segunda-feira, 15 de abril de 2013

Receita _ Frango empanado

1 k de peito de frango em pedaços médios
3 colheres, das de sopa, de shoyu
gengibre ralado a gosto
2 dentes de alho amassados
1 boa pitada de açúcar
2 colheres, das de sopa, de sakê
1 colher, das de sobremesa, de óleo de gergelim
1 colher, das de sopa, bem cheia de amido de milho

Tempere o frango com todos os ingredientes e deixe descansar por 1 hora. Se necessário, coloque uma pitada de sal.

Para a massa do empanado:
1 copo de 250 ml de farinha de arroz (Arrozina da Maizena)
1 copo e meio de farinha de trigo
1 colher, das de sobremesa, de sal
1 colher, das de sobremesa, de aji-no-moto
2 colheres, das de sopa, de óleo
1 colher, das de sobremesa de fermento em pó (químico)
Água para dar liga

Peneire todos os ingredientes secos e vá acrescentando água e mexendo com um garfo até dar o ponto de panqueca americana (massa grossa e bem pegajosa).

Aqueça uma caçarola grossa com óleo e mantenha em fogo médio.
Passe cada pedacinho de frango na massa, com a ajuda de um garfo, e coloque delicadamente no óleo. Frite até ficar dourado, como na foto e escorra em papel toalha.
Decore com cebolinha e pimenta dedo de moça e sirva com uma deliciosa saladinha de broto de feijão e arroz chop suey (aquele com legumes e ovinho mexido).

19 de abril - Dia do índio

História do Dia do Ïndio


Comemoramos todos os anos, no dia 19 de Abril, o Dia do Índio. Esta data comemorativa foi criada em 1943 pelo presidente Getúlio Vargas, através do decreto lei número 5.540. Mas porque foi escolhido o 19 de abril?

Origem da data

Para entendermos a data, devemos voltar para 1940. Neste ano, foi realizado no México, o Primeiro Congresso Indigenista Interamericano. Além de contar com a participação de diversas autoridades governamentais dos países da América, vários líderes indígenas deste continente foram convidados para participarem das reuniões e decisões. Porém, os índios não compareceram nos primeiros dias do evento, pois estavam preocupados e temerosos. Este comportamento era compreensível, pois os índios há séculos estavam sendo perseguidos, agredidos e dizimados pelos “homens brancos”.

No entanto, após algumas reuniões e reflexões, diversos líderes indígenas resolveram participar, após entenderem a importância daquele momento histórico. Esta participação ocorreu no dia 19 de abril, que depois foi escolhido, no continente americano, como o Dia do Índio

Comemorações e importância da data

Neste dia do ano ocorrem vários eventos dedicados à valorização da cultura indígena. Nas escolas, os alunos costumam fazer pesquisas sobre a cultura indígena, os museus fazem exposições e os municípios organizam festas comemorativas. Deve ser também um dia de reflexão sobre a importância da preservação dos povos indígenas, da manutenção de suas terras e respeito às suas manifestações culturais.

Devemos lembrar também, que os índios já habitavam nosso país quando os portugueses aqui chegaram em 1500. Desde esta data, o que vimos foi o desrespeito e a diminuição das populações indígenas. Este processo ainda ocorre, pois com a mineração e a exploração dos recursos naturais, muitos povos indígenas estão perdendo suas terras.

Sabedoria Indígena


















domingo, 14 de abril de 2013

PECHADA...


Carla encontrou com Mônica e foi logo contando o que tinha visto:
- Olá... nem te conto o que vi...
- O quê?
- Lá no centro, uma aglomeração de pessoas para ver uma pechada!
- Uma... o quê?
- Uma pechada!!!
- Mas como assim??
- No centro da cidade tem um quebra-molas e foi lá que ocorreu a pechada!
- Mas o que houve com os peixes? Morreram?
- Não, menina! Pechada é quando dois automóveis colidem, causando um acidente... um bate no outro!


- Mas e o tal do quebra-mola? Já sei... quebraram-se as molas dos carros, por isso aconteceu o acidente!
- Nããããããão! Quebra-mola é a lombada de trânsito utilizada para os automóveis diminuírem a velocidade!
- Ah tá! Então a história é: dois carros causam acidente porque não respeitaram a lombada! Agora entendi!
- Hahaha, como você é engraçada, Mônica!

