quinta-feira, 7 de julho de 2011

Todos contra o bullying!



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O bullying vem de bullys que é uma palavra inglesa que significa “valentão”: um menino ou menina que por excesso de sadismo ou falta de educação pensa que é o centro do mundo e bate nos outros. Muitas vezes, essa prática não vem apenas carregada de sinais físicos, mas de impressões psicológicas de sofrimento, isolamento e dor.
A prática do bullying em escolas é constante. Ele não acontece apenas entre os alunos. Muitas vezes envolve a relação de professor x alunos. Sinceramente, precisamos pensar que, além de haver muitas vezes abusos por parte dos professores também o ocorrem por parte dos alunos.
Há professores que colocam a vontade pessoal em frente da ética profissional. Nesse sentido, são aqueles que abusam de seu poder, de sua autoridade. De outro lado, há alunos que repudiam a existência do professor e apenas o veem como um funcionário seu. O que precisamos entender aqui é que ninguém é dono de ninguém. Alunos e alunos, bem como alunos e professores precisam de um entendimento maior, compreender que a escola não é de um nem de outro, mas de todos que dela fazem parte.
O bullying trás consequências que muitas vezes são deploráveis do ambiente escolar. Tais consequências podem influenciar diretamente no processo de ensino-aprendizagem e na formação social dos sujeitos. Atitudes de isolamento, excesso de medo, pré-disposição ao suicídio e à violência podem ser sintomas previamente vistos por todos.
A vítima sempre é fraca, ou seja, ela é vitima justamente pelo fato de que o “valentão” à escolheu para ser o “saco-de-pancadas”; tal e qual apenas para satisfazer um sentimento sádico ou uma justificativa incabida como “não vou com tua cara”. Geralmente a vítima não conta aos pais ou responsáveis em virtude da vergonha que sente. Essa atitude não é apenas dos meninos, mas já envolve meninas que utilizam de seus punhos para satisfazer seus desejos sádicos (a dor dos outros, lhe causa extremo prazer).
Por mais que a escola busca sempre desenvolver a racionalidade, o tato também é o sentido que marca. É no corpo que se encontra o prazer, o amago e a morte. O amor se realiza no tato, mas também, é no tato que a tortura acontece. Nesse sentido, o bullying é a o estágio mais doloroso da vida escolar. Ele pode inclusive não aparecer de forma visível, mas simbolicamente amedronta. TODOS CONTRA O BULLYING! A VIDA VALE MAIS!

O direito de mudar

Para muitos, o ideal é permanecer como está! Quando visualizamos a vida em sociedade, percebemos que a mudança faz parte da vida das pessoas. Para algumas, mudar é difícil; para outras, a vida sem mudanças constantes não teria a menor simpatia. De toda forma, o indicativo que temos é que a mudança é algo tão natural emudarnecessário do qual, todos fazemos parte e, necessariamente, precisamos para viver. A mudança é um direito! Não está escrito na Constituição ou qualquer outro código, mas, todos temos o direito de mudar.
Não escrevo aqui sobre mudança de apartamento, casa, carro, etc. Falo da necessidade de mudança de opinião. Sem ela, nos tornaríamos rígidos em nossas posturas políticas e sociais a ponto de sermos totalmente inflexíveis. No entanto, a mudança provoca uma ruptura: a do antigo para com o novo.
O novo tem sabor de sonho, perspectiva, esperança…a visão antiga, tão carregada de certezas nos congrega ainda a ideia de que, tudo permanecendo como está, está bem. Assim somos, pessoas carregadas de vontade de mudança, ora, vontade de acomodar-se. A acomodação é a primeira inimiga de quem quer mudar. O que nos dá a certeza de que o sentimento de acomodação que está bom do jeito que está, permaneça como está? As certezas também são transitórias…
Imediatamente, me vem em mente um livro que muitas pessoas já leram – “Quem mexeu no meu queijo?” – que apresenta a necessidade da mudança, da abertura ao novo.
Se queremos ver nossa cidade crescer, devemos sonhar com o novo e empreender. Empreender não é construir prédios e outros artifícios naturais, empreender é ter novas ideias, novos projetos.
Entre nós, muitos são os que tem a capacidade de fazer, mas…será que são muitos também que tem a audácia de pensar projetos para a sociedade, política, educação? Assim, entramos então em uma crise de criatividade que só será resolvida quando de fato, descobrirmos que temos o direito de mudar. E, mudar para melhor!

Violência escolar: cenas de terror!



