão preparados para por os ovos, as inclemências do tempo ou a ação do ser humano ou de algum animal destrói o que com tanto esforço se conseguiu…


O que faz o pássaro?
Pára, abandona a tarefa?


De maneira nenhuma. Começa, uma outra vez, até que no ninho apareçam os primeiros ovos.
Muitas vezes, antes que nasçam os filhotes, um animal, uma criança, uma tormenta, volta a destruir o ninho, mas agora com seu precioso conteúdo…


Dói recomeçar do zero… Mas ainda assim o pássaro jamais emudece, nem retrocede, segue cantando e construindo, construindo e cantando…
Você está cansado de recomeçar, do desgaste da luta diária, da confiança traída, das metas não alcançadas quando estava a ponto de conseguir?


Mesmo que a vida o golpeie mais uma vez,
não se entregue nunca, faça uma oração,
ponha sua esperança na frente e avance.


Não se preocupe se na batalha seja ferido,
é esperado que algo assim aconteça.


Junte os pedaços de sua esperança, arme-a
de novo e volte a ir em frente.
Não importa o que você passe…
Não desanime, siga adiante.


A vida é um desafio constante, mas vale a pena aceitá-lo. 
E sobretudo… Nunca deixe de cantar.

10 coisas que levei anos para aprender _ Luis Fernando Veríssimo


01- Jamais, sob quaisquer circunstâncias, tome um remédio para dormir e um laxante na mesma noite.

02- Se você tivesse que identificar, em uma palavra, a razão pela qual a raça humana ainda não atingiu (e nunca atingirá) todo o seu potencial, essa palavra seria ‘reuniões’.

03- Há uma linha muito tênue entre “hobby” e “doença mental”.

04- As pessoas que querem compartilhar as visões religiosas delas com você, quase nunca querem que você compartilhe as suas com elas.

05- Não confunda nunca sua carreira com sua vida.

06- Ninguém liga se você não sabe dançar. Levante e dance.

07- A força mais destrutiva do universo é a fofoca.

08- Uma pessoa que é boa com você, mas grosseira com o garçom, não pode ser uma boa pessoa.

09- Seus amigos de verdade amam você de qualquer jeito.

10- Nunca tenha medo de tentar algo novo.

Lembre-se de que um amador solitário construiu a Arca de Noé. Um grande grupo de profissionais construiu o Titanic.
_Luis Fernando Veríssimo_