A vaquinha


Um mestre da sabedoria passeava por uma floresta com seu discípulo, quando avistou, ao longe, um sítio de aparência pobre e resolveu fazer uma breve visita.
Durante o percurso ele falou ao aprendiz sobre a importância das visitas e as oportunidades de aprendizado que temos também com as pessoas que mal conhecemos.
Chegando ao sítio constatou a pobreza do lugar sem calçamento, a casa de madeira, os moradores, um casal, três filhos vestidos com roupas rasgadas e sujas então se aproximou do senhor, aparentemente o pai da família, e perguntou:
"Neste lugar não há sinais de comércio e de trabalho, como o senhor e a sua família sobrevivem aqui?"
Ao que o senhor respondeu:
"Meu amigo, nós temos uma vaquinha que nos dá vários litros de leite todos os dias. Uma parte desse produto nós vendemos ou trocamos na cidade vizinha por outros gêneros de alimentos e a outra parte nós produzimos queijo, coalhada, etc. para o nosso consumo e assim vamos sobrevivendo."
O sábio agradeceu a informação, contemplou o lugar por uns momentos, depois se despediu e foi embora.
No meio do caminho voltou ao seu fiel discípulo e ordenou:
"Aprendiz, pegue a vaquinha, leve-a ao precipício ali na frente e empurre-a, jogue-a lá em baixo"
O Jovem arregalou os olhos espantado e questionou o mestre sobre o fato da vaquinha ser o único meio de sobrevivência daquela família, mas como percebeu o silêncio absoluto do seu mestre foi cumprir a ordem.
Assim empurrou a vaquinha morro abaixo e a viu morrer. Aquela cena ficou marcada na memória daquele jovem durante alguns anos, e um belo dia ele resolveu largar tudo o que havia aprendido e voltar naquele mesmo lugar e contar àquela família, pedir perdão e ajudá-los. Assim fez, e quando se aproximava do local avistou um sítio muito bonito, com árvores floridas, todo murado, com carro na garagem e algumas crianças brincando no jardim. Ficou triste e desesperado imaginando que aquela família tivera que vender o sítio para sobreviver "apertou" o passo e chegando lá logo foi recebido por um caseiro muito simpático e perguntou sobre a família que ali morava há uns quatro anos e o caseiro respondeu:
"Continuam morando aqui."
Espantado ele entrou correndo na casa e viu que era mesmo a família que visitara antes com o mestre.
Elogiou o local e perguntou ao senhor (o dono da vaquinha):
"Como o senhor melhorou este sítio e está muito bem de vida??????"
O senhor entusiasmado respondeu:
“Nós tínhamos uma vaquinha que caiu no precipício e morreu, daí em diante tivemos que fazer outras coisas e desenvolver habilidades que nem sabíamos que tínhamos. Assim, alcançamos o sucesso que seus olhos vislumbram agora!!"
PONTO DE REFLEXÃO:
Todos nós temos uma vaquinha que nos dá alguma coisa básica para sobrevivência e uma convivência com a rotina. Descubra qual é a sua. Aproveite a oportunidade para empurrar sua "vaquinha" morro abaixo.
Você poderá se surpreender com o potencial e a criatividade que traz dentro de si, e que nunca teve a oportunidade de desenvolver

Quando a linguagem culta é um fantasma


Antes de entrar-se no exame do problema do empobrecimento cada vez mais acentuado da linguagem dos jovens, é preciso estabelecer que em qualquer idioma há vários níveis de expressão e comunicação: popular, coloquial, culto, profissional, grupal, etc. As diferenças entre esses níveis são evidentes, por isso facilmente demarcáveis. Basta comparar, por exemplo, a chamada “fala dos magrinhos” com a de um deputado em sua tribuna.
Assim, as dificuldades do jovem não estão, a rigor, na sua incapacidade de expressar-se. No seu grupo – e aí é que vive a maior parte de seu tempo – certamente ele não sente o menor embaraço para dizer o que quer e entender o que os amigos lhe falam. A comunicação se faz à perfeição, sem quaisquer ruídos: “Sábado vou dar um chego lá na tua baia, tá?” E a resposta vem logo, curta e precisa: “Falô! Vê se leva o Beto junto. Faz tempo que ele não pinta lá. Depois, a gente sai pra dar uma banda”.
Esse é o nível de sua linguagem grupal. Um nível meio galhofeiro e rico de tons que ele domina galhardamente. Está como um peixe dentro de seu elemento natural. Movimenta-se com segurança e muito consciente de sua capacidade expressional.
As dificuldades que experimenta – e que o fazem inseguro e frustrado – estão na aprendizagem da língua “ensinada” na escola. A língua culta representa para ele um obstáculo intransponível, uma coisa estranha que o assusta e deprime. E é fato compreensível. Para o jovem, habituado à fala grupal, à gíria, ao jargão de seus companheiros de idade e de interesses, a norma culta surge como um fantasma, um anacronismo com o qual não consegue estabelecer uma convivência amistosa. Se passa 23 horas e 10 minutos a dizer “tu viu”, “eu vi ela”, “me alcança a caneta”, “as redação”, como irá, nos 50 minutos de aula de português, alterar todo o comportamento linguístico e aceitar sem relutância que o certo é “tu viste”, “eu a vi”, “alcança-me a caneta”, “as redações”?
A força coercitiva da escola é pouca para opor-se à avalanche que vem de fora. É, pensando bem, quase uma violência que se comete contra a espontaneidade da linguagem dos jovens, principalmente quando o professor não é suficientemente esclarecido para dar-lhes a informação tranquilizadora de que todos os níveis de linguagem são legítimos, desde que inseridos em contexto sociocultural próprio. Explicar-lhes, enfim, por que a escola trabalha preferencialmente com o nível linguístico da norma culta. Isso os tiraria da situação constrangedora em que se acham metidos e que se manifesta mais ou menos assim: “Não sei como é que eu não consigo aprender português!”

VIANA, Lourival. Quando a linguagem culta é um fantasma.
Correio do Povo 07/08/83 (adaptado)