Ontem era o filho do fulano. Hoje é de Ciclano. Amanhã poderá ser o seu! Todos os dias, na rotina da vida escolar, nos deparamos com cenas de violência. O mais estranho é que, as mesmas acontecem em um lugar que deveria ser de educação. Meninas e meninos, adolescentes e jovens, promovem rinhas e brigas programadas nas escolas, gravam as disputas com celulares e câmeras e as imagens vão parar em sites da internet. São brigas e provocações contra colegas, professores, prática de bullying, e até o uso de material escolar como armas para ferir. As dúvidas são muitas…Será falta de uma política educacional clara? Será que o espaço escolar não é mais atrativo e as brigas são motivo de manifestação? Será a denúncia de um sistema complexo que permite a cada dia inserir no cardápio dos jovens que é “legal” brigar? Ou será falta de medidas socio-jurídicas efetivas? Em todos os casos, nos cabe uma reflexão.
No programa “Mais Você” da Rede Globo, quarta-feira (10/11), a apresentadora Ana Maria Braga conversou com uma menina de 14 anos que foi atingida no rosto por lâmina de apontador, causando profundas marcas que, com certeza, não carregam apenas dor física, mas um retalhamento emocional. Ana Maria questionou o fato do por quê alguém coloca vídeos de tanta violência na internet, ao qual a menina respondeu: “Querem mostrar que ninguém manda na escola, que aqui é perigoso”; ao qual, a mãe da menina acrescentou: “Você deixa sua filha na escola e, quando volta, vê a mesma com o rosto cheio de sangue – é uma cena de terror!”.
Na entrevista, também foi questionado um desembargador, o qual afirmou: “A Justiça vai pensar que medida socioeducativas vão ser tomadas”. Diante de uma situação que se repete todos os dias, será que já não deveria ser tomada alguma iniciativa? Quem sabe não só de punição efetiva, mas um trabalho que envolvesse a discussão de tema como esse com os jovens, crianças e até os pais de agressores e vítimas.
Além disso, precisamos também de um trabalho restaurativo, ou seja, as escolas precisam de uma equipe técnica efetiva, atuante e profissional. Falo de atendimento ao aluno qualificado. Não apenas um atendimento que venha a tomar medidas paliativas, mas que coloque o aluno agressor sob pena de sua responsabilidade, que o faça conhecedor do mal que causou e incentive sua mudança.
Pode ser que em nosso município ainda não se tenha casos como esse. Não vamos esperar acontecer um primeiro para agirmos. A violência escolar acontece de forma mascarada, sem deixar pistas, muitas vezes escondida por quem à sofreu e, com medo de uma futura agressão, passe sem denúncia.
Converse com seus filhos sobre essas questões. Você professor, converse com sua turma sobre isso. Proponha trabalhos coletivos, pesquisas, representações, músicas. Pesquise em sua comunidade o que as lideranças pensam sobre o proposto.
Vamos acabar com a violência escolar, antes mesmo de sermos vítimas dela!

A angústia de nunca saber o bastante!



Vivemos em tempos de excesso de informações. A globalização e a revolução tecnológica nos trouxeram o legado que disponibiliza à toda humanidade o acesso ao conhecimento, cada veze produzido com maior velocidade. Para alguns, essa velocidade é espantosa. A mesma, vale-se da informática que tem em seu cerne a extraordinária capacidade do armazenamento de informações e a facilidade de transmissão das mesmas. No entanto, trago algumas questões importantes para discussão:
1. Conhecimento é poder. Frase de Francis Bacon que tem muita validade nos dias de hoje. Conhecer no mundo de hoje é, saber pensar e agir com mais qualidade. Quanto mais se sabe, tanto mais se compreende. Necessidade de compreender as relações complexas.
2. Aprender com o Erro. Do erro nascem os acertos. Muitas vezes errar não é permitido. Mas, aprende-se errando. Só erra quem está tentando acertar, está buscando melhorar, buscando descobertas.
3. Mais conhecimento, mais segurança. Quanto mais sabemos, mais vamos percebendo como o nosso conhecimento é limitado, e quanto mais precisamos conhecer. Isso gera determinada insegurança, e a necessidade de buscar cada vez mais. No entanto, quanto mais sabemos, tanto mais nos tornamos seguros para pensar e agir.
4. Era do conhecimento. Em tempos de muitas informações, percebemos que a “era da informação” não deixa de ser apenas um apelido. A atualidade está marcada pela busca frenética e a necessidade de construir conhecimentos. Embora, o conhecimento sempre fez parte de nossa vida.
5. Informação e Conhecimento. Informação e conhecimento são questões ligeiramente diferentes. Informação é tudo que está e se pode comunicar no mundo. O conhecimento é o significado que adquirimos desse movimento de informações. Quando você dá significado às informações, está produzindo conhecimento.
6. Conhecimento e Preconceito. É inaceitável que alguém que esteja em constante busca de conhecer mais, assuma o preconceito como ponto de partida. Quanto mais conhecemos mais nos colocamos à serviço do multiculturalismo e da multiplicidade de ideias. Possibilidade é a palavra mais indicada para quem está angustiado na busca do conhecer.
O legal desse processo é que todos estamos no mesmo barco, portanto, lembre-se: conhecimento não ocupa lugar. Por mais que, ainda hoje existam unidades de armazenamento de dados, o significado do conhecimento humano é cada vez maior. Angustie-se em saber mais! Quanto mais conhecimento, mais humanos nos tornamos.

Família e escola? Ou família versus escola?


paisJá dizia o ditado popular: “Quem não está a meu favor, está contra mim!”. Quando discutimos a relação que se estabelece entre família e escola, muitas pessoas tem por base esse ditado. No fundo, enquanto muitos buscam uma relação harmoniosa, transparente e de complementaridade, outros, buscam criar e acentuar o conflito.
Não é novidade que, tanto a família quanto a escola são instituições sociais que estão em constante mudança. Só não percebe quem ainda acredita que, mesmo que a vida social mude, essas instituições não devem abrir mão dos valores tradicionais. Essa é a questão: os valores aprendidos na família e na escola dão conta das mudanças sociais?
Em busca de uma possível resposta, deveríamos buscar um consenso, e não acentuar o conflito!
Se sabe bem que a instituição família é sim, no momento atual, um espaço que concentra muitas formas de pensar. Passou-se de um modelo paternalista para um modelo pluralista de ideias. Tanto a mulher quanto os filhos ganharam espaço de fala e participação na economia familiar. Fora isto, percebe-se a construção de novos modelos familiares, como por exemplo, as famílias homoafetivas.
De outro lado, a escola enquanto uma instituição educativa que reproduz a ideologia do Estado, portanto, interesses da classe dominante. A escola, no momento atual, se encontra perdida entre muitas ideologias. De um lado a responsabilidade de um ensino mais crítico, de outro, a necessidade da profissionalização e preparação para o mercado de trabalho.
O que está acontecendo é que, nessas mudanças, tanto na escola quanto na família (pensando numa relação de complementaridade), cada instituição deveria assumir o seu papel quanto ao ensino dos valores. À família, valores disciplinares; à escola, valores científicos. Isso é nítido! Também fica claro que, quando uma das instituições não cumpre efetivamente o seu papel, cria um conflito com a outra. Até quando isso irá acontecer?
Será que não está na hora de as duas instituições buscarem alternativas do cultivo de valores desenvolvendo uma parceria? Pensar isolado, não estará produzindo um sujeito (seu filho, por exemplo) com crise de identidade? Ou pior, a falta de harmonia entre essas duas instituições, não estará produzindo tanto um modelo de família, quanto um modelo de escola desprovido de valores fundamentais? Enquanto isso não se resolve, cada um faz o que pensa ser o certo, às vezes, numa relação de complementaridade, outras, de conflito.
(Rudinei Barichello Augusti - Professor de Filosofia)

Delícias de inverno...


Neste friozinho, nada como se aquecer com um chocolate quente e bem cremoso! Apesar de o chocolate ser geralmente consumido por prazer, há alguns efeitospositivos para a saúde na ingestão do alimento.
O cacau ou o chocolate amargo, por exemplo, são benéficos para o sistema circulatório. Outros efeitos incluem as propriedades anticancerígenas, estimulantes cerebrais e a capacidade de curar diarréias, entre outros. As propriedades afrodisíacas dos chocolates ainda não foram comprovadas.
Por outro lado, ingerir grandes quantidades de alimentos altamente energéticos, tais como o chocolate, aumenta o risco de obesidade. Consuma com moderação!
Um estudo indicou que um chocolate derretendo na boca de uma pessoa causa um aumento na atividade cerebral e nos batimentos cardíacos que é mais intenso do que o associado a beijos apaixonados, e que duravam quatro vezes mais tempo após o término na atividade.
Então para que você possa ter esta sensação maravilhosa de prazer, segue abaixo uma receita fácil e deliciosa de chocolate quente cremoso:







Chocolate Quente Cremoso

Ingredientes:

04 copos de leite
04 colheres (sopa) de chocolate em pó
02 colheres (sopa) de amido de milho
1/2 lata de leite condensado
01 colher (chá) de canela

Modo de Preparo:

Primeiramente, esquente o leite. Quando já estiver bem aquecido, ainda em fogo, acrescente o amido de milho para dissolver, mexendo sempre.
Quando já estiver dissolvido, acrescente o chocolate em pó, a canela e o leite condensado, mexa bem, até engrossar.

Dicas:

-Ao invés de chocolate em pó, pode ser usado achocolatado
-Se preferir ele mais grosso, deixar engrossar um pouco mais em fogo baixo.
Você levará somente 15 minutos para preparar esta delícia. Dá para quatro porções.
Bom Apetite!










Bolo de chocolate
O Bolo de chocolate  é o mais famoso de todos os bolos. Usado em muitas festas e comemorações, o bolo tem uma receita simples e um modo de preparo também fácil de executar. Com alguns ingredientes e um pouco de jeitinho, você faz o bolo em alguns instantes e agrada os mais diversos paladares.
Confira agora uma receita super fácil de Bolo de Chocolate. Em 20 minutos está pronto.
Ingredientes:
3 ovos
2 xícaras de açúcar
2 xícaras e 1/2 de farinha de trigo
1 xícara e 1/2 de chocolate em pó
1 xícara de de óleo
1 xícara e 1/2 de água fervendo
1 colher de sopa de fermento em pó
Cobertura:
1 lata de leite condensado
1 colher de sobremesa de margarina
3 dedos de copo (250 ml) de leite de vaca
Chocolate granulado para enfeitar
Modo de Preparo:
Bata tudo junto na batedeira, bater por uns 5 minutos
Untar e enfarinhar a forma
Levar ao forno pré-aquecido a 180º graus, por cerca de 40 minutos
Cobertura:
Misturar tudo, menos o granulado, levar ao fogo médio até ferver, cobrir o bolo e polvilhar com chocolate granulado.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Os bons tempos...



Tenho uma tendência a acreditar que tudo era mais intenso antes, tanto o amor quanto a arte e também a rebeldia.

A vida era melhor antes ou é melhor hoje? Quem faz parte do time dos nostálgicos não pode perder Meia-Noite em Paris, em que Woody Allen faz não só uma homenagem à mais linda cidade do mundo como também uma reverência aos efervescentes anos 20, quando grandes autores, músicos e pintores foram protagonistas da Era de Ouro do cenário artístico europeu. 

Tenho uma tendência a acreditar que tudo era mais intenso antes, tanto o amor, quanto a arte e também a rebeldia. Ao mesmo tempo, sei que houve um antes desse antes, igualmente reverenciado. O personagem Gil (Owen Wilson), homem do século 21, não se conforma com a sociedade vazia e consumista de hoje, da mesma forma que a personagem Adriana (Marion Cotillard), musa dos anos 20, sonha em voltar para a Belle Époque, que teve seu auge em 1890. 

Por sua vez, os artistas da Belle Époque não se davam conta da revolução que estavam promovendo naquele final do século 19 e afirmavam que prefeririam ter vivido durante a Renascença: o passado sempre parece mais consistente do que o presente.
Não há dúvida de que só um olhar distanciado pode nos dar a verdadeira dimensão do encanto que há nos dias que correm. Quando comparamos hoje com ontem, suspiramos ao lembrar de uma época em que tudo parecia menos superficial, em que a violência e a poluição não faziam parte das discussões, em que a tecnologia não pasteurizava a arte e não havia a patrulha do politicamente correto.

Lembro que, há alguns meses, assisti ao documentário Uma Noite em 67 (que traz imagens do Festival da Canção da TV Record) com o mesmo olhar saudosista do personagem do filme de Allen: 40 anos atrás, parecíamos mais modernos do que somos agora.

Mas será mesmo?

Se até hoje reverenciamos Hemingway, Fitzgerald, Picasso, Gertrude Stein, Cole Porter, Dalí e Buñuel (entre muitos outros retratados no filme), é porque a genialidade deles ultrapassou o tempo, tornando-os eternos. É comum enaltecer a significância de pessoas que inauguraram um novo mundo através de seu olhar criativo e inquieto, mas esses homens e mulheres fascinantes existem e existirão em todas as épocas.

Os atuais anos 2000 não entrarão para a história como “anos dourados” ou “anos rebeldes”, e sim como uma eletrizante era virtual, os anos que revolucionaram os contatos globais, ou seja, de alguma forma atraente os dias de hoje também farão suspirar aqueles que estiverem lá adiante, vivendo uma realidade que ainda nem supomos como será.

A humanidade jamais perderá o hábito de olhar poeticamente para trás, seja a época que for: saudade também é reciclável.

(Martha Medeiros / Jornal Zero Hora - 26 junho 2011)